Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP
CMV (custo das mercadorias vendidas): o que é, fórmula e como calcular

CMV (custo das mercadorias vendidas) é o valor, em reais, que a empresa gastou para comprar ou produzir exatamente aquilo que vendeu no período. Calcula-se assim: estoque inicial + compras do período − estoque final. É o maior custo de quem revende ou fabrica e define a margem bruta do negócio.
Neste guia você encontra o significado do CMV, a diferença para CPV e CSP, a fórmula completa, um exemplo numérico passo a passo, os métodos de avaliação de estoque, o CMV no restaurante e no comércio, os erros mais comuns na rotina de uma PME e como usar o número para decidir preço, compra e estoque.
O que é CMV e o que significa?
CMV é a sigla de Custo das Mercadorias Vendidas. Também aparece como "custo da mercadoria vendida" ou "custo dos produtos vendidos". Em todos os casos, o conceito é o mesmo: o custo apenas das mercadorias que saíram do estoque porque foram vendidas, e não de tudo o que a empresa comprou.
Essa distinção é a chave do assunto. Se você comprou R$ 500 mil em mercadorias neste mês, mas vendeu só uma parte delas, o resto continua no estoque, é ativo (veja ativo e passivo) e ainda não virou custo. O CMV é a parte que atravessou a porta e foi para o cliente.
Na contabilidade, o CMV é uma conta de resultado. Ele aparece na DRE logo abaixo da receita líquida e, subtraído dela, forma o lucro bruto. É o primeiro grande "filtro" que o faturamento enfrenta antes de sobrar dinheiro para pagar despesas, impostos sobre o lucro e os sócios.
O que o CMV inclui e o que não inclui?
Entram no CMV os gastos necessários para colocar a mercadoria em condição de venda: preço de compra, frete e seguro da compra, impostos não recuperáveis, embalagem usada no produto e, na indústria, matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação. Ficam de fora as despesas comerciais e administrativas, como comissão de vendedor, marketing, aluguel do escritório e salário do financeiro. A distinção entre os dois grupos é a mesma explicada em plano de contas, que separa custos de despesas.
Quais gastos podem ou não compor o custo dos estoques segue as regras de contabilidade (CPC 16, sobre estoques) e a legislação fiscal. Na dúvida sobre impostos recuperáveis e frete, valide o tratamento com o seu contador.
Qual a diferença entre CMV, CPV e CSP?
Os três conceitos medem o custo do que foi vendido, e a sigla muda conforme a atividade da empresa:
| Sigla | Nome | Quem usa | O que representa |
|---|---|---|---|
| CMV | Custo das Mercadorias Vendidas | Comércio (varejo, atacado, distribuição) | Custo de compra das mercadorias revendidas |
| CPV | Custo dos Produtos Vendidos | Indústria | Matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação dos produtos vendidos |
| CSP | Custo dos Serviços Prestados | Empresas de serviços | Custo direto para entregar o serviço, como equipe operacional, materiais e deslocamento |
Quando a empresa é mista, por exemplo uma oficina que vende peças e cobra mão de obra, a DRE traz CMV para as peças e CSP para o serviço. A lógica de cálculo é parecida, e o termo "CMV" acabou virando a forma popular de falar de custo variável de venda em qualquer setor. Para entender como esses custos se comportam quando o volume muda, leia custo fixo e custo variável.
Para que serve o CMV na gestão da empresa?
O CMV é um número simples com muitos usos. Os principais:
- Apurar o lucro bruto e a margem bruta: receita líquida menos CMV mostra quanto sobra para cobrir as despesas (detalhado em lucro bruto, operacional e líquido).
- Formar preço de venda: sem saber o custo real da mercadoria, qualquer markup é chute (veja markup e formação de preço de venda).
- Controlar estoque e compras: CMV alto demais em relação à receita pode indicar compra cara, desperdício, perda, furto ou erro de inventário.
- Calcular a margem de contribuição: o CMV é o custo variável mais pesado de quem revende (veja margem de contribuição).
- Medir giro e prazo de estoque: o CMV é o numerador do giro de estoque, que mostra quanto capital está parado (relação com capital de giro).
- Calcular tributos em alguns regimes: em regimes que tributam o lucro, o CMV reduz a base de cálculo. Cada regime tem regras próprias; confirme com o contador.
