Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP
Análise horizontal e vertical: o que são, fórmulas, como fazer e exemplo com DRE e balanço

Análise horizontal compara cada conta de uma demonstração financeira ao longo do tempo e mostra a variação percentual entre períodos. Análise vertical mostra o peso de cada conta dentro do total do mesmo período, como a fatia do custo na receita. Juntas, indicam para onde a empresa cresce e como seus números estão compostos.
Neste guia você vê as fórmulas das duas análises, como fazer passo a passo, um exemplo numérico completo com DRE e balanço de uma empresa fictícia, como interpretar os resultados, os cuidados na comparação e como encaixar a análise na rotina de uma PME. Quem nunca fez análise de balanço consegue repetir o método em uma planilha em menos de uma hora.
O que é análise horizontal e vertical?
São duas técnicas simples de análise das demonstrações contábeis, usadas para transformar tabelas de valores em reais em percentuais que podem ser lidos e comparados. Os valores absolutos, sozinhos, dizem pouco: saber que o custo com pessoal foi de R$ 800 mil não revela se isso é muito, pouco, maior ou menor que o ano passado. Os percentuais respondem a essas perguntas.
- Análise horizontal (AH): lê a evolução no tempo. Compara a mesma conta em períodos diferentes (mês a mês, ano contra ano) e mostra se ela cresceu ou encolheu e em que ritmo.
- Análise vertical (AV): lê a estrutura em um mesmo momento. Divide cada conta por uma base (a receita na DRE, o ativo total no balanço) e mostra o peso relativo de cada uma.
Uma ajuda a lembrar: na horizontal, você olha para os lados, de um período para outro. Na vertical, você olha para cima e para baixo, dentro da mesma coluna. As duas se aplicam à DRE, ao balanço patrimonial e também ao fluxo de caixa e às demais demonstrações contábeis.
Para que serve a análise horizontal e vertical?
As duas análises servem para apontar onde investigar. Elas não dão o diagnóstico completo, mas indicam as perguntas certas:
- A receita cresceu 15%, mas o lucro caiu. Qual despesa cresceu mais que as vendas?
- O estoque dobrou em um ano. Isso é preparação para um pico ou produto parado?
- O peso da dívida de curto prazo no passivo passou de 30% para 45%. A empresa está financiando o dia a dia com crédito caro?
- A despesa administrativa representa 13% da receita e a de concorrentes do mesmo porte é de 9%. Existe espaço de eficiência?
Por isso, elas são o primeiro passo em um diagnóstico financeiro e uma ferramenta de acompanhamento do orçamento. Bancos, investidores e compradores também fazem essa leitura ao analisar uma empresa.
Qual a fórmula da análise horizontal?
A análise horizontal calcula a variação percentual de uma conta entre dois períodos.
Fórmula: AH (%) = (valor do período atual / valor do período-base - 1) x 100
Equivalente: AH (%) = ((atual - base) / base) x 100. Se a receita foi de R$ 10.000.000 no ano anterior e de R$ 11.500.000 neste ano, a variação é (11.500.000 / 10.000.000 - 1) x 100 = 15%.
Base fixa ou base móvel
Quando há mais de dois períodos, há duas formas de comparar:
- Base fixa: todos os períodos são comparados com um mesmo período inicial (por exemplo, janeiro). Mostra o acumulado desde o ponto de partida.
- Base móvel (encadeada): cada período é comparado ao imediatamente anterior. Mostra a variação de cada passo.
Também é possível usar números-índice: o período-base vale 100, e os seguintes aparecem como 108, 115, 121 etc. Para análises sazonais, compare o mês com o mesmo mês do ano anterior, e não com o mês anterior, para não confundir sazonalidade com tendência.
Qual a fórmula da análise vertical?
A análise vertical calcula o percentual de cada conta em relação a uma conta-base do mesmo período.
