Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP
Ativo circulante e não circulante: o que são, exemplos e como classificar

Ativo circulante é o grupo do balanço patrimonial que reúne o dinheiro e os bens e direitos que a empresa espera transformar em caixa, vender ou consumir em até 12 meses (ou dentro do ciclo operacional, quando ele é maior). Já o ativo não circulante reúne o que fica na empresa por mais tempo.
Estoque, aplicação financeira, depreciação e contas a receber estão entre os itens que mais geram dúvida na hora de classificar. O texto mostra as contas de cada grupo, a diferença entre os dois e como resolver esses casos, com um exemplo numérico completo e o uso desses números no dia a dia do dono de PME.
O que é ativo circulante?
O ativo circulante é o primeiro bloco do ativo no balanço patrimonial. Ele reúne tudo o que a empresa tem de mais líquido: o dinheiro em caixa e no banco, o que os clientes ainda vão pagar, as mercadorias que vai vender e os valores pagos antecipadamente que ainda serão consumidos. A palavra "circulante" vem da ideia de que esses itens estão em movimento: o estoque vira venda, a venda vira conta a receber e a conta a receber vira caixa, que paga fornecedores e compra novo estoque.
A regra vem da Lei das S.A. (Lei 6.404/76, arts. 178 e 179, com a redação dada pela Lei 11.638/07). O ativo é dividido em circulante e não circulante, e o circulante inclui as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social seguinte e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. Mesmo quem não é sociedade anônima segue essa estrutura, porque ela é o padrão das normas contábeis brasileiras. Para entender como os dois lados do balanço se relacionam, veja o guia de ativo e passivo.
Na gestão da PME, o ativo circulante responde a uma pergunta simples: o que a empresa tem para transformar em caixa no curto prazo, e quanto disso realmente chega ao caixa?
Ativo circulante operacional e ativo circulante financeiro
Para a análise gerencial, vale separar o circulante em dois blocos. O ativo circulante financeiro reúne caixa, bancos e aplicações de liquidez imediata: é o dinheiro que já existe. O ativo circulante operacional reúne contas a receber, estoques, impostos a recuperar e adiantamentos: é o dinheiro que está preso na operação e depende de venda, cobrança e giro para chegar ao caixa. Uma empresa pode ter um circulante grande e pouco caixa, e é justamente essa diferença que explica por que empresas lucrativas ficam sem dinheiro. Esse efeito aparece com detalhe no guia de capital de giro.
Uma lembrança útil: o que entra no contas a receber é a venda a prazo pelo valor da nota. A diferença entre o que foi faturado e o que fica para a empresa depois de devoluções e impostos está em receita bruta e líquida.
Quais são as contas do ativo circulante?
Quando alguém pergunta quais são as 5 contas do ativo circulante, a resposta de manual costuma ser: caixa, bancos, aplicações financeiras de liquidez imediata, contas a receber de clientes (duplicatas a receber) e estoques. Na prática, uma PME costuma ter mais algumas, como impostos a recuperar, adiantamentos a fornecedores e despesas antecipadas. A tabela mostra as principais, em ordem decrescente de liquidez, que é a ordem em que aparecem no balanço.
| Conta do ativo circulante | O que representa | Exemplo em uma PME |
|---|---|---|
| Caixa e equivalentes de caixa | Dinheiro em espécie, saldo em conta corrente e aplicações de resgate imediato | Saldo da conta corrente no fim do mês, CDB com liquidez diária |
| Aplicações financeiras de curto prazo | Investimentos que a empresa pode resgatar em até 12 meses | CDB de 6 meses com a reserva para o 13º salário |
| Contas a receber (duplicatas a receber) | Vendas a prazo que o cliente ainda vai pagar | Boletos e cartão de crédito a receber |
| (-) Provisão para devedores duvidosos | Parte do contas a receber que provavelmente não será recebida; reduz o saldo | Provisão para clientes com mais de 90 dias de atraso |
| Estoques | Mercadorias, matéria-prima e produtos acabados destinados à venda ou ao consumo na produção | Peças em uma distribuidora, ingredientes em um restaurante |
| Impostos a recuperar | Créditos tributários que a empresa pode compensar ou receber | ICMS ou PIS/Cofins sobre compras que geram crédito |
| Adiantamentos a fornecedores e a funcionários | Valores pagos antes de receber o produto, o serviço ou o trabalho | Sinal pago por uma compra de mercadoria |
| Despesas antecipadas | Gastos pagos agora, mas que pertencem a meses futuros | Seguro anual, aluguel pago adiantado |
Cada conta tem seu código dentro do plano de contas, e a forma de lançar entradas e saídas nelas é tema do guia de contas contábeis. Duas dessas linhas merecem atenção. A provisão para devedores duvidosos é uma conta redutora: ela diminui o contas a receber para mostrar o valor que a empresa realmente espera receber (veja provisão e PDD). Já o estoque deve ser avaliado pelo menor valor entre o custo e o valor líquido de realização, conforme o CPC 16, o que significa que mercadoria encalhada ou vencida precisa perder valor no balanço.