Qual a fórmula do CMV?
A fórmula clássica parte do princípio de que o que estava no estoque no início, somado ao que entrou, menos o que sobrou no final, foi o que saiu:
Fórmula: CMV = Estoque inicial + Compras líquidas do período − Estoque final
Cada elemento merece atenção:
- Estoque inicial: valor em reais do estoque no primeiro dia do período. É igual ao estoque final do período anterior.
- Compras líquidas: compras brutas + fretes e seguros sobre compras − devoluções de compras − descontos e abatimentos obtidos − impostos recuperáveis incluídos no preço de compra.
- Estoque final: valor em reais do que sobrou, apurado por contagem física e avaliado pelo método adotado (PEPS ou custo médio, mais adiante).
Também se escreve a fórmula de forma resumida, para quem já tem as compras líquidas fechadas: CMV = EI + C − EF, em que EI é o estoque inicial, C são as compras líquidas e EF é o estoque final.
Como calcular o CMV na indústria?
Na indústria, o CPV acrescenta a produção. A lógica é a mesma, com uma etapa a mais:
Fórmula: CPV = Estoque inicial de produtos acabados + Custo da produção acabada no período − Estoque final de produtos acabados
E o custo da produção acabada é: matéria-prima consumida + mão de obra direta + custos indiretos de fabricação (energia da fábrica, manutenção de máquinas, aluguel do galpão, depreciação) ± variação dos estoques em processo. Os custos indiretos precisam ser distribuídos entre os produtos por um critério de rateio. É um tema à parte, tratado em métodos de custeio e em overhead e rateio de custos indiretos.
Como calcular o CMV passo a passo
Para fechar o CMV de um mês sem erro, siga esta sequência:
- Feche o período: defina o início e o fim (mês calendário, em geral) e pare de lançar movimentos nele.
- Pegue o estoque inicial: deve ser idêntico ao estoque final fechado no mês anterior. Se não bate, existe uma correção pendente.
- Some as compras brutas do período, pelas notas fiscais de entrada.
- Ajuste as compras: some frete e seguro sobre compras; subtraia devoluções, descontos e impostos recuperáveis.
- Faça o inventário (contagem física) no último dia e avalie o estoque pelo método escolhido.
- Aplique a fórmula e compare o resultado com o que o sistema de estoque indica de baixa de mercadorias.
- Analise: calcule o CMV como percentual da receita líquida e compare com o mês anterior e com o orçado.
Exemplo prático de cálculo do CMV
Imagine, como exemplo, uma distribuidora fictícia de materiais de limpeza, a Distribuidora Aurora, que fecha o mês de março com estes dados:
| Item | Valor (R$) |
|---|---|
| Estoque inicial (1º de março) | 180.000 |
| Compras brutas do mês (nota fiscal, com impostos) | 420.000 |
| (+) Fretes sobre compras | 12.000 |
| (−) Devoluções de compras | 8.000 |
| (−) Descontos obtidos | 4.000 |
| (−) Impostos recuperáveis nas compras | 55.000 |
| Compras líquidas | 365.000 |
| Estoque final (31 de março, após contagem) | 200.000 |
Passo 1: compras líquidas. 420.000 + 12.000 − 8.000 − 4.000 − 55.000 = R$ 365.000.
Passo 2: CMV. 180.000 + 365.000 − 200.000 = R$ 345.000.
Agora, com a receita líquida de vendas do mês em R$ 600.000, calculamos:
Fórmula: Lucro bruto = Receita líquida − CMV = 600.000 − 345.000 = R$ 255.000
Fórmula: CMV % = CMV ÷ Receita líquida = 345.000 ÷ 600.000 = 57,5%
A margem bruta é de 42,5% (255.000 ÷ 600.000). De cada R$ 100 vendidos, R$ 57,50 voltam para repor mercadoria e R$ 42,50 sobram para pagar despesas e gerar resultado.
O que acontece se o estoque for contado errado?
