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8 de outubro de 2026 · 18 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Valor patrimonial e valor contábil: o que são, como calcular e a diferença para o valor de mercado

Valor patrimonial e valor contábil: o que são, como calcular e a diferença para o valor de mercado

Valor patrimonial é o quanto a empresa vale segundo a contabilidade: a soma de tudo o que ela possui (ativos) menos tudo o que ela deve (passivos), o que é o mesmo que o patrimônio líquido. Já o valor contábil é o número pelo qual um item específico, como uma máquina, está registrado no balanço.

Como calcular o valor contábil e o valor patrimonial, e em que eles diferem do valor de mercado, são as primeiras questões, seguidas do funcionamento do VPA e do P/VPA. Um exemplo completo com uma PME fictícia mostra o que fazer com esses números na rotina financeira.

O que é valor patrimonial e o que é valor contábil?

As duas expressões vêm da mesma fonte: o balanço patrimonial, a demonstração que fotografa o que a empresa tem e o que ela deve numa data. Por isso, nas buscas e até entre profissionais, os termos se misturam. Vale separar os dois usos.

Valor contábil é o valor pelo qual um ativo ou um passivo está registrado na contabilidade. No caso de um bem do ativo imobilizado, é o custo de aquisição menos a depreciação acumulada e menos eventuais perdas por redução ao valor recuperável. Uma máquina comprada por R$ 240.000 e já depreciada em R$ 96.000 tem valor contábil de R$ 144.000. Também é chamado de valor contábil líquido ou valor contabilístico.

Valor patrimonial é o valor contábil da empresa inteira, ou seja, o patrimônio líquido. Em empresas com ações ou cotas, divide-se esse total pela quantidade de papéis e chega-se ao valor patrimonial por ação (VPA) ou por cota. É a resposta para "quanto sobraria para os sócios se a empresa pagasse todas as dívidas com os bens que tem registrados".

Esse número nasce do conjunto das demonstrações contábeis, em especial do balanço, e segue as regras de reconhecimento e mensuração do CPC e das normas IFRS. Por isso ele é confiável como registro, mas nem sempre é igual ao que alguém pagaria pela empresa hoje.

Qual a diferença entre valor contábil e valor patrimonial?

A diferença é de escala. O valor contábil se refere a um item (um veículo, um software, um estoque, uma dívida). O valor patrimonial se refere ao todo: é a soma de todos os valores contábeis dos ativos, subtraída dos valores contábeis dos passivos.

Na prática, quem pergunta "qual o valor contábil da empresa" quer o valor patrimonial, e quem pergunta "qual o valor patrimonial de um imóvel" quer o valor contábil dele (ou o valor venal, explicado mais abaixo). Deixe escrito nos relatórios o que cada termo significa.

Como o valor patrimonial sai do balanço, ele depende de duas coisas: do que foi registrado e de como foi avaliado. Para entender melhor o que entra de cada lado, vale revisar o conceito de ativo e passivo.

Como calcular o valor patrimonial da empresa?

O cálculo é direto. O difícil costuma ser garantir que o balanço esteja certo antes de calcular.

Fórmula: Valor patrimonial = Ativo total − Passivo total (circulante + não circulante) = Patrimônio líquido

O resultado é o patrimônio líquido, que reúne capital social, reservas, lucros acumulados e outros componentes, menos prejuízos acumulados. Se o resultado for negativo, a empresa tem passivo a descoberto: deve mais do que possui, pelos registros contábeis.

Passo a passo:

  1. Pegue o balanço fechado do período, já conciliado e sem lançamentos pendentes.
  2. Some o ativo total: circulante e não circulante.
  3. Some o passivo total, também separando o circulante e o não circulante.
  4. Subtraia o passivo do ativo. O resultado deve bater com o patrimônio líquido do balanço. Se não bater, há erro de lançamento ou de classificação.
  5. Se for calcular por ação ou por cota, divida pelo número de ações ou cotas em circulação (sem as mantidas em tesouraria).

A regra vale para qualquer empresa. O que muda é o peso de cada grupo: uma distribuidora concentra valor em estoques e contas a receber, uma indústria em máquinas, e uma holding patrimonial em participações e imóveis. Quando a holding controla outras empresas, a consolidação contábil soma os balanços do grupo e elimina as operações entre elas.

Como calcular o valor contábil de um ativo?

O valor contábil de um ativo muda ao longo do tempo. Parte do custo vira despesa a cada período, e o valor registrado cai.

