Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP
Ativo intangível e goodwill: o que são, exemplos, amortização e impairment

Ativo intangível é um bem sem forma física que gera benefícios econômicos futuros para a empresa e pode ser identificado e controlado por ela, como marcas, softwares, patentes e licenças. Goodwill é o valor pago em uma aquisição acima do valor justo líquido dos ativos identificáveis, e impairment é a perda registrada quando o ativo vale menos que seu valor contábil.
Neste guia você encontra o significado de intangível, os exemplos e critérios de reconhecimento, como funciona a amortização, o que é goodwill e como é calculado, o que é o teste de impairment, um exemplo numérico completo de uma aquisição fictícia, o impacto nas demonstrações e os erros mais comuns.
O que é ativo intangível? Significado e definição
"Intangível" vem de "não tangível", ou seja, que não se pode tocar. Em contabilidade, o CPC 04 (Ativo Intangível), alinhado à norma internacional IAS 38, define ativo intangível como um ativo não monetário identificável sem substância física. Para ser reconhecido no balanço, ele precisa atender a três requisitos ao mesmo tempo:
- Identificabilidade: pode ser separado da empresa e vendido, licenciado ou transferido, ou surge de direito contratual ou legal.
- Controle: a empresa tem o poder de obter os benefícios do ativo e de restringir o acesso de terceiros a eles.
- Benefícios econômicos futuros: o ativo vai gerar receita, reduzir custos ou trazer outro ganho mensurável.
Além disso, é preciso que seja provável que os benefícios fluam para a empresa e que o custo do ativo possa ser mensurado com confiabilidade. O que não cumpre esses critérios vai para a DRE como despesa, e não para o balanço.
No balanço patrimonial, o intangível fica no ativo não circulante, ao lado do imobilizado e dos investimentos. Para o quadro geral do que a empresa possui e deve, veja ativo e passivo.
Quais são exemplos de ativos intangíveis?
| Tipo | Exemplos | Vida útil típica |
|---|---|---|
| Propriedade intelectual | Patentes, direitos autorais, marcas registradas, desenhos industriais | Definida pelo prazo legal ou pelo uso esperado; marcas podem ser indefinidas |
| Tecnologia | Software adquirido ou desenvolvido, licenças de uso, plataformas | Definida, em geral de 3 a 10 anos |
| Direitos contratuais | Franquias, concessões, direitos de exploração, contratos de fornecimento | Prazo do contrato |
| Relacionamento com clientes | Carteira de clientes e contratos adquiridos em aquisição | Definida, conforme a retenção esperada |
| Pontos e ativos de localização | Fundo de comércio adquirido, ponto comercial pago a terceiros | Definida ou indefinida, conforme o caso |
| Goodwill | Ágio por expectativa de rentabilidade futura em combinação de negócios | Indefinida, testada por impairment |
Esses exemplos aparecem no balanço quando foram comprados ou, no caso de desenvolvimento próprio, quando cumprem condições rigorosas. A marca da sua padaria, construída por 20 anos de atendimento, não aparece no balanço. Mas a marca que a empresa compra de terceiros ou recebe em uma aquisição, sim.
O que é goodwill?
Goodwill, em tradução literal, é "boa vontade". Em contabilidade, é o valor que o comprador paga a mais, em uma aquisição de empresa, em relação ao valor justo líquido dos ativos identificáveis. Representa o que não se consegue separar nem identificar: a reputação, a equipe, o posicionamento, as sinergias e a expectativa de lucros futuros acima do normal.
No Brasil, o termo mais usado nas demonstrações é "ágio por expectativa de rentabilidade futura", e o CPC 15 (Combinação de Negócios), alinhado à norma IFRS 3, regula o seu cálculo. O goodwill é um ativo intangível de vida útil indefinida, reconhecido apenas quando adquirido em uma combinação de negócios. O goodwill gerado internamente, ou seja, a boa reputação que a própria empresa construiu, não é reconhecido no balanço, porque não pode ser mensurado com confiabilidade nem é identificável.