Suponha que, na contagem, a equipe esqueça um corredor e apure estoque final de R$ 170.000, em vez de R$ 200.000. O CMV passaria a 180.000 + 365.000 − 170.000 = R$ 375.000, o lucro bruto cairia para R$ 225.000 e a margem bruta, para 37,5%. Cinco pontos percentuais de margem sumiram por um erro de contagem, sem que nada tenha mudado na operação. Por isso o inventário é parte do cálculo, e não um detalhe: o CMV é tão confiável quanto o estoque final.
Quais métodos de avaliação de estoque afetam o CMV?
Quando o preço de compra muda ao longo do tempo, é preciso definir qual custo se atribui à unidade que saiu. Os dois métodos mais usados no Brasil são o PEPS e o custo médio ponderado. O UEPS (último que entra, primeiro que sai) não é aceito pelas normas contábeis (CPC 16) nem pela legislação fiscal brasileira.
| Método | Como funciona | Efeito em preços crescentes |
|---|---|---|
| PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai) | As unidades mais antigas saem primeiro, com o custo antigo | CMV menor, estoque final mais caro, lucro maior |
| Custo médio ponderado | Cada saída usa a média do custo das unidades disponíveis | Valores intermediários, variações suavizadas |
Veja o efeito com números. Uma loja comprou 100 unidades a R$ 10 e depois mais 100 unidades a R$ 12, e vendeu 120 unidades:
- PEPS: 100 × 10 + 20 × 12 = 1.000 + 240 = R$ 1.240 de CMV. Sobram 80 unidades a R$ 12 = R$ 960 no estoque.
- Custo médio: (1.000 + 1.200) ÷ 200 = R$ 11 por unidade. 120 × 11 = R$ 1.320 de CMV. Sobram 80 unidades a R$ 11 = R$ 880 no estoque.
A diferença de R$ 80 no mesmo mês muda o lucro do período, embora o caixa seja o mesmo. Escolha um método, aplique-o de forma consistente e só o troque com orientação do contador. O ponto central: lucro contábil e caixa são coisas distintas, tema do guia de regime de caixa e regime de competência.
Como o CMV aparece na DRE e no lucro bruto?
Na DRE, a sequência é: receita bruta, menos deduções (impostos sobre vendas, devoluções, abatimentos), igual receita líquida; menos CMV, igual lucro bruto; menos despesas operacionais, igual resultado operacional. O CMV é, portanto, o item que separa a receita do primeiro nível de lucro.
Na DRE gerencial, que o gestor usa no dia a dia, vale abrir o CMV por categoria de produto, por canal de venda ou por fornecedor. Assim você descobre, por exemplo, que a linha A tem margem bruta de 55% e a linha B, de 28%, mesmo com faturamento parecido. Essa leitura se aprofunda em análise horizontal e vertical, em que o CMV é comparado mês a mês e como percentual da receita.
Como o CMV entra no preço de venda e no markup?
O preço de venda precisa cobrir o CMV, as despesas variáveis (impostos sobre venda, comissão, taxa de cartão), as despesas fixas e ainda deixar lucro. Há duas formas de ligar o CMV ao preço:
Fórmula: Preço de venda = CMV unitário × Markup
Fórmula: Preço de venda = CMV unitário ÷ (1 − soma dos percentuais sobre o preço)
Exemplo: um produto com custo unitário de R$ 40, em que impostos, comissão e taxa de cartão somam 18% do preço, despesas fixas rateadas somam 22% e a meta de lucro é 10%. Soma: 18 + 22 + 10 = 50%. Preço = 40 ÷ (1 − 0,50) = R$ 80. O markup multiplicador é 2,0 sobre o custo. Se o CMV unitário subir 10%, para R$ 44, o preço necessário passa a R$ 88; sem reajuste, a margem encolhe. Por isso o custo precisa ser atualizado sempre que o fornecedor reajusta. A diferença entre markup e margem está em markup: o que é e como calcular, e o passo a passo completo está em formação de preço de venda. Para um olhar de varejo, veja também como melhorar a precificação dos seus produtos.
O que é CMV em restaurante e como calcular?
No restaurante, o CMV é o custo dos ingredientes e bebidas efetivamente usados nos pratos vendidos. A fórmula é a mesma (estoque inicial + compras − estoque final), mas a rotina tem peculiaridades: produtos perecíveis, perdas na preparação, porcionamento, cortesias e consumo interno de funcionários.
