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7 de outubro de 2026 · 17 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

CMV (custo das mercadorias vendidas): o que é, fórmula e como calcular

CMV (custo das mercadorias vendidas): o que é, fórmula e como calcular

CMV (custo das mercadorias vendidas) é o valor, em reais, que a empresa gastou para comprar ou produzir exatamente aquilo que vendeu no período. Calcula-se assim: estoque inicial + compras do período − estoque final. É o maior custo de quem revende ou fabrica e define a margem bruta do negócio.

Neste guia você encontra o significado do CMV, a diferença para CPV e CSP, a fórmula completa, um exemplo numérico passo a passo, os métodos de avaliação de estoque, o CMV no restaurante e no comércio, os erros mais comuns na rotina de uma PME e como usar o número para decidir preço, compra e estoque.

O que é CMV e o que significa?

CMV é a sigla de Custo das Mercadorias Vendidas. Também aparece como "custo da mercadoria vendida" ou "custo dos produtos vendidos". Em todos os casos, o conceito é o mesmo: o custo apenas das mercadorias que saíram do estoque porque foram vendidas, e não de tudo o que a empresa comprou.

Essa distinção é a chave do assunto. Se você comprou R$ 500 mil em mercadorias neste mês, mas vendeu só uma parte delas, o resto continua no estoque, é ativo (veja ativo e passivo) e ainda não virou custo. O CMV é a parte que atravessou a porta e foi para o cliente.

Na contabilidade, o CMV é uma conta de resultado. Ele aparece na DRE logo abaixo da receita líquida e, subtraído dela, forma o lucro bruto. É o primeiro grande "filtro" que o faturamento enfrenta antes de sobrar dinheiro para pagar despesas, impostos sobre o lucro e os sócios.

O que o CMV inclui e o que não inclui?

Entram no CMV os gastos necessários para colocar a mercadoria em condição de venda: preço de compra, frete e seguro da compra, impostos não recuperáveis, embalagem usada no produto e, na indústria, matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação. Ficam de fora as despesas comerciais e administrativas, como comissão de vendedor, marketing, aluguel do escritório e salário do financeiro. A distinção entre os dois grupos é a mesma explicada em plano de contas, que separa custos de despesas.

Quais gastos podem ou não compor o custo dos estoques segue as regras de contabilidade (CPC 16, sobre estoques) e a legislação fiscal. Na dúvida sobre impostos recuperáveis e frete, valide o tratamento com o seu contador.

Qual a diferença entre CMV, CPV e CSP?

Os três conceitos medem o custo do que foi vendido, e a sigla muda conforme a atividade da empresa:

SiglaNomeQuem usaO que representa
CMVCusto das Mercadorias VendidasComércio (varejo, atacado, distribuição)Custo de compra das mercadorias revendidas
CPVCusto dos Produtos VendidosIndústriaMatéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação dos produtos vendidos
CSPCusto dos Serviços PrestadosEmpresas de serviçosCusto direto para entregar o serviço, como equipe operacional, materiais e deslocamento

Quando a empresa é mista, por exemplo uma oficina que vende peças e cobra mão de obra, a DRE traz CMV para as peças e CSP para o serviço. A lógica de cálculo é parecida, e o termo "CMV" acabou virando a forma popular de falar de custo variável de venda em qualquer setor. Para entender como esses custos se comportam quando o volume muda, leia custo fixo e custo variável.

Para que serve o CMV na gestão da empresa?

O CMV é um número simples com muitos usos. Os principais:

  • Apurar o lucro bruto e a margem bruta: receita líquida menos CMV mostra quanto sobra para cobrir as despesas (detalhado em lucro bruto, operacional e líquido).
  • Formar preço de venda: sem saber o custo real da mercadoria, qualquer markup é chute (veja markup e formação de preço de venda).
  • Controlar estoque e compras: CMV alto demais em relação à receita pode indicar compra cara, desperdício, perda, furto ou erro de inventário.
  • Calcular a margem de contribuição: o CMV é o custo variável mais pesado de quem revende (veja margem de contribuição).
  • Medir giro e prazo de estoque: o CMV é o numerador do giro de estoque, que mostra quanto capital está parado (relação com capital de giro).
  • Calcular tributos em alguns regimes: em regimes que tributam o lucro, o CMV reduz a base de cálculo. Cada regime tem regras próprias; confirme com o contador.