Goodwill e ágio: é a mesma coisa?
Na prática brasileira, os dois termos se misturam. O ágio é a diferença entre o preço pago e o valor contábil do patrimônio adquirido. Pelo CPC 15, essa diferença é decomposta: primeiro se reavaliam os ativos e passivos adquiridos a valor justo (a chamada mais-valia, que se aloca a imobilizado, estoques, intangíveis identificados), e só o que sobra é goodwill. Os efeitos fiscais da amortização do ágio têm regras próprias na legislação tributária, e devem ser validados com o contador.
Goodwill negativo (compra vantajosa)
Se o preço pago for menor que o valor justo líquido dos ativos identificáveis, há uma compra vantajosa. Pelo CPC 15, o comprador reavalia a mensuração para ter certeza e, se o resultado persistir, reconhece um ganho no resultado na data da aquisição.
Como calcular o goodwill?
Fórmula: Goodwill = Contraprestação transferida + Participação de não controladores + Valor justo de participação anterior − Valor justo líquido dos ativos identificáveis e passivos assumidos
Em uma aquisição de 100% da empresa, sem participação anterior nem minoritários, a fórmula se simplifica:
Fórmula simplificada: Goodwill = Preço pago − (Ativos identificáveis a valor justo − Passivos assumidos a valor justo)
Exemplo completo: aquisição da Empresa Gama
Imagine que a Holding Delta, empresa fictícia, compra 100% da Gama, uma empresa de serviços, por R$ 5.000.000. Após a avaliação a valor justo, os ativos e passivos da Gama são:
| Item | Valor justo (R$) |
|---|---|
| Caixa | 300.000 |
| Contas a receber | 700.000 |
| Estoques | 500.000 |
| Imobilizado | 1.200.000 |
| Carteira de clientes (intangível identificado) | 600.000 |
| Marca (intangível identificado) | 400.000 |
| Total dos ativos identificáveis | 3.700.000 |
| (−) Passivos assumidos (fornecedores e dívidas) | (1.500.000) |
| Valor justo líquido dos ativos identificáveis | 2.200.000 |
| Preço pago | 5.000.000 |
| Goodwill (5.000.000 − 2.200.000) | 2.800.000 |
Dos R$ 5.000.000 pagos, R$ 2.200.000 correspondem a ativos líquidos identificáveis, incluindo R$ 1.000.000 de intangíveis identificados (carteira e marca), e R$ 2.800.000 são goodwill, 56% do preço. Os números mostram por que o goodwill pesa tanto: ele é o preço da expectativa. Se ela não se confirma, o goodwill perde valor, e é aí que entra o teste de impairment.
O preço pago em uma aquisição nasce de um valuation e de uma negociação, e a diferença entre preço e patrimônio é o que o comprador acredita que o negócio vale a mais. Para a visão da operação como um todo, veja fusões e aquisições, e para a etapa de verificação anterior ao fechamento, due diligence.
Como funciona a amortização do ativo intangível?
Amortização é a alocação sistemática do custo de um intangível ao longo de sua vida útil, o equivalente à depreciação para bens físicos. Primeiro se classifica o intangível:
- Vida útil definida: amortiza-se de forma sistemática, normalmente pelo método linear, ao longo do período em que se espera usar o ativo. Exemplos: licença de software por 5 anos, patente até o fim do prazo legal, carteira de clientes pela retenção esperada.
- Vida útil indefinida: não se amortiza, mas se testa por impairment todo ano. É o caso do goodwill e de certas marcas, quando não há limite previsível ao período de geração de benefícios.
Fórmula (linear): Amortização anual = (Custo − Valor residual) ÷ Vida útil em anos
Exemplo de amortização
A Holding Delta adquire uma licença de software por R$ 120.000, com vida útil de 5 anos e valor residual zero. Amortização anual = 120.000 ÷ 5 = R$ 24.000, ou R$ 2.000 por mês. Na carteira de clientes adquirida na Gama, de R$ 600.000, com vida útil de 6 anos, a amortização é de R$ 100.000 por ano. A despesa de amortização reduz o lucro na DRE, sem sair do caixa, e o saldo do intangível no balanço cai na mesma proporção. A lógica e as diferenças entre os métodos estão em depreciação e amortização.