Fórmula: CMV % do restaurante = CMV ÷ Faturamento de alimentos e bebidas × 100
Um exemplo fictício: um restaurante que fatura R$ 150.000 no mês, com estoque inicial de R$ 18.000, compras de R$ 52.000 e estoque final de R$ 16.000, tem CMV de 18.000 + 52.000 − 16.000 = R$ 54.000, ou 36% do faturamento. A faixa saudável depende do tipo de operação, do ticket e do custo de ocupação, então o número útil é o da própria casa, acompanhado mês a mês.
Dois instrumentos ajudam a manter o CMV sob controle: a ficha técnica de cada prato (ingredientes, quantidades, rendimento e custo por porção) e a contagem de estoque frequente dos itens de maior valor. Quando o CMV real fica acima do CMV teórico calculado pelas fichas técnicas, há desperdício, erro de porcionamento, perda ou desvio. O caminho completo está em CMV no restaurante: como calcular e usar o número para decidir, e a relação do CMV com ticket médio e giro de mesa está em CMV, ticket médio e giro de mesa.
Como reduzir o CMV sem perder qualidade?
Reduzir CMV não é comprar mais barato a qualquer custo. As alavancas mais comuns:
- Renegociar com fornecedores com base em volume consolidado e prazo de pagamento, cuidando para não esticar demais o contas a pagar e perder o desconto à vista.
- Cotar regularmente e manter ao menos dois fornecedores para os itens críticos.
- Reduzir perdas: validade vencida, quebra, avaria, furto e erro de separação.
- Revisar o mix: estimular itens de maior margem sem derrubar o volume dos itens de entrada.
- Ajustar o preço dos itens cujo custo subiu e cuja demanda aceita reajuste.
- Melhorar o planejamento de compras: comprar demais trava caixa e gera perda; comprar de menos gera ruptura e venda perdida.
Como medir o giro de estoque a partir do CMV?
O CMV permite calcular quantas vezes o estoque "gira" por período e quantos dias a mercadoria fica parada:
Fórmula: Giro de estoque = CMV ÷ Estoque médio, em que estoque médio = (estoque inicial + estoque final) ÷ 2
Fórmula: Prazo médio de estocagem (dias) = Estoque médio ÷ CMV × número de dias do período
Na Distribuidora Aurora do exemplo: estoque médio = (180.000 + 200.000) ÷ 2 = R$ 190.000. Giro no mês = 345.000 ÷ 190.000 = 1,82 vez. Prazo de estocagem = 190.000 ÷ 345.000 × 30 = 16,5 dias. Se a empresa paga fornecedores em 30 dias e recebe dos clientes em 20, ela financia pouco o próprio ciclo. Mas se o prazo de estocagem subir para 45 dias sem mudança nos prazos de pagamento, o caixa será pressionado, como mostram os conceitos de capital de giro e necessidade de capital de giro. O giro entra também no grupo de indicadores financeiros de atividade.
Como o CMV funciona na rotina de uma PME
Na teoria, a fórmula cabe em uma linha. Na prática de uma PME, o difícil é ter dados confiáveis. Uma rotina enxuta e repetível costuma funcionar assim:
- Notas de entrada lançadas no ERP em até 48 horas, com custo correto, frete rateado e impostos separados.
- Cadastro de produtos limpo: um código por item, unidade de medida padronizada e custo atualizado.
- Inventário periódico: mensal para o total e rotativo semanal para os itens de maior valor ou giro.
- Conciliação de estoque: saldo contábil igual ao saldo do sistema de estoque; diferenças investigadas e ajustadas com justificativa.
- Fechamento do mês com CMV calculado, margem bruta por categoria e comparação com o orçado.
- Leitura em reunião: o CMV entra no pacote mensal de relatórios gerenciais, com comentários sobre desvios.
Quais são os erros mais comuns no cálculo do CMV?
- Usar compras no lugar de CMV: tratar tudo o que foi comprado como custo do mês. Compra que virou estoque é ativo, não custo.
- Esquecer o frete e o desconto: o custo da mercadoria é o preço pago, mais o frete, menos o desconto. Ignorar isso distorce o custo unitário.
- Incluir imposto recuperável no custo: o imposto que a empresa recupera não é custo. Confirme com o contador quais impostos se recuperam no seu regime.