O que é ativo não circulante?
O ativo não circulante é o grupo do balanço que reúne os bens e direitos que a empresa não pretende converter em caixa em até 12 meses. São os recursos de longo prazo: o que sustenta a operação por vários anos ou o que só será recebido mais tarde. A Lei 6.404/76 divide o grupo em quatro subgrupos.
- Realizável a longo prazo: direitos que só serão recebidos depois do exercício seguinte, como contas a receber com vencimento acima de 12 meses, depósitos judiciais e empréstimos concedidos a sócios ou a empresas ligadas.
- Investimentos: participações em outras empresas e imóveis mantidos para renda ou valorização, que não são usados na operação.
- Imobilizado: bens usados para operar o negócio, como máquinas, veículos, móveis, equipamentos de informática e imóveis. O guia de ativo imobilizado explica a contabilização e o controle patrimonial.
- Intangível: direitos sem forma física, como marcas, patentes, softwares adquiridos e fundo de comércio. Veja ativo intangível e goodwill.
Imobilizado, investimentos, intangível e realizável a longo prazo são, portanto, os exemplos clássicos de ativo não circulante. Os bens do imobilizado e do intangível perdem valor com o tempo ou com o uso, e essa perda é registrada em depreciação e amortização.
Ativo não circulante mantido para venda
Quando a empresa decide vender um bem do não circulante (um imóvel que deixou de usar, uma máquina substituída) e a venda é altamente provável, o CPC 31 manda reclassificar o bem para uma linha própria, de "ativo não circulante mantido para venda", avaliado pelo menor valor entre o contábil e o valor justo líquido das despesas de venda. Na prática da PME, isso importa porque o bem deixa de ser depreciado e passa a ser tratado como um recurso que vai virar caixa.
Qual a diferença entre ativo circulante e não circulante?
A diferença entre ativo circulante e não circulante é o prazo de conversão em caixa e a função de cada um na empresa. O circulante gira: financia a operação do dia a dia. O não circulante permanece: é a estrutura que gera receita por anos. A tabela resume.
| Critério | Ativo circulante | Ativo não circulante |
|---|---|---|
| Prazo de realização | Até 12 meses (ou dentro do ciclo operacional) | Acima de 12 meses |
| Liquidez | Alta | Baixa |
| Função | Financiar a operação e pagar as dívidas de curto prazo | Dar estrutura de produção e de longo prazo ao negócio |
| Subgrupos | Caixa, aplicações, contas a receber, estoques, outros créditos | Realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível |
| Efeito no resultado | Estoque vira custo quando é vendido | Imobilizado e intangível viram despesa por depreciação e amortização |
| Indicador que o usa | Liquidez corrente, liquidez seca, capital de giro | Imobilização do patrimônio líquido, endividamento |
Prazo de 12 meses ou ciclo operacional?
O corte é de 12 meses, a menos que o ciclo operacional da empresa seja maior. O ciclo operacional é o tempo entre comprar a matéria-prima ou a mercadoria e receber o dinheiro da venda. Quando ele passa de 12 meses, como em uma construtora que leva dois anos para entregar a obra, o prazo de classificação segue o ciclo, conforme o CPC 26. Para a maioria das PMEs de comércio, serviços e indústria leve, vale a regra dos 12 meses. O cálculo dos prazos médios está em ciclo operacional e financeiro.
Como classificar: é ativo circulante ou não circulante?