Esse ponto afeta indicadores: como a amortização é um item não caixa, o EBITDA a desconta, justamente porque ele parte do resultado antes de depreciação e amortização.
Amortização de goodwill: pode ou não?
Pelas normas completas (CPC 15 e CPC 01), o goodwill não é amortizado: é testado por impairment, pelo menos uma vez ao ano. Já as normas para pequenas e médias empresas (CPC PME) tratam o goodwill como ativo de vida útil definida, a ser amortizado. Como o enquadramento muda o resultado e o tratamento tributário também tem regras próprias, o contador deve indicar qual norma se aplica à sua empresa.
Como contabilizar gastos com pesquisa e desenvolvimento?
O CPC 04 divide a geração interna de um intangível em duas fases:
- Fase de pesquisa: exploração para obter novo conhecimento. Os gastos são sempre despesa no período.
- Fase de desenvolvimento: aplicação dos resultados da pesquisa em um produto ou processo. Os gastos podem ser capitalizados, desde que a empresa demonstre todos os seguintes pontos: viabilidade técnica, intenção de concluir e usar ou vender, capacidade de usar ou vender, geração provável de benefícios futuros, disponibilidade de recursos para concluir e capacidade de mensurar os gastos.
Itens como marcas, títulos de publicações, listas de clientes e goodwill gerados internamente não podem ser reconhecidos. Os gastos com eles vão direto para a despesa. Um exemplo comum em PMEs é o gasto com desenvolvimento de um sistema próprio: quando cumpre os critérios, vira intangível e é amortizado; se não cumpre, é despesa. Essa decisão afeta o resultado do ano e, por isso, pede documentação e validação do contador. A distinção entre gasto que vira ativo e gasto que vira despesa conversa com o guia de CAPEX e OPEX.
O que é impairment?
Impairment, que pode ser traduzido como "perda por redução ao valor recuperável" ou "deterioração", ocorre quando o valor contábil de um ativo é maior do que o valor que a empresa conseguirá recuperar com ele, por uso ou venda. A empresa reconhece a diferença como perda no resultado e reduz o ativo. O CPC 01 (Redução ao Valor Recuperável de Ativos), alinhado à IAS 36, regula o tema.
A ideia por trás da regra é simples: o balanço não pode mostrar um ativo por mais do que ele vale de fato. Se o contrato que justificava a marca acabou, se a tecnologia ficou obsoleta ou se a aquisição não entregou os lucros previstos, o valor registrado precisa cair.
Como funciona o teste de impairment?
O teste compara o valor contábil com o valor recuperável. Este é o maior entre dois valores:
- Valor justo líquido de despesas de venda: quanto o ativo renderia se vendido, descontadas as despesas da venda.
- Valor em uso: o valor presente dos fluxos de caixa futuros que o ativo ou a unidade geradora de caixa deve gerar.
Fórmula: Perda por impairment = Valor contábil − Valor recuperável (se positivo)
O valor em uso é um cálculo de fluxo de caixa descontado: projeta-se o caixa da unidade, escolhe-se uma taxa de desconto, e traz-se tudo a valor presente. É a mesma lógica da matemática financeira e do valuation. A taxa costuma se apoiar no custo de capital, tema de WACC e custo de capital.
Quando fazer o teste?
- Todo ano para goodwill, para intangíveis de vida útil indefinida e para intangíveis ainda não disponíveis para uso.
- Sempre que houver indicativo de perda para os demais ativos: queda forte de receita, perda de cliente-chave, mudança regulatória, obsolescência, danos físicos, desempenho abaixo do previsto, aumento relevante da taxa de juros.