Qual a fórmula do CMV?

A fórmula clássica parte do princípio de que o que estava no estoque no início, somado ao que entrou, menos o que sobrou no final, foi o que saiu:

Fórmula: CMV = Estoque inicial + Compras líquidas do período − Estoque final

Cada elemento merece atenção:

  • Estoque inicial: valor em reais do estoque no primeiro dia do período. É igual ao estoque final do período anterior.
  • Compras líquidas: compras brutas + fretes e seguros sobre compras − devoluções de compras − descontos e abatimentos obtidos − impostos recuperáveis incluídos no preço de compra.
  • Estoque final: valor em reais do que sobrou, apurado por contagem física e avaliado pelo método adotado (PEPS ou custo médio, mais adiante).

Também se escreve a fórmula de forma resumida, para quem já tem as compras líquidas fechadas: CMV = EI + C − EF, em que EI é o estoque inicial, C são as compras líquidas e EF é o estoque final.

Como calcular o CMV na indústria?

Na indústria, o CPV acrescenta a produção. A lógica é a mesma, com uma etapa a mais:

Fórmula: CPV = Estoque inicial de produtos acabados + Custo da produção acabada no período − Estoque final de produtos acabados

E o custo da produção acabada é: matéria-prima consumida + mão de obra direta + custos indiretos de fabricação (energia da fábrica, manutenção de máquinas, aluguel do galpão, depreciação) ± variação dos estoques em processo. Os custos indiretos precisam ser distribuídos entre os produtos por um critério de rateio. É um tema à parte, tratado em métodos de custeio e em overhead e rateio de custos indiretos.

Como calcular o CMV passo a passo

Para fechar o CMV de um mês sem erro, siga esta sequência:

  1. Feche o período: defina o início e o fim (mês calendário, em geral) e pare de lançar movimentos nele.
  2. Pegue o estoque inicial: deve ser idêntico ao estoque final fechado no mês anterior. Se não bate, existe uma correção pendente.
  3. Some as compras brutas do período, pelas notas fiscais de entrada.
  4. Ajuste as compras: some frete e seguro sobre compras; subtraia devoluções, descontos e impostos recuperáveis.
  5. Faça o inventário (contagem física) no último dia e avalie o estoque pelo método escolhido.
  6. Aplique a fórmula e compare o resultado com o que o sistema de estoque indica de baixa de mercadorias.
  7. Analise: calcule o CMV como percentual da receita líquida e compare com o mês anterior e com o orçado.

Exemplo prático de cálculo do CMV

Imagine, como exemplo, uma distribuidora fictícia de materiais de limpeza, a Distribuidora Aurora, que fecha o mês de março com estes dados:

ItemValor (R$)
Estoque inicial (1º de março)180.000
Compras brutas do mês (nota fiscal, com impostos)420.000
(+) Fretes sobre compras12.000
(−) Devoluções de compras8.000
(−) Descontos obtidos4.000
(−) Impostos recuperáveis nas compras55.000
Compras líquidas365.000
Estoque final (31 de março, após contagem)200.000

Passo 1: compras líquidas. 420.000 + 12.000 − 8.000 − 4.000 − 55.000 = R$ 365.000.

Passo 2: CMV. 180.000 + 365.000 − 200.000 = R$ 345.000.

Agora, com a receita líquida de vendas do mês em R$ 600.000, calculamos:

Fórmula: Lucro bruto = Receita líquida − CMV = 600.000 − 345.000 = R$ 255.000

Fórmula: CMV % = CMV ÷ Receita líquida = 345.000 ÷ 600.000 = 57,5%

A margem bruta é de 42,5% (255.000 ÷ 600.000). De cada R$ 100 vendidos, R$ 57,50 voltam para repor mercadoria e R$ 42,50 sobram para pagar despesas e gerar resultado.

O que acontece se o estoque for contado errado?

Suponha que, na contagem, a equipe esqueça um corredor e apure estoque final de R$ 170.000, em vez de R$ 200.000. O CMV passaria a 180.000 + 365.000 − 170.000 = R$ 375.000, o lucro bruto cairia para R$ 225.000 e a margem bruta, para 37,5%. Cinco pontos percentuais de margem sumiram por um erro de contagem, sem que nada tenha mudado na operação. Por isso o inventário é parte do cálculo, e não um detalhe: o CMV é tão confiável quanto o estoque final.