A pergunta que mais gera erro no balanço é "essa conta vai para o circulante ou para o não circulante?". O critério é o prazo esperado de realização, não o nome da conta nem a intenção do dono. Abaixo estão as dúvidas mais frequentes.
Estoque é ativo circulante ou não circulante?
Estoque é ativo circulante, porque a empresa o mantém para vender ou consumir na produção dentro do ciclo operacional. Exceção prática: peças de reposição que só serão usadas daqui a mais de um ano, quando o ciclo é de 12 meses, podem ser classificadas fora do circulante. Para saber se o estoque está girando de verdade, use o giro de estoque.
Contas a receber e duplicatas a receber
Contas a receber é ativo circulante enquanto o vencimento for em até 12 meses. A parte de uma venda parcelada que vence depois desse prazo vai para o realizável a longo prazo. Se uma venda de R$ 240.000 é paga em 24 parcelas mensais iguais de R$ 10.000, as 12 parcelas seguintes (R$ 120.000) ficam no circulante e as outras 12 (R$ 120.000) no não circulante. A cada mês, uma parcela migra do longo para o curto prazo. A rotina de cobrança está em contas a pagar e a receber.
Aplicação financeira é circulante ou não circulante?
Depende do prazo de resgate. A aplicação com liquidez diária entra em caixa e equivalentes de caixa, no circulante. A aplicação com vencimento em até 12 meses também é circulante. Um título com vencimento daqui a três anos, sem possibilidade de resgate antes, vai para o não circulante. Em PMEs, o erro comum é tratar tudo o que está no banco como caixa.
Depreciação acumulada é ativo circulante ou não circulante?
Depreciação acumulada não é ativo circulante. É uma conta redutora do imobilizado, e por isso fica no não circulante, com sinal negativo. Se a empresa tem máquinas de R$ 900.000 e depreciação acumulada de R$ 300.000, o imobilizado líquido no balanço é de R$ 600.000.
Investimento e imobilizado são ativo circulante?
Nenhum dos dois. Investimento (participação em outra empresa, imóvel para renda) e imobilizado (bens de uso) ficam no não circulante. Se a empresa aplica o excedente de caixa em CDB, isso é uma aplicação financeira, e não "investimento" no sentido contábil. A palavra é a mesma, mas o grupo muda.
Exemplo prático: o balanço de uma distribuidora de autopeças
Imagine uma distribuidora de autopeças fictícia, que fatura cerca de R$ 1,2 milhão por mês. Em 31 de dezembro, o ativo dela estava assim (valores em reais):
| Ativo | Valor (R$) |
|---|---|
| Ativo circulante | 1.300.000 |
| Caixa e bancos | 80.000 |
| Aplicações financeiras de curto prazo | 120.000 |
| Contas a receber de clientes | 600.000 |
| (-) Provisão para devedores duvidosos | (30.000) |
| Estoques | 450.000 |
| Impostos a recuperar | 60.000 |
| Despesas antecipadas (seguros) | 20.000 |
| Ativo não circulante | 750.000 |
| Realizável a longo prazo (depósitos judiciais) | 40.000 |
| Investimentos (participação em outra empresa) | 50.000 |
| Imobilizado (R$ 900.000 menos R$ 300.000 de depreciação acumulada) | 600.000 |
| Intangível (software de gestão) | 60.000 |
| Total do ativo | 2.050.000 |
As contas fecham assim. Circulante: 80.000 + 120.000 + 600.000 − 30.000 + 450.000 + 60.000 + 20.000 = 1.300.000. Não circulante: 40.000 + 50.000 + 600.000 + 60.000 = 750.000. Total: 1.300.000 + 750.000 = 2.050.000.
Agora a leitura. O circulante representa 63,4% do ativo (1.300.000 ÷ 2.050.000). Desse circulante, só R$ 200.000 (caixa e aplicações) são dinheiro; os outros R$ 1.100.000 estão em clientes, estoque e créditos. Se o passivo circulante da empresa, as dívidas de curto prazo, for de R$ 800.000, o capital circulante líquido é de R$ 500.000 e a liquidez corrente é de 1,63 (1.300.000 ÷ 800.000). Descontando o estoque, a liquidez seca é de 1,06 ((1.300.000 − 450.000) ÷ 800.000). Os números parecem confortáveis, mas o caixa imediato cobre apenas 25% das dívidas de curto prazo (200.000 ÷ 800.000). Quem paga as contas da semana que vem é o caixa, e não o contas a receber.