Unidade geradora de caixa
O goodwill não gera caixa sozinho. Por isso, ele é alocado a uma unidade geradora de caixa (UGC), o menor grupo identificável de ativos que gera entradas de caixa independentes. O teste é feito comparando o valor contábil da unidade, com o goodwill incluído, com seu valor recuperável.
Exemplo completo de impairment
Retomando a Gama, um ano depois da aquisição, a Holding Delta testa a unidade. Para simplificar, considere que o valor contábil da unidade permanece em R$ 5.000.000 (ativos líquidos de R$ 2.200.000 mais goodwill de R$ 2.800.000). A empresa estima:
| Item | Valor (R$) |
|---|---|
| Valor contábil da unidade (incluindo goodwill) | 5.000.000 |
| Valor justo líquido de despesas de venda (hipotético) | 4.100.000 |
| Valor em uso por fluxo descontado (hipotético) | 4.300.000 |
| Valor recuperável (o maior dos dois) | 4.300.000 |
| Perda por impairment (5.000.000 − 4.300.000) | 700.000 |
A perda de R$ 700.000 é alocada primeiro ao goodwill, que cai de R$ 2.800.000 para R$ 2.100.000. Se a perda fosse maior que o goodwill, o excedente seria distribuído proporcionalmente aos demais ativos da unidade. No resultado, a perda aparece como despesa de R$ 700.000, sem saída de caixa. Dois pontos importantes: a perda de impairment do goodwill não pode ser revertida em períodos futuros, ao contrário da perda de outros ativos, que pode ser revertida se as condições melhorarem; e o impairment, embora não consuma caixa, é um sinal forte de que a aquisição não está rendendo o esperado.
Qual o impacto do intangível, do goodwill e do impairment nas demonstrações?
- Balanço: o intangível e o goodwill aparecem no ativo não circulante; a amortização e o impairment reduzem seu saldo.
- DRE: a amortização e a perda por impairment são despesas, reduzindo o lucro. Veja como elas se encaixam em DRE.
- DFC: como não envolvem caixa, são somados de volta no método indireto.
- Notas explicativas: devem informar vida útil, método de amortização, saldos por classe, premissas do teste de impairment e a taxa de desconto. O conjunto está em demonstrações contábeis.
- Indicadores: o patrimônio líquido tangível, que desconta o intangível, é mais conservador, e bancos podem olhar esse número em análises de crédito.
Como o ativo intangível funciona na rotina de uma PME
A maior parte das PMEs não faz aquisições, mas lida com intangíveis o tempo todo: sistemas, licenças, marcas registradas, pontos comerciais, franquias. Algumas práticas simples:
- Mantenha um registro dos intangíveis: descrição, data de aquisição, custo, vida útil e responsável.
- Separe a assinatura da compra: software por assinatura mensal é despesa; licença perpétua adquirida pode ser ativo. Peça orientação ao contador.
- Documente o desenvolvimento interno: se a empresa desenvolve sistema próprio, guarde evidências de viabilidade, horas e custos para sustentar uma eventual capitalização.
- Registre marcas e patentes no órgão competente, já que o registro cria o direito sobre o qual o ativo se apoia.
- Antes de uma venda ou compra, avalie o negócio. Um trabalho de valuation pelo On Demand mostra quanto do valor está nos intangíveis.
- Revise a vida útil e os sinais de perda uma vez ao ano, junto com o fechamento.
- Entenda o peso na venda da empresa: os intangíveis são o grosso do valor em muitos negócios de serviços. O satélite sua empresa vale menos do que você pensa mostra como a bagunça financeira reduz o preço que um comprador aceita pagar.
Quais são os erros mais comuns com intangível e goodwill?
- Ativar tudo. Capitalizar gastos de marketing, treinamento ou pesquisa para inflar o lucro é contrário à norma e é detectado em auditoria e due diligence.
- Nunca amortizar. Intangíveis de vida útil definida precisam de amortização; omiti-la superavalia o ativo e o lucro.