- Não fazer inventário: confiar apenas no saldo do sistema esconde perdas, furtos e erros de baixa.
- Misturar despesa com custo: jogar comissão, marketing ou aluguel no CMV infla o custo e deforma o preço.
- Custo desatualizado: precificar com custo da última compra de seis meses atrás.
- Trocar de método de estoque sem critério: inconsistência entre períodos impede comparação.
- Calcular só o total: o CMV agregado esconde categorias que dão prejuízo. Abra por produto, linha e canal.
- Ignorar perdas e bonificações: brindes, amostras e quebras precisam de tratamento contábil claro, não de sumiço no estoque.
Como a BGP ajuda a controlar CMV e margem
CMV confiável depende de estoque, compras, notas e fechamento falando a mesma língua. É um problema de rotina, e não de fórmula. Na frente de Controladoria, o time da BGP opera o ciclo mensal de rotina financeira do cliente (lançamentos, conciliações, fechamento e relatórios), inclusive a conferência do que alimenta o custo e a margem. Na frente de Analytics, o GO BI integra o ERP e as planilhas e publica dashboards em que o CMV, a margem bruta e o giro podem ser acompanhados por categoria, canal e período.
Se o seu problema hoje é saber, e a rotina de fechamento ainda depende de planilhas soltas, comece conhecendo a Controladoria da BGP. Em muitas PMEs o ponto de partida é saber quanto a empresa realmente ganha em cada produto, o primeiro passo costuma ser organizar os dados de custo e de estoque. A visão geral de como isso se encaixa na rotina do financeiro está em gestão financeira empresarial, e o ciclo de acompanhamento mensal em controle financeiro empresarial.
Perguntas frequentes sobre CMV
O que é CMV?
CMV é o custo das mercadorias vendidas: o valor que a empresa pagou pelas mercadorias que efetivamente vendeu no período. Calcula-se por estoque inicial mais compras líquidas, menos estoque final. Ele aparece na DRE abaixo da receita líquida e, ao ser subtraído dela, resulta no lucro bruto.
Qual a fórmula do CMV?
CMV = Estoque inicial + Compras líquidas − Estoque final. As compras líquidas consideram frete e seguro sobre compras, descontam devoluções, descontos obtidos e impostos recuperáveis. Na indústria, usa-se o CPV, que acrescenta o custo da produção do período ao estoque inicial de produtos acabados.
Como calcular o CMV na prática?
Feche o período, pegue o estoque inicial (igual ao final do mês anterior), some as compras líquidas, faça a contagem física do estoque final e aplique a fórmula. Depois divida o CMV pela receita líquida para ter o percentual e compare com o mês anterior e com o orçamento.
Qual a diferença entre CMV, CPV e CSP?
CMV é o custo da mercadoria revendida, usado no comércio. CPV é o custo do produto fabricado, usado na indústria, e inclui matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação. CSP é o custo do serviço prestado, formado pelos custos diretos de quem executa o serviço.
CMV e custo de aquisição são a mesma coisa?
Não. O custo de aquisição é o valor pago para comprar cada unidade, incluindo gastos para colocá-la em condição de venda. O CMV é o somatório do custo das unidades vendidas no período. O custo de aquisição alimenta o cálculo do CMV, mas só vira CMV quando a mercadoria é vendida.
O CMV entra no cálculo do preço de venda?
Sim, é a base. O preço precisa cobrir o CMV unitário, as despesas variáveis sobre a venda, as despesas fixas e a margem de lucro desejada. Dividir o custo por um menos a soma dos percentuais sobre o preço é uma forma segura de chegar ao valor.
Como calcular o CMV de um restaurante?
Use a mesma fórmula, estoque inicial mais compras menos estoque final, e divida pelo faturamento de alimentos e bebidas para ter o CMV percentual. Complemente com fichas técnicas dos pratos, para comparar o custo teórico com o real e identificar desperdícios.
O que fazer quando o CMV está alto?
Primeiro descubra a origem: custo de compra maior, perdas, erro de inventário, mix de vendas ou preço defasado. Depois renegocie com fornecedores, reduza perdas, atualize preços dos itens afetados e revise as compras para equilibrar estoque e giro. Sem diagnóstico, cortar custo vira palpite.