Fórmula: Valor contábil = Custo de aquisição − Depreciação (ou amortização) acumulada − Perdas por redução ao valor recuperável

Ativos tangíveis: depreciação

Máquinas, veículos, móveis e edificações perdem valor pelo uso e pelo tempo. Pelo método linear, o custo (menos o valor residual, se houver) é dividido pela vida útil. O cálculo completo, com tabela de taxas, está em depreciação e amortização. O controle de cada bem, com plaqueta, localização e vida útil, é parte do ativo imobilizado.

Ativos intangíveis: amortização

Software, marcas adquiridas, licenças e carteira de clientes comprada são amortizados quando têm vida útil definida. O ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) não é amortizado: fica registrado e passa por teste anual de recuperabilidade. O assunto está em ativo intangível e goodwill.

Estoques, contas a receber e dívidas

Estoques ficam pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. Contas a receber ficam pelo valor líquido da provisão para perdas esperadas, tema de provisão e PDD. Dívidas ficam pelo saldo devedor com os encargos já reconhecidos.

Redução ao valor recuperável (impairment)

Se o valor contábil de um ativo passar do que se espera recuperar com ele, a empresa registra uma perda. O CPC 01 define o valor recuperável como o maior valor entre o valor justo líquido das despesas de venda e o valor em uso (o valor presente dos fluxos de caixa que o ativo vai gerar). A perda é a diferença, e ela reduz o valor contábil e o resultado do período.

Exemplo: a máquina de R$ 240.000, com vida útil de 10 anos, tem depreciação de R$ 24.000 por ano. Após 4 anos, a depreciação acumulada é R$ 96.000 e o valor contábil é R$ 144.000. Se, por mudança tecnológica, o valor recuperável cair para R$ 120.000, a empresa reconhece uma perda de R$ 24.000 e o valor contábil passa a ser R$ 120.000. Dali em diante, a depreciação é recalculada sobre o novo valor.

O que é valor patrimonial por ação (VPA) e por cota?

O VPA responde: "quanto do patrimônio líquido corresponde a cada ação?". É o valor patrimonial dividido pelo número de ações.

Fórmula: VPA = Patrimônio líquido ÷ Número de ações em circulação

Para fundos, usa-se a mesma ideia: o valor patrimonial por cota é o patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas emitidas. Em sociedades limitadas, que não têm ações, vale o mesmo raciocínio com as quotas do capital social.

O investidor compara o VPA com o preço que o mercado paga. A razão entre os dois é o P/VPA (ou P/VP):

Fórmula: P/VPA = Preço da ação ÷ VPA

Imagine uma ação negociada a R$ 18,00 com VPA de R$ 12,00. O P/VPA é 1,5: o mercado paga uma vez e meia o patrimônio contábil por cada papel. Abaixo de 1, o mercado cota a empresa por menos do que o patrimônio registrado, o que pode indicar desconfiança sobre a qualidade dos ativos ou sobre a capacidade de gerar lucro. O indicador sozinho não diz se a ação está cara ou barata. Compare sempre com empresas do mesmo setor e olhe junto a rentabilidade, como o ROE: um ROE alto justifica um P/VPA mais alto.

Valor contábil, valor patrimonial e valor de mercado: qual a diferença?

O valor de mercado é o preço que um comprador aceitaria pagar e um vendedor aceitaria receber. Para uma empresa de capital aberto, é o preço da ação vezes o número de ações. Para uma PME fechada, não há cotação: ele se forma numa negociação ou numa avaliação (valuation).

Contabilmente, a maior parte dos ativos fica pelo custo histórico, e não pelo preço atual. Um galpão comprado há 15 anos pode estar no balanço por uma fração do que vale hoje. Ao mesmo tempo, o balanço quase nunca registra a marca construída pela própria empresa, a carteira de clientes e o conhecimento do time, que valem muito e não aparecem como ativo. Por isso o valor patrimonial e o valor de mercado quase nunca coincidem.

CritérioValor contábilValor patrimonialValor de mercado
O que medeUm ativo ou passivo específicoA empresa inteira (patrimônio líquido)Quanto um comprador paga pela empresa ou pelo ativo
BaseCusto histórico menos depreciação e perdasAtivos menos passivos pelos valores contábeisOferta e demanda, ou fluxo de caixa futuro
FonteContabilidade (razão e balanço)Balanço patrimonialNegociação, cotação ou avaliação
Muda quandoHá depreciação, baixa ou perdaHá lucro, prejuízo, aporte ou distribuiçãoMudam as expectativas ou o mercado
Uso principalControle patrimonial e apuração de ganho ou perda na vendaAnálise de solidez, P/VPA, apuração de haveresCompra e venda, entrada de sócios, captação
LimitePode estar longe do preço real do bemIgnora ativos não registrados e lucros futurosDepende de premissas e do momento

Existe ainda o valor patrimonial ajustado (ou patrimônio líquido ajustado a valor justo): parte do valor patrimonial e reavalia os itens mais relevantes a preços atuais. É um meio-termo comum em avaliações de empresas com muitos imóveis ou estoques, e em apuração de haveres quando um sócio sai. Ele ainda não captura o lucro futuro. Para isso, usa-se o fluxo de caixa descontado.