Quais métodos de avaliação de estoque afetam o CMV?

Quando o preço de compra muda ao longo do tempo, é preciso definir qual custo se atribui à unidade que saiu. Os dois métodos mais usados no Brasil são o PEPS e o custo médio ponderado. O UEPS (último que entra, primeiro que sai) não é aceito pelas normas contábeis (CPC 16) nem pela legislação fiscal brasileira.

MétodoComo funcionaEfeito em preços crescentes
PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai)As unidades mais antigas saem primeiro, com o custo antigoCMV menor, estoque final mais caro, lucro maior
Custo médio ponderadoCada saída usa a média do custo das unidades disponíveisValores intermediários, variações suavizadas

Veja o efeito com números. Uma loja comprou 100 unidades a R$ 10 e depois mais 100 unidades a R$ 12, e vendeu 120 unidades:

  • PEPS: 100 × 10 + 20 × 12 = 1.000 + 240 = R$ 1.240 de CMV. Sobram 80 unidades a R$ 12 = R$ 960 no estoque.
  • Custo médio: (1.000 + 1.200) ÷ 200 = R$ 11 por unidade. 120 × 11 = R$ 1.320 de CMV. Sobram 80 unidades a R$ 11 = R$ 880 no estoque.

A diferença de R$ 80 no mesmo mês muda o lucro do período, embora o caixa seja o mesmo. Escolha um método, aplique-o de forma consistente e só o troque com orientação do contador. O ponto central: lucro contábil e caixa são coisas distintas, tema do guia de regime de caixa e regime de competência.

Como o CMV aparece na DRE e no lucro bruto?

Na DRE, a sequência é: receita bruta, menos deduções (impostos sobre vendas, devoluções, abatimentos), igual receita líquida; menos CMV, igual lucro bruto; menos despesas operacionais, igual resultado operacional. O CMV é, portanto, o item que separa a receita do primeiro nível de lucro.

Na DRE gerencial, que o gestor usa no dia a dia, vale abrir o CMV por categoria de produto, por canal de venda ou por fornecedor. Assim você descobre, por exemplo, que a linha A tem margem bruta de 55% e a linha B, de 28%, mesmo com faturamento parecido. Essa leitura se aprofunda em análise horizontal e vertical, em que o CMV é comparado mês a mês e como percentual da receita.

Como o CMV entra no preço de venda e no markup?

O preço de venda precisa cobrir o CMV, as despesas variáveis (impostos sobre venda, comissão, taxa de cartão), as despesas fixas e ainda deixar lucro. Há duas formas de ligar o CMV ao preço:

Fórmula: Preço de venda = CMV unitário × Markup

Fórmula: Preço de venda = CMV unitário ÷ (1 − soma dos percentuais sobre o preço)

Exemplo: um produto com custo unitário de R$ 40, em que impostos, comissão e taxa de cartão somam 18% do preço, despesas fixas rateadas somam 22% e a meta de lucro é 10%. Soma: 18 + 22 + 10 = 50%. Preço = 40 ÷ (1 − 0,50) = R$ 80. O markup multiplicador é 2,0 sobre o custo. Se o CMV unitário subir 10%, para R$ 44, o preço necessário passa a R$ 88; sem reajuste, a margem encolhe. Por isso o custo precisa ser atualizado sempre que o fornecedor reajusta. A diferença entre markup e margem está em markup: o que é e como calcular, e o passo a passo completo está em formação de preço de venda. Para um olhar de varejo, veja também como melhorar a precificação dos seus produtos.

O que é CMV em restaurante e como calcular?

No restaurante, o CMV é o custo dos ingredientes e bebidas efetivamente usados nos pratos vendidos. A fórmula é a mesma (estoque inicial + compras − estoque final), mas a rotina tem peculiaridades: produtos perecíveis, perdas na preparação, porcionamento, cortesias e consumo interno de funcionários.