- Esquecer o teste de impairment. O goodwill pode ficar anos no balanço sem revisão, até o dia em que a perda vem toda de uma vez.
- Confundir ágio com goodwill sem fazer a alocação. Sem a avaliação a valor justo dos ativos adquiridos, tudo vai para goodwill e o resultado futuro fica distorcido.
- Premissas otimistas demais. Fluxos e taxas de desconto que escapam à realidade escondem a perda. Auditores e compradores testam essas premissas.
- Tratar assinatura como ativo. Serviços recorrentes que não dão controle sobre o ativo são despesa.
- Ignorar o efeito fiscal. A dedutibilidade da amortização e do ágio segue a legislação tributária, e nem sempre coincide com a contábil.
- Misturar valor contábil com valor de mercado. O balanço mostra custo menos amortização e perdas, e não quanto a marca vale. Para o valor econômico, o caminho é o valuation.
Como a BGP apoia decisões envolvendo intangíveis e aquisições
Intangíveis e goodwill entram em jogo em momentos específicos: uma compra, uma venda, a entrada de um sócio, uma reestruturação societária. São projetos pontuais, e por isso a frente On Demand da BGP cobre valuation, apoio em fusões e aquisições, diagnósticos e preparação da empresa para ser avaliada, sempre com o contador e o advogado do cliente nas questões contábeis e legais. Para que os números estejam organizados quando esse momento chegar, a Controladoria mantém o ciclo mensal em dia, e o Analytics com o GO BI traduz os dados em dashboards de gestão.
Perguntas frequentes sobre ativo intangível e goodwill
O que é ativo intangível?
É um ativo não monetário identificável, sem substância física, que gera benefícios econômicos futuros e está sob controle da empresa. Exemplos: marcas, patentes, softwares, licenças, franquias e carteira de clientes adquirida. Está regulado pelo CPC 04.
O que significa intangível?
Intangível significa algo que não se pode tocar. Em contabilidade, designa os ativos sem forma física, como direitos, tecnologias e marcas, que valem pelo benefício econômico que podem gerar. Eles aparecem no ativo não circulante do balanço, quando cumprem os critérios de reconhecimento.
O que é goodwill na contabilidade?
Goodwill é o valor pago em uma aquisição acima do valor justo líquido dos ativos identificáveis. Representa reputação, equipe, sinergias e expectativa de lucros futuros. É regulado pelo CPC 15 e registrado como intangível de vida útil indefinida, testado por impairment.
Como calcular o goodwill?
Subtraia do preço pago o valor justo dos ativos identificáveis menos os passivos assumidos. Por exemplo, preço de R$ 5 milhões e ativos líquidos a valor justo de R$ 2,2 milhões resultam em goodwill de R$ 2,8 milhões. Em casos com minoritários, a fórmula inclui ajustes adicionais.
O que é impairment?
Impairment é a perda reconhecida quando o valor contábil de um ativo supera seu valor recuperável. O valor recuperável é o maior entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. A perda reduz o ativo e entra como despesa no resultado, conforme o CPC 01.
Como funciona o teste de impairment?
A empresa compara o valor contábil do ativo ou da unidade geradora de caixa com o valor recuperável. Se o contábil for maior, registra a perda. O teste é anual para goodwill e intangíveis de vida indefinida, e ocorre sempre que houver indício de perda nos demais ativos.
O goodwill é amortizado?
Pelas normas completas (CPC 15 e CPC 01), o goodwill não é amortizado, apenas testado por impairment ao menos uma vez ao ano. As normas para pequenas e médias empresas, em regra, exigem amortização. Confirme com o contador qual norma se aplica à sua empresa.
Marca criada pela própria empresa pode ser registrada no balanço?
Não. Pelo CPC 04, marcas, listas de clientes e goodwill gerados internamente não são reconhecidos como ativo, porque não podem ser mensurados com confiabilidade. Os gastos viram despesa. Já a marca adquirida de terceiros ou em uma combinação de negócios pode ser registrada.