Fórmula: AV (%) = (valor da conta / valor da base) x 100
| Demonstração | Conta-base (100%) | O que a AV mostra |
|---|---|---|
| DRE | Receita líquida (ou bruta) | Quanto de cada R$ 100 de venda vira custo, despesa e lucro |
| Balanço, lado do ativo | Ativo total | Composição dos bens e direitos: caixa, contas a receber, estoque, imobilizado |
| Balanço, lado do passivo | Passivo total mais patrimônio líquido | Composição das fontes de recursos: fornecedores, dívidas, capital próprio |
| Fluxo de caixa | Entradas operacionais (ou receita) | Peso de cada saída e de cada atividade |
Escolha sempre a mesma base ao comparar períodos e empresas. Se uma DRE usa a receita bruta como base e a outra a líquida, os percentuais não conversam.
Como fazer análise horizontal e vertical passo a passo?
- Defina o objetivo. Quer entender a evolução do resultado, a estrutura de custos ou a saúde do balanço? O objetivo orienta o recorte.
- Reúna demonstrações comparáveis. Mesmos critérios contábeis, mesmo plano de contas e períodos do mesmo tamanho (ver plano de contas). Se mudou a classificação de alguma conta, reclassifique o passado.
- Organize em colunas. Uma coluna por período, uma linha por conta.
- Calcule a AV de cada coluna. Divida cada linha pela base.
- Calcule a AH entre as colunas. Use a fórmula de variação percentual.
- Marque os desvios relevantes. Foque nas contas grandes (alto peso na AV) e nas que mais variaram (alta AH). Uma conta pequena que dobrou raramente importa.
- Procure a causa. Para cada desvio relevante, descubra o motivo: preço, volume, mudança de mix, evento não recorrente, erro de lançamento.
- Cruze com indicadores. Complemente com prazos médios, margens e liquidez (veja indicadores financeiros).
- Documente e repita. A análise vale mais quando é feita todo mês, no mesmo formato.
Exemplo prático de análise horizontal e vertical da DRE
Imagine a Comercial Delta (empresa fictícia, usada só como exemplo), com a seguinte DRE resumida, em R$ mil. Veja primeiro os números e depois as duas análises.
| Conta (R$ mil) | 2024 | AV 2024 | 2025 | AV 2025 | AH 2025/2024 |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita líquida | 10.000 | 100,0% | 11.500 | 100,0% | +15,0% |
| (-) CMV | (6.000) | 60,0% | (6.900) | 60,0% | +15,0% |
| Lucro bruto | 4.000 | 40,0% | 4.600 | 40,0% | +15,0% |
| (-) Despesas comerciais | (1.200) | 12,0% | (1.610) | 14,0% | +34,2% |
| (-) Despesas administrativas | (1.300) | 13,0% | (1.380) | 12,0% | +6,2% |
| Resultado operacional (EBIT) | 1.500 | 15,0% | 1.610 | 14,0% | +7,3% |
| (-) Despesas financeiras | (300) | 3,0% | (414) | 3,6% | +38,0% |
| Resultado antes do imposto | 1.200 | 12,0% | 1.196 | 10,4% | -0,3% |
| (-) IR e CSLL | (408) | 4,1% | (407) | 3,5% | -0,2% |
| Lucro líquido | 792 | 7,9% | 789 | 6,9% | -0,4% |
Como ler as colunas
Cálculo da AH da receita: (11.500 / 10.000 - 1) x 100 = 15,0%. Cálculo da AH das despesas comerciais: (1.610 / 1.200 - 1) x 100 = 34,2%.
Cálculo da AV das despesas comerciais em 2025: 1.610 / 11.500 x 100 = 14,0%. Em 2024: 1.200 / 10.000 x 100 = 12,0%.
O que os números contam
- A margem bruta ficou estável em 40%. O preço de venda e o custo da mercadoria acompanharam um ao outro. O problema não está na formação de preço ou no custo do produto.
- As despesas comerciais cresceram 34%, mais que o dobro da receita. Passaram de 12% para 14% das vendas. Pode ser comissão maior, mais vendedores, mais publicidade. A pergunta é se esse gasto trouxe retorno proporcional, e a resposta exige olhar o custo de aquisição por cliente.