Como ler o ativo circulante para decidir
O ativo circulante sozinho não diz muito. Ele passa a orientar decisão quando é comparado com as dívidas de curto prazo e com o ritmo da operação. Os três cálculos básicos:
Fórmula: Liquidez corrente = ativo circulante ÷ passivo circulante
Fórmula: Liquidez seca = (ativo circulante − estoques) ÷ passivo circulante
Fórmula: Capital circulante líquido = ativo circulante − passivo circulante
Uma liquidez corrente acima de 1 indica que o circulante cobre as dívidas de curto prazo no papel. O detalhamento de cada índice, inclusive a liquidez imediata e a geral, está em índices de liquidez, e o outro lado da conta (as dívidas) está em passivo circulante e não circulante. O conjunto dos principais indicadores está em indicadores financeiros.
Três cuidados evitam leituras erradas:
- Qualidade importa mais que tamanho. R$ 600.000 de contas a receber com 20% vencidos há mais de 90 dias valem menos que R$ 600.000 em dia. Estoque parado há um ano também vale menos que o custo registrado.
- Prazo importa. Um circulante alto, mas que só vira caixa em 90 dias, não paga a folha de pagamento da semana que vem.
- Setor muda o parâmetro. Uma liquidez corrente de 1,2 é saudável para um varejo que recebe à vista e arriscada para uma indústria que vende a prazo longo.
Como o ativo circulante e o não circulante funcionam na rotina de uma PME
Classificar certo no balanço é só o resultado. O trabalho está na rotina mensal que alimenta cada conta. Um roteiro enxuto:
- Concilie o caixa e os bancos. O saldo do balanço tem de bater com o extrato. Sem isso, nada acima dele é confiável (veja conciliação bancária).
- Revise o contas a receber por vencimento. Separe o que vence em até 12 meses do que vence depois, e identifique os atrasos por faixa de dias.
- Atualize a provisão para devedores duvidosos. Ela deve acompanhar a inadimplência real da carteira (veja inadimplência).
- Confira o estoque contado com o estoque contábil. Registre perdas, vencimentos e itens obsoletos antes de fechar o mês. A curva ABC mostra onde concentrar a contagem.
- Revise os adiantamentos e as despesas antecipadas. O que já foi consumido deve virar despesa no mês certo (veja regime de caixa e regime de competência).
- Atualize o imobilizado e o intangível. Lance a depreciação e a amortização do mês e baixe os bens vendidos, sucateados ou desaparecidos.
- Reclassifique o que mudou de prazo. A parcela que passa a vencer em menos de 12 meses migra do longo para o curto prazo.
- Leve os números para a reunião de resultado. Esse fechamento mensal é o que a Controladoria organiza. Liquidez, prazo de recebimento, giro de estoque e caixa projetado devem ser lidos junto com a DRE e o fluxo de caixa.
Erros comuns na classificação e no controle
- Tratar o contas a receber como caixa. A empresa "tem" R$ 600.000 a receber, mas não pode pagar fornecedor com duplicata sem desconto.
- Esquecer a provisão. O ativo fica inflado e o lucro é superestimado até o calote aparecer.
- Manter estoque obsoleto pelo custo original. O balanço mostra um valor que a empresa nunca vai realizar.
- Lançar empréstimo a sócio no circulante. Quando não é negócio usual da empresa, entra no realizável a longo prazo. Misturar contas pessoais e da empresa é um problema por si só (veja como separar finanças pessoais e empresariais).
- Classificar compra de equipamento como despesa. O bem deveria entrar no imobilizado e ser depreciado, o que muda o resultado do mês.
- Não reclassificar prazos. O balanço de dezembro mostra um longo prazo que na verdade vence em março.