Exemplo prático: valor patrimonial de uma distribuidora (PME fictícia)

Imagine a Distribuidora Alfa, uma empresa fictícia de materiais de construção que fatura R$ 1,5 milhão por mês. Ela é uma sociedade limitada com 800.000 quotas. O balanço do fim do ano tem os seguintes números.

Grupo do balançoItemValor (R$)
Ativo circulanteCaixa e bancos300.000
Ativo circulanteContas a receber (líquidas da provisão)1.100.000
Ativo circulanteEstoques1.400.000
Ativo não circulanteImobilizado (custo 5.200.000 menos depreciação acumulada 1.500.000)3.700.000
Ativo não circulanteIntangível (software e licenças)500.000
Ativo total7.000.000
Passivo circulanteFornecedores, tributos e salários1.300.000
Passivo não circulanteFinanciamentos de longo prazo1.700.000
Passivo total3.000.000
Patrimônio líquidoAtivo total menos passivo total4.000.000

Passo 1, valor contábil do imobilizado: 5.200.000 − 1.500.000 = R$ 3.700.000.

Passo 2, valor patrimonial: 7.000.000 − 3.000.000 = R$ 4.000.000.

Passo 3, valor patrimonial por quota: 4.000.000 ÷ 800.000 = R$ 5,00.

Agora o ajuste a valores atuais. Uma avaliação independente mostrou que o imobilizado, quase todo formado por galpão e terreno, vale R$ 4.600.000, ou seja, R$ 900.000 a mais do que o valor contábil de R$ 3.700.000. Parte do estoque está parada: o valor realizável é R$ 150.000 menor que o registrado. E a provisão para devedores duvidosos está R$ 100.000 aquém do que a carteira de cobrança sugere.

AjusteEfeito no patrimônio (R$)
Valor patrimonial contábil4.000.000
Imobilizado a valor justo (4.600.000 − 3.700.000)+ 900.000
Estoque sem giro a valor realizável− 150.000
Provisão para devedores duvidosos insuficiente− 100.000
Valor patrimonial ajustado4.650.000

Conta: 4.000.000 + 900.000 − 150.000 − 100.000 = R$ 4.650.000. Por quota, 4.650.000 ÷ 800.000 = R$ 5,81 (arredondado). Para simplificar, o exemplo ignora o efeito de tributos sobre a reavaliação, que na prática precisa entrar.

Por fim, suponha que um interessado ofereça R$ 7.200.000 pela totalidade das quotas. O preço por quota é 7.200.000 ÷ 800.000 = R$ 9,00, e o P/VPA é 9,00 ÷ 5,00 = 1,8, ou 7.200.000 ÷ 4.000.000 = 1,8. O comprador paga R$ 3.200.000 acima do patrimônio contábil (7.200.000 − 4.000.000) porque enxerga lucros futuros, marca, carteira de clientes e operação rodando. Se a compra se concretizar, o que sobrar do preço depois de reconhecer os ativos a valor justo é registrado pelo comprador como goodwill.

A leitura para o dono: a empresa vale mais que o balanço mostra, mas parte dessa diferença depende de provar a qualidade dos números. É isso que o comprador vai testar na due diligence.

Como o valor patrimonial funciona na rotina de uma PME

Para a maioria das PMEs, o valor patrimonial não é um número de bolsa. É um termômetro de solidez, a base de negociações com sócios e bancos e um ponto de partida para decidir o que fazer com o dinheiro que fica na empresa.

Passo a passo para acompanhar na rotina

  1. Feche o mês de verdade. Concilie bancos, cartões e contas a receber antes de olhar o patrimônio. Balanço com saldos não conferidos produz patrimônio errado.
  2. Revise o plano de contas e a classificação. Despesa lançada como ativo infla o patrimônio, e investimento lançado como despesa o reduz.
  3. Acompanhe a variação mensal do patrimônio líquido. Ela deve ser explicada por lucro, prejuízo, aportes e retiradas. É o que a DMPL mostra de forma organizada.
  4. Atualize o controle patrimonial: bem baixado, vendido ou sucateado sai do balanço.
  5. Revise provisões e estoque ao menos a cada trimestre, para que o patrimônio não esteja superavaliado.
  6. Cruze com os demais números da gestão: o valor patrimonial combina com o fluxo de caixa, a DRE e os indicadores financeiros.

