Gestão de empresas familiares

Empresas familiares são, com certeza, um dos maiores nichos de empresas em todo o

planeta. Uma pesquisa realizada pela KPMG ressaltou a enorme resiliência das organizações familiares, que hoje respondem por mais da metade do PIB brasileiro. Esse estudo mediu que cerca de 38% dos respondentes e gestores dessas empresas em

eventuais investimentos destinariam recursos à inovação no empreendimento atual e, não mais, em novos projetos.



No entanto, houve um considerável aumento nos entrevistados que sentem-se mais confortáveis em investir em novos negócios, constatando 27% frente aos 20% levantados na pesquisa anterior. Os setores com maior presença nessa composição de empresas familiares no Brasil enquadraram o ramo do agronegócio, seguida pelas organizações de serviços e atacado e varejo.  Outro ponto que chama bastante atenção é a taxa consideravelmente alta de negócios duradouros, sendo 33% deles existentes há um período entre os 20 anos e 40 anos. Enquanto o maior percentual concentra-se em negócios que existem há mais de 40 anos em nosso país. Por fim, a taxa de representação feminina em cargos estratégicos nesse aspecto de empresas mostrou-se mais alto que a média do restante do mercado brasileiro, reportando que 41% delas estão nos conselhos de administração e 35% ocupam cargos de diretoria.


Desafios e estratégias da gestão para perpetuar uma empresa familiar, você sabe quais são?

 

A configuração do negócio em si tem suas notáveis vantagens, porém algumas dificuldades não aparecem em empresas com modelo de gestão tradicional. Esses momentos envolvem desde nervos a flor da pele, até interesses pessoais que podem abalar as relações. No entanto, para o Instituto de Administração, o período de sucessão de gerações pode ser o mais complexo para quem buscar entender como gerir esse tipo de empresa. Para tanto, os entusiasmados sucessores precisam se ambientar com a rotina da empresa e isso implica em trabalhar por vários anos no negócio antes de assumi- lo, o que foi constatado em uma pesquisa da PwC ser o maior desafio entre os executivos que assumiram o poder. 


Além disso, a dificuldade de enxergar hierarquia em determinados momentos, é também um fator que gera muito dificuldade na administração e gestão da empresa. Por isso, organograma de uma empresa familiar não deve refletir, necessariamente, a dinâmica das relações no âmbito familiar pessoal, pois isso pode acarretar consequências gigantescas. Para finalizar, achamos muito importante para você, conhecer as principais empresas de origem familiar na atualidade.

Novartis, Walmart, Nike, Itaú Unibanco, TAM e Volkswagen são algumas das empresas

que estão no grupo seleto de organizações que inspiram pais e filhos a atuarem em

conjunto nos negócios na busca de se perpetuarem nos negócios e expandirem mais

ainda. 

Além disso, conforme falamos aqui anteriormente, em nosso país, empresas sob comando familiar ganham destaque no mundo dos negócios em todo o planeta. A JBS S.A. aparece na 22ª posição do Índice das Empresas Familiares de 2021, um ranking das 500 maiores empresas de propriedade familiar do mundo de acordo com o seu faturamento. 


Nesse ranking, elaborado pela EY e Universidade de St. Gallen, da Suíça, está no topo a americana Walmart Inc. e somada a citada anteriormente, outras nove companhias brasileiras aparecem no ranking: Marfrig Global Foods S.A., Metalúrgica Gerdau S.A., Votorantim Participações S.A., Companhia Siderúrgica Nacional, Magazine Luiza S.A., Cosan Ltda., Energisa S.A, WEG S.A. e Porto Seguro S.A.



Cabe ressaltar que todas elas se enquadraram e enfrentaram os desafios descritos em nossos posts e passaram por processos que têm amplo debate atualmente como, por exemplo, diversidade e ESG, reforçando a tese de que o tempo passa, mas o fundamental para sobreviver no mercado é a adaptação.

1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo