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8 de outubro de 2026 · 18 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Centro de custo: o que é, tipos, como criar o plano e exemplos

Centro de custo: o que é, tipos, como criar o plano e exemplos

Centro de custo é uma divisão da empresa, como um departamento, projeto, unidade ou linha de serviço, usada para registrar e acompanhar quanto cada parte gasta. Ele responde à pergunta "quem gastou?", e não apenas "em quê?", e permite comparar o gasto de cada área com o que foi planejado.

O que é centro de custo, quais são os tipos e como ele se diferencia de plano de contas e de centro de lucro abrem o conteúdo. Em seguida vêm o passo a passo para montar os centros, exemplos por departamento, um caso numérico com rateio e a rotina de uma PME para manter tudo em dia.

O que é centro de custo?

Centro de custo é uma unidade de controle gerencial: um "balde" onde a empresa junta os gastos de uma área, de um projeto ou de uma atividade. O significado é prático. Cada lançamento de despesa ou custo recebe, além da conta contábil, a indicação de qual parte do negócio o consumiu.

A conta contábil diz a natureza do gasto: aluguel, salário, combustível, comissão. O centro de custo diz o destino: comercial, logística, loja do shopping, projeto do cliente X. Sem essa segunda informação, o dono sabe que a empresa gastou R$ 343 mil no mês, mas não sabe qual área puxou o número.

Em inglês, o termo é cost center. Na contabilidade, o centro de custo aparece como um cadastro à parte do plano de contas. Na gestão, ele é a base para contabilidade gerencial, orçamento por área e responsabilização de gestores.

Para que serve o centro de custo?

O centro de custo existe para tornar o gasto atribuível a alguém. Na prática, ele serve a cinco decisões da gestão:

  • Saber onde o dinheiro vai. A despesa deixa de ser uma linha única de "despesas administrativas" e passa a mostrar quanto cada área consome.
  • Cobrar resultado de cada gestor. Quem responde por uma área passa a ter um orçamento próprio e um realizado para comparar.
  • Calcular o custo real de produtos e serviços. É o ponto de partida para o rateio de custos, para os métodos de custeio e para a formação de preço.
  • Cortar sem travar a operação. Com o gasto por área, o corte sai de onde há folga, e não de onde dói menos politicamente. Isso é parte da gestão de custos.
  • Enxergar a rentabilidade por unidade. Uma loja, uma filial ou um projeto pode estar vendendo bem e ainda assim dando prejuízo depois de pagar o que consome.

Centro de custo não é obrigatório por lei para a empresa em geral. A obrigação legal é manter a escrituração contábil. A Escrituração Contábil Digital (ECD), da Receita Federal, tem espaço para informar centros de custo, mas o uso é uma escolha de gestão. Para quem decide com base em número, é uma das escolhas mais baratas e mais úteis.

Qual a diferença entre centro de custo e plano de contas?

O plano de contas classifica o gasto pela natureza. O plano de centros de custo classifica pelo destino. Os dois se cruzam: cada lançamento tem uma conta (o quê) e um centro de custo (quem). É por isso que as buscas "plano de contas por centro de custo" e "centro de custo e plano de contas" falam de uma combinação, não de uma escolha.

Imagine a conta "Combustível". Ela aparece na logística (entregas), no comercial (visitas a clientes) e na diretoria (carro da empresa). O plano de contas guarda uma conta só. Os centros de custo mostram que 70% do combustível é da logística. Para entender as contas em si, vale ler sobre as contas contábeis.

CritérioPlano de contasCentro de custo
Pergunta que respondeO que foi gasto ou recebido?Quem ou o que gerou o gasto?
ExemploSalários, aluguel, combustívelComercial, logística, projeto X
Uso principalContabilidade, balanço e DREGestão, orçamento por área e rateio
Obrigatório?Sim, para a escrituraçãoNão, é decisão de gestão
EstruturaHierarquia por natureza (ativo, passivo, receita, despesa)Hierarquia por área, projeto ou unidade

Qual a diferença entre centro de custo e centro de lucro?

Centro de custo acompanha só o que a área gasta. Centro de lucro acompanha o que ela gasta e o que ela fatura, então o gestor responde por resultado, e não apenas por orçamento. Uma filial que vende e tem equipe própria é um centro de lucro. O departamento de RH é um centro de custo.

Essa distinção importa na hora de cobrar meta. Pedir "lucro" ao gestor de uma área que não vende gera frustração e números maquiados. Pedir "ficar dentro do orçamento e entregar o serviço combinado" é justo. Para áreas que vendem, o custo variável e a margem de contribuição de cada unidade mostram melhor se vale manter, crescer ou fechar.

Quais são os tipos de centro de custo?

Os tipos de centro de custo mais usados no Brasil separam as áreas pela relação com a atividade-fim da empresa. A divisão não é de lei. É uma convenção que facilita o rateio e a análise.

Centro de custo produtivo

É a área que trabalha diretamente no produto ou no serviço vendido: linha de produção, cozinha do restaurante, equipe técnica da consultoria, obra da construtora. Seus gastos se somam ao custo do que é vendido, e a mão de obra direta e indireta dessa área entra no cálculo do custo unitário.

Centro de custo não produtivo (ou de apoio)

É a área que sustenta a operação sem mexer no produto: administrativo, financeiro, RH, TI, jurídico. Seus gastos são, em geral, custos indiretos ou despesas. Quando o conjunto ganha escala, as despesas de vendas, gerais e administrativas (SG&A) merecem acompanhamento próprio.

Centro de custo comercial, administrativo e operacional

Muitas PMEs preferem uma divisão por função, que bate com o que o dono entende da empresa. O centro de custo administrativo reúne diretoria, financeiro e RH. O centro de custo comercial junta vendas, marketing e pós-venda. O centro de custo operacional cobre produção, estoque, entrega ou execução do serviço.

Centro de custo por departamento, por projeto e por unidade

A estrutura por departamento é a mais comum e a mais simples. A estrutura por projeto serve a agências, construtoras e consultorias, que precisam saber se cada contrato deu lucro. A estrutura por unidade serve a redes, franquias e empresas com várias lojas ou filiais. Dá para combinar as três, desde que a hierarquia seja clara.

Não confunda os tipos de centro de custo com os tipos de custo. Os custos se classificam em fixos e variáveis (pelo comportamento diante do volume) e em diretos e indiretos (pela ligação com o produto), como explica o guia de custo fixo e custo variável; o conjunto dos indiretos é o overhead. O centro de custo é o instrumento que ajuda a separar os diretos dos indiretos e a distribuir os indiretos.

Exemplos de centro de custo por departamento e por tipo de empresa

Não existe lista universal, porque o plano de centros de custo reflete como a empresa se organiza. Os exemplos abaixo servem de ponto de partida para quem busca "exemplo de centro de custo de uma empresa".

Tipo de empresaCentros de custo típicosGastos que cada um recebe
DistribuidoraComercial, logística, armazenagem, administrativo, financeiroComissões, frota e combustível, aluguel do galpão, softwares, tarifas bancárias
IndústriaProdução, manutenção, qualidade, PCP, administrativoMão de obra de fábrica, peças de reposição, energia, ensaios, salários de escritório
RestauranteCozinha, salão, delivery, administrativoInsumos e equipe de cozinha, garçons, comissão de aplicativos e entregadores, contabilidade
Agência ou consultoriaUm centro por cliente ou projeto, comercial, administrativoHoras da equipe, freelancers, ferramentas, propostas, estrutura
ClínicaConsultas, exames, recepção, administrativoHonorários, materiais, equipamentos, atendimento, faturamento de convênios
ConstrutoraUma obra por centro, escritório centralMateriais, empreiteiros, projetos, equipe de engenharia, estrutura da sede
E-commerceMarketing e tráfego, logística, atendimento, tecnologia, administrativoAnúncios, fretes, embalagens, plataforma, equipe de suporte

Para a busca "centro de custo financeiro": é o centro que reúne os gastos do próprio financeiro, como equipe, tarifas bancárias, sistema de gestão e custo de cobrança. Ele costuma ser pequeno, mas mostra o quanto custa administrar o dinheiro da empresa.

Como criar um plano de centros de custo?

O plano de centros de custo é a lista hierárquica, com código e nome, de todos os centros que a empresa usa. Criar um bom plano leva dias, não meses, se o dono seguir uma ordem. O passo a passo abaixo funciona para a maioria das PMEs.

  1. Defina para que o plano vai servir. Orçamento por área, rentabilidade por projeto, custo de produto ou tudo isso. O objetivo decide o tamanho do plano.
  2. Desenhe a estrutura com o organograma na mão. Um centro por área com gestor responsável é um bom começo. Se ninguém responde por ele, não precisa ser um centro.
  3. Escolha os níveis. Dois níveis resolvem a maior parte dos casos: grupo (comercial, operacional, administrativo) e centro (vendas, marketing, logística). Mais que três níveis costuma travar o lançamento.
  4. Numere de forma que cresça. Use códigos como 1.01, 1.02, 2.01. Deixe espaço para novos centros sem renumerar.
  5. Escreva a regra de cada centro. Um parágrafo curto: o que entra, o que não entra, quem é o responsável. Isso evita que a equipe lance o mesmo gasto em centros diferentes.
  6. Cadastre no sistema financeiro ou ERP. O cadastro é hierárquico em praticamente qualquer ferramenta. Os nomes dos campos variam entre Conta Azul, Protheus, SAP, Domínio e outros, então siga a documentação do seu sistema.
  7. Defina a regra de rateio dos gastos comuns. Aluguel, energia, internet e contabilidade atendem a várias áreas. O critério (área ocupada, número de pessoas, faturamento) precisa ser fixo e escrito. Veja a lógica em critérios de rateio dos custos indiretos.
  8. Rode um mês de teste e ajuste. O primeiro fechamento mostra os centros que ficaram grandes demais (misturando coisas diferentes) ou pequenos demais (sem relevância).

Quantos centros de custo uma empresa pequena deve ter? Não há número mágico. Para a maioria das PMEs, de 5 a 15 centros resolvem. Abaixo disso o gasto fica misturado. Acima disso, o time deixa de lançar direito, e o plano vira burocracia.

Planilha de centro de custo ou sistema: qual usar?

Para começar, uma planilha basta. Ela exige disciplina: cada lançamento precisa ter conta, centro de custo, data, valor e fornecedor, e a base não pode ser editada por vários usuários sem controle. A planilha de centro de custo mais simples tem estas colunas:

ColunaConteúdoObservação
Data de competênciaMês em que o gasto ocorreuBase para o regime de competência
Conta contábilNatureza do gastoVem do plano de contas
Centro de custoCódigo e nomeLista suspensa, para evitar erro de digitação
Fornecedor ou favorecidoQuem recebeuAjuda na conciliação
ValorEm reaisRateios entram em linhas separadas
OrçadoValor previsto para o mêsPermite o comparativo com o realizado

A planilha começa a falhar quando o volume de lançamentos passa de algumas centenas por mês, quando há mais de uma pessoa lançando ou quando o dono precisa do dado fechado em poucos dias. Nesse ponto, o lançamento por centro de custo dentro do sistema financeiro, integrado ao banco, evita retrabalho. Veja mais sobre isso em ERP financeiro e em controle financeiro empresarial.

Exemplo prático de centro de custo com rateio

Imagine uma distribuidora de autopeças fictícia que fatura R$ 1,2 milhão por mês, com custo das mercadorias vendidas (CMV) de R$ 780 mil. Ela organiza as despesas em quatro centros de custo: comercial, logística, administrativo e financeiro. O aluguel do galpão e do escritório, de R$ 60 mil, é um gasto comum e será rateado pela área ocupada.

Passo 1: gastos diretos de cada centro

Centro de custoGastos diretos (R$)O que compõe
Comercial90.000Salários 45.000, comissões 36.000, viagens 9.000
Logística120.000Salários 70.000, combustível e frete próprio 38.000, manutenção de veículos 12.000
Administrativo45.000Salários 30.000, contabilidade 8.000, software 7.000
Financeiro28.000Salários 22.000, tarifas bancárias 6.000
Total283.000

Passo 2: ratear o aluguel pela área ocupada

A empresa ocupa 1.600 m²: 1.200 m² da logística, 200 m² do comercial, 150 m² do administrativo e 50 m² do financeiro. Cada centro recebe a fração correspondente dos R$ 60 mil.

Fórmula: rateio do centro = gasto comum × (área do centro ÷ área total)

Centro de custoÁrea (m²)% da áreaRateio do aluguel (R$)
Logística1.20075,00%45.000
Comercial20012,50%7.500
Administrativo1509,375%5.625
Financeiro503,125%1.875
Total1.600100%60.000

Passo 3: custo total e peso sobre o faturamento

Centro de custoDiretos (R$)Rateio (R$)Total (R$)% da receita de R$ 1,2 mi
Comercial90.0007.50097.5008,1%
Logística120.00045.000165.00013,8%
Administrativo45.0005.62550.6254,2%
Financeiro28.0001.87529.8752,5%
Total283.00060.000343.00028,6%

A conta fecha: R$ 283.000 de gastos diretos mais R$ 60.000 de aluguel rateado dão R$ 343.000. No resultado do mês, o lucro bruto é R$ 1.200.000 menos R$ 780.000 de CMV, ou seja, R$ 420.000 (35% da receita). Descontadas as despesas dos quatro centros, sobram R$ 77.000 de resultado operacional, cerca de 6,4% da receita. Para ver essa lógica na demonstração do resultado, veja a DRE.

Passo 4: comparar com o orçamento

Suponha que o orçamento da logística fosse R$ 150.000 e o realizado tenha sido R$ 165.000. A variação é de R$ 15.000, ou 10% acima do previsto. Esse é o tipo de desvio que a empresa sem centro de custo não vê, porque ele se dilui no total de despesas.

Fórmula: variação (%) = (realizado − orçado) ÷ orçado × 100

Aplicando: (165.000 − 150.000) ÷ 150.000 × 100 = 10%.

Como centro de custo funciona na rotina de uma PME

O centro de custo só gera valor se entrar na rotina do fechamento. Um plano bonito que ninguém usa é só um cadastro. A rotina mínima de uma PME tem cinco etapas, todas mensais, que se encaixam na gestão financeira.

Passo a passo mensal

  1. Lançar com conta e centro de custo. Todo pagamento e toda nota entram com os dois campos preenchidos. O sistema deve bloquear o lançamento sem centro.
  2. Conciliar o banco. Com a conciliação bancária feita, o extrato bate com o lançado e nada fica sem classificar.
  3. Ratear os gastos comuns. Aplicar o critério fixo de rateio (área, pessoas, faturamento) a aluguel, energia, internet e serviços compartilhados.
  4. Comparar com o orçado. Calcular a variação de cada centro, em reais e em percentual. O desenho do orçamento está em budget e forecast.
  5. Reunir os gestores. Quem responde pelo centro explica os desvios relevantes, e o dono decide o que fazer. Esse é o ciclo que a Controladoria opera todo mês.

Erros comuns na gestão de centro de custo

  • Centros demais. Quarenta centros para uma empresa de dez pessoas. O time cansa e passa a lançar tudo no "geral".
  • Centro "Outros" ou "Geral" gigante. Se mais de 10% dos gastos caem ali, o plano não está funcionando.
  • Misturar centro de custo com conta. Criar "Salários" como centro de custo duplica o plano de contas e não responde a "quem gastou".
  • Rateio que muda todo mês. Quando o critério é trocado para o resultado ficar melhor, o histórico deixa de ser comparável.
  • Centro sem responsável. Sem um nome por trás do número, ninguém explica o desvio.
  • Confundir custo, despesa e investimento. Uma máquina nova lançada como despesa de manutenção distorce o centro. Veja como classificar custo, despesa e investimento.

Como ler o número para decidir

O dono não precisa olhar todos os centros todos os meses. O caminho é olhar primeiro os três que mais pesam, comparar com o orçado e com o mês anterior, e só então ir ao detalhe do que desviou.

  • Centro acima do orçado em mais de 5% a 10%: abra a conta que causou o desvio. Foi volume (vendeu mais, entregou mais), preço (fornecedor reajustou) ou gasto fora do previsto? O desvio por volume é saudável. Os outros dois exigem ação.
  • Centro cuja participação na receita cresce mês a mês: a estrutura está pesando mais que o negócio. Reveja o tamanho da equipe e os contratos antes de pensar em reduzir a produção.
  • Centro operacional com custo por unidade subindo: o problema pode estar em desperdício, retrabalho ou ociosidade. O ponto de equilíbrio mostra o quanto de venda é preciso para cobrir a estrutura fixa.
  • Centro de apoio que cresce mais que a receita: é o sinal clássico de que o custo fixo está subindo sem retorno. Compare os pesos com o histórico dos indicadores financeiros da empresa.

Como o centro de custo conversa com DRE, orçamento e métodos de custeio?