Erros comuns

  • Tratar o valor patrimonial como valor de venda. Quem usa o patrimônio contábil para precificar a empresa deixa dinheiro na mesa, ou aceita preço baixo, ou pede um preço que o mercado não paga.
  • Misturar pessoa física e empresa. Despesas do sócio pagas pelo caixa e bens pessoais registrados na empresa distorcem o balanço e geram problema na apuração de haveres.
  • Esquecer a depreciação. Sem ela, o imobilizado fica superavaliado e o lucro, também.
  • Manter no ativo o que não existe mais: estoque obsoleto, duplicatas incobráveis e bens vendidos.
  • Confundir lucro com caixa. O patrimônio pode crescer enquanto o caixa aperta, porque o lucro ficou em estoque e em contas a receber.
  • Ler o patrimônio sem olhar a dívida. Um patrimônio alto financiado por dívida curta é arriscado. Complemente com os índices de endividamento.

Como ler o número para decidir

  • Patrimônio crescendo com lucro e caixa saudável: a empresa acumula riqueza. Defina uma política de distribuição e reinvestimento.
  • Patrimônio estável com lucro alto: o lucro está saindo na forma de retiradas ou sendo consumido. Verifique se isso é planejado.
  • Patrimônio caindo: há prejuízos, retiradas acima do lucro ou baixas de ativos. Investigue a causa no mês em que começou.
  • Patrimônio negativo: passivo a descoberto. Renegocie dívidas, avalie aporte dos sócios e leve o assunto a bancos e fornecedores antes que eles o descubram.
  • Diferença grande entre o patrimônio contábil e o ajustado: vale reavaliar imóveis e outros ativos relevantes antes de negociar com sócio, banco ou comprador.

Em todos os casos, a leitura mensal precisa de um balanço confiável e de um padrão gerencial: é o que a contabilidade gerencial organiza, com relatórios que o dono lê sem precisar ser contador, como o pacote de relatórios gerenciais do fechamento.

Para que serve o valor patrimonial e quais são seus limites?

Usos principais

  • Entrada ou saída de sócio: a apuração de haveres do sócio que se retira costuma partir do valor patrimonial, em geral ajustado, conforme o contrato social. O ideal é definir o critério antes, no contrato.
  • Crédito: bancos olham o patrimônio líquido como colchão de proteção para os credores, e algumas cláusulas exigem patrimônio mínimo.
  • Compra e venda da empresa: serve de piso de referência numa negociação de fusões e aquisições, não de preço final. Projetos assim fazem parte do On Demand da BGP.
  • Holdings e planejamento patrimonial: quando o sócio integraliza capital com bens, a Lei 9.249/95 (art. 23) permite usar o valor declarado no Imposto de Renda ou o valor de mercado; a escolha tem efeito tributário.
  • Análise de investimento: na bolsa, o P/VPA compara preço e patrimônio.
  • Gestão de retorno: o patrimônio multiplicado pela taxa de retorno exigida dá o custo do capital próprio, que separa lucro contábil e lucro econômico e é a base do valor econômico adicionado.

O que colocar no valor de patrimônio em cadastros e declarações?

A resposta depende de onde o número vai.

  • Balanço da empresa: o valor contábil dos bens e direitos menos as obrigações, conforme as normas contábeis e os princípios contábeis. A base de cada critério deve estar descrita nas notas explicativas.
  • Declaração de Imposto de Renda da pessoa física: a Receita Federal orienta declarar os bens e direitos pelo custo de aquisição, não pelo valor de mercado.
  • Cadastro bancário ou financiamento: informe o que consegue comprovar com documentos e deixe claro de onde vem cada valor.

Limites do valor patrimonial

O valor patrimonial é objetivo e verificável, mas deixa de fora muita coisa:

  • Ativos não registrados. A marca criada pela própria empresa, o relacionamento com clientes e o conhecimento do time geralmente não estão no balanço.
  • Custo histórico. Imóveis e terrenos comprados há anos estão registrados por valores defasados.
  • Lucros futuros. Uma empresa pequena em ativos, mas com receita recorrente e margem alta, vale muito mais que seu patrimônio. Para esse perfil, o método é o valuation por fluxo de caixa.
  • Estimativas. Vida útil, provisões e valor recuperável envolvem julgamento, e dois contadores podem chegar a números diferentes.