Fórmula: CMV % do restaurante = CMV ÷ Faturamento de alimentos e bebidas × 100

Um exemplo fictício: um restaurante que fatura R$ 150.000 no mês, com estoque inicial de R$ 18.000, compras de R$ 52.000 e estoque final de R$ 16.000, tem CMV de 18.000 + 52.000 − 16.000 = R$ 54.000, ou 36% do faturamento. A faixa saudável depende do tipo de operação, do ticket e do custo de ocupação, então o número útil é o da própria casa, acompanhado mês a mês.

Dois instrumentos ajudam a manter o CMV sob controle: a ficha técnica de cada prato (ingredientes, quantidades, rendimento e custo por porção) e a contagem de estoque frequente dos itens de maior valor. Quando o CMV real fica acima do CMV teórico calculado pelas fichas técnicas, há desperdício, erro de porcionamento, perda ou desvio. O caminho completo está em CMV no restaurante: como calcular e usar o número para decidir, e a relação do CMV com ticket médio e giro de mesa está em CMV, ticket médio e giro de mesa.

Como reduzir o CMV sem perder qualidade?

Reduzir CMV não é comprar mais barato a qualquer custo. As alavancas mais comuns:

  • Renegociar com fornecedores com base em volume consolidado e prazo de pagamento, cuidando para não esticar demais o contas a pagar e perder o desconto à vista.
  • Cotar regularmente e manter ao menos dois fornecedores para os itens críticos.
  • Reduzir perdas: validade vencida, quebra, avaria, furto e erro de separação.
  • Revisar o mix: estimular itens de maior margem sem derrubar o volume dos itens de entrada.
  • Ajustar o preço dos itens cujo custo subiu e cuja demanda aceita reajuste.
  • Melhorar o planejamento de compras: comprar demais trava caixa e gera perda; comprar de menos gera ruptura e venda perdida.

Como medir o giro de estoque a partir do CMV?

O CMV permite calcular quantas vezes o estoque "gira" por período e quantos dias a mercadoria fica parada:

Fórmula: Giro de estoque = CMV ÷ Estoque médio, em que estoque médio = (estoque inicial + estoque final) ÷ 2

Fórmula: Prazo médio de estocagem (dias) = Estoque médio ÷ CMV × número de dias do período

Na Distribuidora Aurora do exemplo: estoque médio = (180.000 + 200.000) ÷ 2 = R$ 190.000. Giro no mês = 345.000 ÷ 190.000 = 1,82 vez. Prazo de estocagem = 190.000 ÷ 345.000 × 30 = 16,5 dias. Se a empresa paga fornecedores em 30 dias e recebe dos clientes em 20, ela financia pouco o próprio ciclo. Mas se o prazo de estocagem subir para 45 dias sem mudança nos prazos de pagamento, o caixa será pressionado, como mostram os conceitos de capital de giro e necessidade de capital de giro. O giro entra também no grupo de indicadores financeiros de atividade.

Como o CMV funciona na rotina de uma PME

Na teoria, a fórmula cabe em uma linha. Na prática de uma PME, o difícil é ter dados confiáveis. Uma rotina enxuta e repetível costuma funcionar assim:

  1. Notas de entrada lançadas no ERP em até 48 horas, com custo correto, frete rateado e impostos separados.
  2. Cadastro de produtos limpo: um código por item, unidade de medida padronizada e custo atualizado.
  3. Inventário periódico: mensal para o total e rotativo semanal para os itens de maior valor ou giro.
  4. Conciliação de estoque: saldo contábil igual ao saldo do sistema de estoque; diferenças investigadas e ajustadas com justificativa.
  5. Fechamento do mês com CMV calculado, margem bruta por categoria e comparação com o orçado.
  6. Leitura em reunião: o CMV entra no pacote mensal de relatórios gerenciais, com comentários sobre desvios.

Quais são os erros mais comuns no cálculo do CMV?

