Indicadores Econômicos: O que são e quais os principais

Para acompanhar e construir um conhecimento sólido sobre o mercado financeiro é preciso estar atualizado sobre os principais indicadores econômicos. Afinal, existe uma lista enorme de índices que impactam as finanças do brasileiro ao medirem como está a economia do país, influenciando inclusive nos seus investimentos.



Contudo, o que de fato são esses indicadores? Respondendo essa pergunta do título sem delongas, os indicadores econômicos são dados estatísticos que têm como objetivo evidenciar a situação do país partindo da análise de aspectos como renda, emprego, atividade industrial e inflação, por exemplo.


Portanto, eles se tornam uma referência não apenas para investidores, mas também para empresários e para o próprio governo do país ao poderem avaliar o ritmo da atividade econômica local.


Dessa forma, para quem costuma investir, acompanhar esses índices econômicos é de extrema importância para ter êxito ao tomar decisões sobre o que fazer com seu dinheiro. Assim é possível identificar mercados favoráveis, prever cenários do capital e reconhecer os melhores momentos econômicos para desenvolver estratégias de investimento mais assertivas.


Vejamos a seguir quais desses índices são os mais importantes:


PRINCIPAIS INDICES ECONOMICOS


PIB


O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde à soma de todos os valores monetários produzidos pelo país em bens e serviços finais ao longo do ano. Esse dado é divulgado pelo IBGE e mostra o quanto a economia do Brasil está aquecida e em pleno funcionamento.


Logo, quanto maior for, maior a atividade econômica do país; ao mesmo tempo em que quando um PIB é negativo, ele mostra que a atividade econômica está encolhendo.


Em 2020, por exemplo, o indicador registrou uma queda de 4,1% – a maior em 20 anos – sendo a pior recessão anual desde 1996, ano de início da série histórica.



Selic


A Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é a taxa básica de juros do país, influenciando em todas as taxas da categoria: juros de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.


Esse índice existe para tentar controlar a inflação, pois o crescimento ou queda dos juros afetam o consumo da população.


Calculada a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, a Selic acaba impactando também as taxas de câmbio e investimentos, como a poupança, Tesouro Direto, LCI’S e LCA’S.


IPCA


O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) funciona como o indicador oficial da inflação do país. Medido pelo IBGE mensalmente, ele mostra de forma bem abrangente a variação dos preços no comércio para o público final.


Portanto, seu objetivo é acompanhar a inflação dos produtos e serviços que são mais consumidos pelas famílias com um rendimento de 1 a 40 salários mínimos – o que corresponde a uma cobertura de 90% dos grupos familiares que vivem nas áreas urbanas registradas pelo IBGE.


Vale lembrar ainda que o cálculo do IPCA é dividido em grupos como: alimentação, habitação, transportes, vestuário e artigos de residência.


INPC


O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), também acompanhado pelo IBGE, indica a oscilação dos preços no mercado de varejo, concentrando-se em famílias que têm uma faixa salarial menor que o índice oficial – até 5 salários mínimos.


Dessa forma, a variação de preços atinge o setor de consumo básico, como itens de consumo diário (arroz, feijão, leite, óleo), gás de cozinha e transporte público, por exemplo.


Outro ponto a ser destacado é que o INPC é muito usado para reajustes salariais, já que representa o poder de compra da população com baixo rendimento.


IGP-M


O IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) é divulgado mensalmente pelo FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), registrando a inflação de preços de bens de consumo e bens de produção.


Esse indicador possui três versões com coleta de preços: o IGP-10 (com base nos preços apurados dos dias 11 do mês anterior ao dia 10 do mês da coleta); o IGP-DI (de 1 a 30); e o mais popular deles, o Índice Geral de Preços – Mercado, ou simplesmente IGP-M, que levanta informações sobre a variação de preços do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de coleta.


Saiba também que o IGP-M é muito utilizado na fórmula paramétrica de reajuste de tarifas públicas (energia e telefonia), em contratos de aluguéis e em contratos de prestação de serviços, por exemplo.



Taxa Referencial (TR)


Mais conhecida como TR, a Taxa Referencial é usada para calcular o rendimento de diversas aplicações financeiras, como é o caso da poupança. Desse modo, quando a taxa Selic está baixa, a TR praticamente zera.


Esse índice também corrige outras modalidades financeiras, como o saldo das contas do FGTS, e inclusive é utilizado em operações de crédito, como financiamentos imobiliários e títulos de capitalização.


Vale comentar ainda sobre seu contexto histórico: a TR foi criada como uma medida de prevenção à hiperinflação no governo Fernando Collor. Na época, mais precisamente em 1990, a inflação estava fora de controle, alcançando valores como 1.476,56%. Para se ter uma noção sobre como essa taxa estava alta, em 2020 a inflação fechou o ano em 4,52%.


Dólar


O dólar também atua como um indicador econômico, lembrando que o Estado não determina a cotação dessa moeda, pois ela é regulamentada pelo câmbio flutuante. Ou seja: pela lei de oferta e demanda.


É por isso que as oscilações da moeda norte-americana acabam afetando a economia brasileira. Logo, quando o dólar está em alta (movimento que segue acontecendo desde 2020), a tendência é que a inflação do Brasil suba.


Dessa mesma forma, a valorização dessa moeda impacta diretamente também no preço de produtos exportados – como eletrônicos, por exemplo –, e no valor da gasolina. Já a baixa do dólar favorece os importadores e o turismo estrangeiro.


Portanto, após conhecer melhor cada um desses principais indicadores econômicos citados neste artigo, você pode tomar decisões financeiras com mais confiança e obter maiores êxitos em suas aplicações.


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