- As despesas administrativas cresceram só 6% e perderam peso (de 13% para 12%), sinal de ganho de escala ou de contenção.
- As despesas financeiras subiram 38% e passaram de 3,0% para 3,6% da receita. Isso indica mais dívida ou dívida mais cara, e leva à análise do balanço.
- O resultado: o lucro líquido ficou praticamente estável, apesar de a receita crescer 15%. Em termos de margem líquida, a empresa passou de 7,9% para 6,9%. Cresceu, mas não ganhou dinheiro com o crescimento.
Exemplo prático de análise horizontal e vertical do balanço
Para a mesma Comercial Delta, veja o balanço de fim de ano, em R$ mil. Na análise vertical, a base é o ativo total, que é igual ao passivo mais o patrimônio líquido.
| Conta (R$ mil) | 2024 | AV 2024 | 2025 | AV 2025 | AH 2025/2024 |
|---|---|---|---|---|---|
| Caixa e bancos | 600 | 8,6% | 800 | 9,8% | +33,3% |
| Contas a receber | 1.800 | 25,7% | 2.400 | 29,3% | +33,3% |
| Estoques | 1.400 | 20,0% | 2.000 | 24,4% | +42,9% |
| Ativo circulante | 3.800 | 54,3% | 5.200 | 63,4% | +36,8% |
| Imobilizado | 3.200 | 45,7% | 3.000 | 36,6% | -6,3% |
| Ativo total | 7.000 | 100,0% | 8.200 | 100,0% | +17,1% |
| Fornecedores | 1.100 | 15,7% | 1.500 | 18,3% | +36,4% |
| Empréstimos de curto prazo | 700 | 10,0% | 1.300 | 15,9% | +85,7% |
| Obrigações fiscais e trabalhistas | 400 | 5,7% | 500 | 6,1% | +25,0% |
| Passivo circulante | 2.200 | 31,4% | 3.300 | 40,2% | +50,0% |
| Empréstimos de longo prazo | 1.800 | 25,7% | 1.900 | 23,2% | +5,6% |
| Patrimônio líquido | 3.000 | 42,9% | 3.000 | 36,6% | 0,0% |
| Passivo + PL | 7.000 | 100,0% | 8.200 | 100,0% | +17,1% |
O que o balanço conta
- Receita +15%, contas a receber +33% e estoques +43%. O dinheiro está ficando preso nas vendas a prazo e na mercadoria parada. Em dias: o prazo médio de recebimento passou de cerca de 66 dias (1.800 / 10.000 x 365) para 76 dias (2.400 / 11.500 x 365), e o prazo médio de estoque, de 85 dias (1.400 / 6.000 x 365) para 106 dias (2.000 / 6.900 x 365).
- O ativo circulante ganhou peso (de 54% para 63% do total) e o imobilizado perdeu (efeito de depreciação sem novos investimentos).
- O passivo circulante subiu 50% e os empréstimos de curto prazo, 86%. A empresa está financiando o capital de giro com crédito de curto prazo, e a conta aparece na despesa financeira da DRE.
- O patrimônio líquido ficou parado. Todo o crescimento do ativo veio de capital de terceiros: o PL caiu de 43% para 37% do total. A liquidez corrente passou de 1,73 (3.800 / 2.200) para 1,58 (5.200 / 3.300).
Juntando DRE e balanço, a história fica clara: a Delta cresceu vendendo mais a prazo e carregando mais estoque, financiou isso com dívida de curto prazo, e a despesa financeira e a despesa comercial consumiram o lucro adicional. O caminho de ação não está em cortar custo administrativo, mas em reduzir o prazo de recebimento, girar o estoque e rever a política comercial. Para aprofundar o tema, veja o guia de capital de giro.
Como interpretar a análise horizontal e vertical?
Interpretar é comparar os percentuais com um referencial. Há quatro referenciais úteis:
- O passado da própria empresa: a AH mostra se a tendência melhora ou piora.
- O orçamento: compare o realizado com o previsto, em valor e em percentual (budget e forecast).