O que fazer quando o ativo circulante piora
Se a liquidez cai, o primeiro passo é descobrir qual conta mudou. Caixa menor com contas a receber maior sugere prazo de recebimento alongado ou inadimplência. Estoque maior sem aumento de vendas sugere compra excessiva. Circulante estável, mas dívida de curto prazo maior, sugere que a empresa financiou investimento com capital de giro. A ação muda em cada caso: revisar a política de crédito, reduzir compras, renegociar prazos com fornecedores ou trocar dívida curta por longa. O ponto de partida está em capital de giro e em dashboard financeiro, que mostra essas contas mês a mês, sem esperar a planilha ficar pronta.
Ativo circulante e passivo circulante: qual a relação?
O ativo circulante é o que a empresa tem para receber ou consumir no curto prazo. O passivo circulante é o que ela tem para pagar no mesmo prazo: fornecedores, salários, impostos e parcelas de empréstimo. A comparação entre os dois responde se a empresa chega ao fim do mês sem apertos. Quando o ativo circulante é maior que o passivo circulante, sobra capital de giro; quando é menor, a empresa depende de novas dívidas ou de vender mais rápido para pagar o que deve. O que sobra para os sócios depois de descontar todas as dívidas, de curto e de longo prazo, é o patrimônio líquido.
Onde isso entra no trabalho da BGP
Na Controladoria da BGP, o time opera o ciclo financeiro mensal da empresa: concilia banco e contabilidade, projeta o caixa e acompanha o orçamento. As contas do ativo circulante passam por essa rotina todo mês, e o resultado aparece nos relatórios do GO BI, o painel que a Controladoria já inclui, lido junto com a gestão. O balanço do contador mostra a classificação; a leitura gerencial mostra o que ela significa para o caixa dos próximos meses. Quem quer apenas o painel conectado ao ERP pode olhar a frente de Analytics. Não há fórmula pronta que dispense o diagnóstico: cada empresa tem seu ciclo e seus prazos.
Perguntas frequentes sobre ativo circulante e não circulante
O que é circulante e não circulante?
Circulante é o que a empresa espera receber, vender, consumir ou pagar em até 12 meses (ou dentro do ciclo operacional). Não circulante é o que ultrapassa esse prazo. A divisão existe nos dois lados do balanço: ativo circulante e não circulante de um lado, passivo circulante e não circulante do outro.
Quais são as 5 contas do ativo circulante?
As cinco contas mais citadas são caixa, bancos, aplicações financeiras de liquidez imediata, contas a receber (duplicatas a receber) e estoques. Na prática, a lista inclui também impostos a recuperar, adiantamentos e despesas antecipadas, além da conta redutora de provisão para devedores duvidosos.
O que é um ativo não circulante?
É um bem ou direito que a empresa não espera converter em caixa em até 12 meses. Reúne o realizável a longo prazo, os investimentos, o imobilizado (máquinas, veículos, imóveis de uso) e o intangível (marcas, softwares, patentes). É a estrutura que sustenta a operação por vários anos.
O que é ativo, com exemplos?
Ativo é todo recurso controlado pela empresa, resultado de eventos passados, do qual se espera benefício econômico futuro. Exemplos: dinheiro no banco, duplicatas a receber, estoque de mercadorias, uma máquina, um veículo, um software adquirido e o direito de uso de uma marca registrada.
Estoque é ativo circulante ou não circulante?
Estoque é ativo circulante, porque a empresa o mantém para vender ou consumir dentro do ciclo operacional. Só em casos específicos, como peças de reposição que serão usadas depois de mais de 12 meses, o item pode ser classificado no não circulante.
Imobilizado é ativo circulante ou não circulante?
O imobilizado é ativo não circulante. Ele reúne os bens usados na operação por mais de um ano, como máquinas, veículos e imóveis. A depreciação acumulada, que reduz o valor desses bens, também fica no não circulante, como conta redutora.
Qual a diferença entre ativo circulante e não circulante?
A diferença está no prazo e na função. O circulante é realizado em até 12 meses e financia a operação do dia a dia. O não circulante é de longo prazo e forma a estrutura produtiva e os direitos que levam mais tempo para virar caixa.
Contas a receber é ativo circulante ou não circulante?
Depende do vencimento. A parte que vence em até 12 meses é ativo circulante; a que vence depois vai para o realizável a longo prazo, no não circulante. Em vendas parceladas, parte da carteira fica em cada grupo, e a cada mês uma parcela migra do longo para o curto prazo.