  • Usar compras no lugar de CMV: tratar tudo o que foi comprado como custo do mês. Compra que virou estoque é ativo, não custo.
  • Esquecer o frete e o desconto: o custo da mercadoria é o preço pago, mais o frete, menos o desconto. Ignorar isso distorce o custo unitário.
  • Incluir imposto recuperável no custo: o imposto que a empresa recupera não é custo. Confirme com o contador quais impostos se recuperam no seu regime.
  • Não fazer inventário: confiar apenas no saldo do sistema esconde perdas, furtos e erros de baixa.
  • Misturar despesa com custo: jogar comissão, marketing ou aluguel no CMV infla o custo e deforma o preço.
  • Custo desatualizado: precificar com custo da última compra de seis meses atrás.
  • Trocar de método de estoque sem critério: inconsistência entre períodos impede comparação.
  • Calcular só o total: o CMV agregado esconde categorias que dão prejuízo. Abra por produto, linha e canal.
  • Ignorar perdas e bonificações: brindes, amostras e quebras precisam de tratamento contábil claro, não de sumiço no estoque.
Falar com um especialista da BGP

Como a BGP ajuda a controlar CMV e margem

CMV confiável depende de estoque, compras, notas e fechamento falando a mesma língua. É um problema de rotina, e não de fórmula. Na frente de Controladoria, o time da BGP opera o ciclo mensal de rotina financeira do cliente (lançamentos, conciliações, fechamento e relatórios), inclusive a conferência do que alimenta o custo e a margem. Na frente de Analytics, o GO BI integra o ERP e as planilhas e publica dashboards em que o CMV, a margem bruta e o giro podem ser acompanhados por categoria, canal e período.

Se o seu problema hoje é saber, e a rotina de fechamento ainda depende de planilhas soltas, comece conhecendo a Controladoria da BGP. Em muitas PMEs o ponto de partida é saber quanto a empresa realmente ganha em cada produto, o primeiro passo costuma ser organizar os dados de custo e de estoque. A visão geral de como isso se encaixa na rotina do financeiro está em gestão financeira empresarial, e o ciclo de acompanhamento mensal em controle financeiro empresarial.

Perguntas frequentes sobre CMV

O que é CMV?

CMV é o custo das mercadorias vendidas: o valor que a empresa pagou pelas mercadorias que efetivamente vendeu no período. Calcula-se por estoque inicial mais compras líquidas, menos estoque final. Ele aparece na DRE abaixo da receita líquida e, ao ser subtraído dela, resulta no lucro bruto.

Qual a fórmula do CMV?

CMV = Estoque inicial + Compras líquidas − Estoque final. As compras líquidas consideram frete e seguro sobre compras, descontam devoluções, descontos obtidos e impostos recuperáveis. Na indústria, usa-se o CPV, que acrescenta o custo da produção do período ao estoque inicial de produtos acabados.

Como calcular o CMV na prática?

Feche o período, pegue o estoque inicial (igual ao final do mês anterior), some as compras líquidas, faça a contagem física do estoque final e aplique a fórmula. Depois divida o CMV pela receita líquida para ter o percentual e compare com o mês anterior e com o orçamento.

Qual a diferença entre CMV, CPV e CSP?

CMV é o custo da mercadoria revendida, usado no comércio. CPV é o custo do produto fabricado, usado na indústria, e inclui matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação. CSP é o custo do serviço prestado, formado pelos custos diretos de quem executa o serviço.

CMV e custo de aquisição são a mesma coisa?

Não. O custo de aquisição é o valor pago para comprar cada unidade, incluindo gastos para colocá-la em condição de venda. O CMV é o somatório do custo das unidades vendidas no período. O custo de aquisição alimenta o cálculo do CMV, mas só vira CMV quando a mercadoria é vendida.

O CMV entra no cálculo do preço de venda?

Sim, é a base. O preço precisa cobrir o CMV unitário, as despesas variáveis sobre a venda, as despesas fixas e a margem de lucro desejada. Dividir o custo por um menos a soma dos percentuais sobre o preço é uma forma segura de chegar ao valor.

Como calcular o CMV de um restaurante?

Use a mesma fórmula, estoque inicial mais compras menos estoque final, e divida pelo faturamento de alimentos e bebidas para ter o CMV percentual. Complemente com fichas técnicas dos pratos, para comparar o custo teórico com o real e identificar desperdícios.

O que fazer quando o CMV está alto?

Primeiro descubra a origem: custo de compra maior, perdas, erro de inventário, mix de vendas ou preço defasado. Depois renegocie com fornecedores, reduza perdas, atualize preços dos itens afetados e revise as compras para equilibrar estoque e giro. Sem diagnóstico, cortar custo vira palpite.

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