Centro de custo é a base de dados. A leitura vem de outros relatórios. Na DRE gerencial, as despesas aparecem por centro, e o dono vê o resultado por área, e não só o total. No orçamento, cada gestor recebe um teto por centro, e o realizado é comparado mês a mês. A técnica de orçamento base zero usa justamente os centros para justificar cada gasto do início.

Para o custo de produto, os métodos de custeio (absorção, variável e ABC) definem quanto do gasto de cada centro vai para o produto. No custeio por absorção, os custos dos centros produtivos são alocados integralmente ao produto. No custeio variável, só entram os custos que variam com o volume, o que sustenta a análise da margem de contribuição. No custeio ABC, os gastos dos centros de apoio são distribuídos pelas atividades que os consomem.

Os centros de custo produtivos também alimentam o custo dos produtos vendidos (CPV) nas indústrias, o equivalente fabril do CMV do comércio, e os relatórios gerenciais do fechamento, onde o gasto por área vira tabela, gráfico e comentário. Num painel, a visão por centro de custo é um dos blocos de um bom dashboard financeiro.

Como a BGP trabalha com centro de custo

Na Controladoria da BGP, o centro de custo entra no controle de custos e margem, uma das entregas do ciclo mensal. No onboarding, o time mapeia os fluxos financeiros e o sistema da empresa; todo mês, concilia, fecha o mês e compara o realizado de cada área com o orçamento na leitura dos números com a gestão, que termina num plano de ação.

O resultado por centro de custo aparece no GO BI, o painel da frente de Analytics, conectado ao ERP da empresa, junto com caixa, DRE e margem. Se a empresa precisa de um projeto pontual, como reorganizar a estrutura de custos antes de uma expansão, o On Demand cobre planejamento e FP&A sob medida.

Quero organizar meus centros de custo

Perguntas frequentes sobre centro de custo

O que é um centro de custo?

É uma divisão da empresa, como um departamento, projeto, unidade ou linha de serviço, usada para acumular e acompanhar os gastos de cada parte. Cada lançamento recebe uma conta contábil (o que foi gasto) e um centro de custo (quem gastou), o que permite comparar áreas e responsabilizar gestores.

Como saber o centro de custo?

Pergunte quem ou o que consumiu o gasto. Salário do vendedor vai para o comercial, combustível do caminhão de entrega para a logística, licença do sistema financeiro para o financeiro. Se o gasto atende a várias áreas, como o aluguel, ele vai para um centro comum e é rateado por um critério fixo.

O que é um plano de centro de custo?

É a lista organizada, com códigos e nomes, de todos os centros de custo da empresa, normalmente em dois ou três níveis. Cada centro tem um responsável e uma regra que diz o que entra nele. Serve de base para orçamento por área, relatórios gerenciais e rateio dos custos indiretos.

Quais são os 4 tipos de custos?

Os mais citados são custos fixos, variáveis, diretos e indiretos. Fixos não mudam com o volume produzido, variáveis mudam, diretos estão ligados a um produto específico e indiretos são comuns a vários. O centro de custo ajuda a identificar os diretos e a distribuir os indiretos entre as áreas.

Centro de custo é obrigatório por lei?

Não. A lei exige escrituração contábil, mas não exige que a empresa divida os gastos por centros de custo. A Escrituração Contábil Digital permite informá-los, porém é opcional. Mesmo assim, é uma das práticas mais úteis para a gestão porque mostra onde o dinheiro é consumido.

Qual a diferença entre centro de custo e centro de lucro?

Centro de custo acompanha apenas os gastos da área e cobra o cumprimento do orçamento. Centro de lucro acompanha também as receitas, então o gestor responde pelo resultado. Uma filial que vende é centro de lucro. O departamento de RH é centro de custo.

Quantos centros de custo uma pequena empresa deve ter?

Para a maioria das PMEs, entre 5 e 15 centros resolvem. Poucos demais misturam os gastos, e muitos demais fazem a equipe lançar tudo em "geral". O critério é simples: crie um centro quando houver um responsável e uma decisão que dependa de saber quanto aquela área gasta.

Qual o plural de centro de custo?

A forma mais indicada é "centros de custo", com "custo" no singular. A variante "centros de custos" também é muito usada e aceita no dia a dia. O importante é manter o mesmo padrão em planilhas, sistema e relatórios para evitar duplicidade no cadastro.

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