Mercado imobiliário: O cenário para locadores e locatários

Considerando que a compra de imóveis é uma boa forma de investimento ao possibilitar um rendimento financeiro com a locação de empreendimentos residenciais e comerciais, acompanhar o cenário do mercado imobiliário é essencial para quem já é investidor ou pretende se tornar um.


Portanto, já abrimos esse artigo com uma constatação: embora esse tipo de investimento seja tradicionalmente seguro, estável e de baixo risco, as oscilações do setor nos últimos meses podem sugerir que comprar um imóvel para fazer seu dinheiro render talvez não seja algo tão atrativo para o momento, a não ser que você busque uma valorização no longo prazo.


Segundo dados do Quinto Andar, plataforma online de aluguel e venda de imóveis, por exemplo, empreendimentos na cidade de São Paulo tiveram quedas consecutivas de rentabilidade potencial ao longo de 2021, com média de 0,47% ao mês no primeiro trimestre de 2021. Já no segundo semestre, manteve-se a queda de 0,45%, mas acentuando leve estabilidade, com 0,44%.


Outros números que valem a atenção são os registrados no último levantamento do Índice FipeZap de locação Residencial que, embora mostrem breve alta dos últimos 12 meses encerrados de outubro (+2,85%), variação inferior à inflação expressa pelo IPCA/IBGE (+10,67%) e pelo IGP-M/FGV (+21,73%); informam que São Paulo e Porto Alegre são exceções nesse quesito, considerando que registraram recuos de 2,12% e 0,99% nos preços, respectivamente, enquanto as demais capitais monitoradas apresentaram essas variações positivas nos últimos 12 meses.

IGP-M e taxa Selic


A projeção do IGP-M e o novo aumento da taxa Selic também devem ser observados para fazer uma análise coerente do mercado, tanto para locadores quanto para locatários.


Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M cresceu 0,02% em novembro, após registrar alta de 0,64% em outubro. Apesar disso, o resultado ficou abaixo do piso da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,15% para o indicador, enquanto a mediana era de 0,30%. Com isso, estima-se que esse resultado ainda está abaixo do esperado em virtude da pandemia, considerando que até o momento muitos aluguéis não subiram seus preços – bom para o inquilino e nem tanto assim para o proprietário.


Portanto, para 2022 espera-se um cenário com base no que ele vem corrigindo nos últimos anos, entre 5%, 6% ou 8% ao ano.


O próximo ano também pode não ser tão favorável para investir em imóvel se levarmos em conta as projeções da Selic, que pode superar os dois dígitos e assim chegar a 12%. Até o momento, o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou recentemente a atualização da taxa básica de juros para 9,25%, como era previsto pelo mercado.


Desse modo, alugar um imóvel passaria a ser mais vantajoso que contratar financiamento, por exemplo, já que os bancos seguem o movimento e atualizam os juros do crédito. Entretanto, lembramos sempre que nenhuma mudança de cenário diminui a solidez e a segurança para quem busca investir através da aquisição de imóveis.


Por último, vale lembrar ainda que, independente de você ser locador ou locatário nesse processo, é preciso ficar atento à Lei do Inquilinato, documento que estabelece os direitos e deveres de ambas as partes.


Sua abrangência trata desde prazo de contratos à responsabilidade de pagamentos de taxas, instalações de equipamentos de segurança, garantias, vistorias e até direito de preferência em caso de venda do bem. Assim você pode agir com maior confiança, tanto se for comprar um imóvel para alugá-lo ou se você mesmo for o inquilino.


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