Por isso, ninguém decide só pelo valor patrimonial. Ele é o ponto de partida: mostra a base de ativos, e o resto vem da capacidade de gerar caixa.

O que é valor patrimonial tributário (VPT) e valor venal?

Parte das buscas por "valor patrimonial" tem outra intenção: imóveis. O valor patrimonial tributário (VPT) é um termo usado em Portugal, que serve de base para impostos sobre o imóvel. No Brasil, o equivalente é o valor venal, definido pela prefeitura e usado como base do IPTU e do ITBI. Ele não se confunde com o valor contábil do imóvel na empresa, nem com o preço de mercado.

Numa empresa que tem imóveis, convivem três números: o contábil (custo menos depreciação), o venal (para o imposto) e o de mercado (o que se obtém na venda). Em planejamentos patrimoniais e em reorganizações societárias, a escolha de qual usar muda a tributação. Nesses casos, consulte o contador responsável antes de decidir.

Onde a BGP entra nesse assunto

O valor patrimonial só serve se o balanço estiver certo, e isso depende de rotina: conciliação, classificação correta, controle dos bens e fechamento mensal. Na Controladoria da BGP, o time opera esse ciclo com a gestão da empresa, e o GO BI, da frente de Analytics, mostra patrimônio, caixa, DRE e indicadores no mesmo painel, o que ajuda a enxergar o efeito de cada decisão no patrimônio, como num bom dashboard financeiro.

Quando a pergunta é pontual (quanto vale a empresa, como ajustar o patrimônio para uma venda, a entrada de um sócio ou uma captação), o caminho é um projeto do On Demand, com valuation por fluxo de caixa descontado, análise de sensibilidade e preparação dos números para a negociação.

Falar com um especialista da BGP

Perguntas frequentes sobre valor patrimonial

O que é valor patrimonial?

É o valor da empresa segundo a contabilidade: o ativo total menos o passivo total, igual ao patrimônio líquido. Mostra quanto restaria aos sócios se todos os bens registrados fossem usados para pagar as dívidas. Não é o preço de venda, porque os ativos ficam registrados pelo custo e não incluem a marca nem os lucros futuros.

Como achar o valor patrimonial?

Abra o balanço patrimonial, some o ativo total e subtraia o passivo total (circulante e não circulante). O resultado deve ser igual ao patrimônio líquido que consta no balanço. Para o valor por ação ou por cota, divida o patrimônio líquido pela quantidade de ações ou cotas em circulação.

Qual a diferença entre valor contábil e valor patrimonial?

Valor contábil é o valor registrado de um item, como uma máquina ou uma dívida. Valor patrimonial é o valor contábil da empresa inteira, isto é, o patrimônio líquido. Na prática, os termos aparecem misturados, por isso vale definir o significado em cada relatório.

O que é valor patrimonial por cota?

É o patrimônio líquido de um fundo (ou de uma sociedade dividida em quotas) dividido pelo número de cotas emitidas. Mostra quanto do patrimônio contábil corresponde a cada cota. Quando o preço negociado fica acima do valor patrimonial por cota, o mercado paga ágio sobre o patrimônio; abaixo, paga com desconto.

O que colocar no valor de patrimônio?

Depende do uso. No balanço da empresa, entram os bens e direitos pelo valor contábil, menos as obrigações. Na declaração de Imposto de Renda da pessoa física, a Receita Federal orienta declarar os bens pelo custo de aquisição. Em cadastros de crédito, informe o que puder comprovar com documentos.

Valor patrimonial é o mesmo que valor de mercado?

Não. O valor patrimonial vem do balanço e se baseia em custo histórico. O valor de mercado é o preço que um comprador aceita pagar, e leva em conta lucros futuros, marca e carteira de clientes. Empresas lucrativas costumam valer mais que o patrimônio; empresas com ativos defasados ou prejuízos recorrentes podem valer menos.

O que significa P/VPA abaixo de 1?

Significa que o mercado cota a empresa por menos que o patrimônio contábil. Pode ser oportunidade, mas também sinal de desconfiança sobre a qualidade dos ativos, sobre a rentabilidade ou sobre dívidas. Compare com empresas do mesmo setor e olhe o ROE antes de tirar conclusões.

Com que frequência a PME deve calcular o valor patrimonial?

Todo mês, junto com o fechamento, para acompanhar a variação do patrimônio líquido. A reavaliação de ativos a valor justo é mais rara: costuma ser feita quando há venda, entrada de sócio, captação ou revisão de contrato social, e com apoio de laudo de avaliação.

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