- Empresas parecidas: use balanços públicos de companhias do mesmo setor e de porte compatível, com cuidado para que as classificações sejam equivalentes.
- Metas internas: por exemplo, despesa comercial de até 12% da receita.
Sinais de alerta mais comuns
| Sinal | Possível significado | Próximo passo |
|---|---|---|
| Receita sobe, lucro cai | Despesas ou custos crescendo mais que as vendas | Abrir a AV da DRE e achar a conta que ganhou peso |
| Contas a receber crescem mais que a receita | Prazo maior concedido ou inadimplência | Calcular prazo médio e aging de clientes |
| Estoque cresce mais que o CMV | Giro menor, produto parado | Analisar giro por item e obsolescência |
| Dívida de curto prazo ganha peso no passivo | Giro financiado com crédito caro | Reperfilar a dívida e rever o capital de giro |
| Patrimônio líquido perde peso | Alavancagem crescente | Avaliar endividamento e distribuição de lucros |
| Margem bruta cai na AV | Custo subindo ou desconto excessivo | Revisar preços e formação de preço de venda |
Cuidados para não tirar conclusões erradas
- Inflação. Em períodos de preços altos, um crescimento nominal de 8% pode ser queda real. Considere comparar também em valores corrigidos.
- Base muito pequena. Uma conta que passou de R$ 1 mil para R$ 3 mil cresceu 200%, mas é irrelevante. Priorize pelo peso na AV.
- Sazonalidade. Compare períodos equivalentes.
- Eventos pontuais. Venda de ativo, provisão ou reclassificação distorcem o ano. Separe o que é recorrente.
- Regime contábil. Uma DRE por competência e um fluxo de caixa contam histórias diferentes. Entenda a diferença em regime de caixa e regime de competência.
- Correlação não é causa. A análise aponta onde olhar, mas a causa só se descobre conversando com as áreas e abrindo os lançamentos.
Qual a diferença entre análise horizontal e análise vertical?
| Critério | Análise horizontal | Análise vertical |
|---|---|---|
| Pergunta que responde | Quanto cada conta variou? | Quanto cada conta pesa? |
| Dimensão | Tempo (entre períodos) | Estrutura (dentro do período) |
| Fórmula | (atual / base - 1) x 100 | (conta / base) x 100 |
| Base de cálculo | A mesma conta no período anterior | Receita (DRE) ou ativo total (balanço) |
| Revela | Tendência, crescimento, queda | Composição, eficiência, dependências |
| Limite | Ignora o tamanho da conta | Ignora a evolução |
As duas se complementam: a AH diz o que mudou, a AV diz o quanto aquilo importa. Uma conta com AH alta e AV baixa é ruído. Uma conta com AH alta e AV alta é prioridade.
Como fazer a análise horizontal e vertical na rotina de uma PME?
Para a PME, o ideal é transformar a análise em um relatório mensal padronizado, e não em um exercício feito só no fim do ano.
Um formato prático
- DRE mensal com três colunas: mês atual, mês igual do ano anterior e acumulado do ano, cada uma com AV e AH.
- Balanço trimestral ou mensal com AV e comparação com o fechamento do ano anterior.
- Um parágrafo de comentários sobre as três maiores variações e a ação decidida para cada uma.
- Indicadores de apoio: margens, prazos médios, liquidez e endividamento.
Esse conjunto cabe nos relatórios gerenciais do fechamento do mês e se conecta aos KPIs financeiros. Para decisões mais rápidas, e com a ajuda de ferramentas de analytics, ele pode virar um dashboard financeiro com semáforos nas contas que passaram de um limite.
Erros comuns
- Analisar dados não conciliados. Se o caixa, as contas a receber ou o estoque estão errados no balanço, a análise leva a conclusões erradas. A base é um fechamento contábil limpo.
- Plano de contas que muda a cada ano. Sem consistência, a AH deixa de ser comparável.
- Misturar custos fixos e variáveis na mesma linha. A AV da DRE fica mais útil quando separa a estrutura de custos (ver custo fixo e variável).
- Olhar só a DRE. A empresa pode ter lucro e estar sem caixa, como no exemplo da Delta. O balanço e o fluxo de caixa completam o quadro.
- Parar na descrição. Dizer "a despesa subiu 34%" não é análise. A análise termina em uma causa e em uma decisão.
- Comparar com período anormal. Se o ano anterior teve evento extraordinário, a AH vai exagerar ou esconder a variação real.
- Fazer uma vez por ano. Percebe-se o problema tarde. A análise mensal permite corrigir ainda no trimestre.
Análise de uma ou de várias empresas
A AV tem uma vantagem importante: como o resultado é em percentual, permite comparar empresas de tamanhos diferentes. Uma distribuidora de R$ 10 milhões e outra de R$ 100 milhões podem ter a mesma estrutura de custos, e a AV mostra isso. Já a AH só faz sentido na mesma empresa (ou em grupos comparáveis ao longo do tempo).
Como a BGP pode ajudar com análise horizontal e vertical?
A análise só é boa se os números de entrada forem confiáveis e chegarem no prazo. Na Controladoria da BGP, o time opera o ciclo mensal de rotina financeira da empresa, incluindo fechamento, conciliações e relatórios gerenciais. Na frente de Analytics, o GO BI integra o ERP e as planilhas e publica dashboards em que a AV e a AH da DRE e do balanço são atualizadas automaticamente, sem montar planilha todo mês. O texto o que os números da sua empresa estão dizendo mostra por que essa leitura faz diferença para a gestão.
Perguntas frequentes sobre análise horizontal e vertical
O que é análise horizontal?
É a técnica que compara a mesma conta de uma demonstração financeira em períodos diferentes e mostra a variação percentual entre eles. Serve para identificar tendências de crescimento ou queda de receitas, custos, despesas, ativos e dívidas. A fórmula é (valor atual / valor base - 1) x 100.
O que é análise vertical?
É a técnica que calcula o peso percentual de cada conta em relação a uma base do mesmo período: a receita, na DRE, ou o ativo total, no balanço. Mostra a composição e a estrutura da empresa. A fórmula é (valor da conta / valor da base) x 100.
Qual a fórmula da análise horizontal?
AH (%) = (valor do período atual / valor do período-base - 1) x 100. Se a receita foi de R$ 10 milhões e passou a R$ 11,5 milhões, a variação é de 15%. O resultado positivo indica crescimento da conta, e o negativo, redução.
Qual a fórmula da análise vertical?
AV (%) = (valor da conta / valor da base) x 100. Na DRE, a base é a receita líquida; no balanço, o ativo total. Com despesas comerciais de R$ 1,61 milhão e receita de R$ 11,5 milhões, a conta pesa 14% da receita.
Qual a diferença entre análise horizontal e vertical?
A horizontal compara períodos e mostra a evolução de uma conta no tempo. A vertical compara as contas dentro de um mesmo período e mostra o peso de cada uma. A primeira indica tendência; a segunda, estrutura. Usadas juntas, apontam o que mudou e o que realmente importa.
Como fazer análise de balanço com análise horizontal e vertical?
Coloque dois ou mais balanços lado a lado, calcule a AV de cada coluna dividindo cada conta pelo ativo total e a AH entre colunas pela variação percentual. Depois investigue as contas de maior peso e maior variação e cruze com liquidez, endividamento e prazos médios.
A análise horizontal e vertical serve para DRE?
Sim, e é um dos usos mais comuns. Na DRE, a AV mostra quanto da receita vira custo, despesa e lucro, e a AH mostra como cada linha evolui entre meses ou anos. Assim se descobre, por exemplo, se o lucro caiu por custo, despesa comercial ou despesa financeira.
Com que frequência fazer a análise horizontal e vertical?
O ideal é mensal, no fechamento, para a DRE, e mensal ou trimestral para o balanço. Compare o mês com o mesmo mês do ano anterior para neutralizar a sazonalidade e acompanhe o acumulado. A análise anual isolada percebe os problemas tarde demais.

