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8 de outubro de 2026 · 17 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Ativo circulante e não circulante: o que são, exemplos e como classificar

Ativo circulante e não circulante: o que são, exemplos e como classificar

Ativo circulante é o grupo do balanço patrimonial que reúne o dinheiro e os bens e direitos que a empresa espera transformar em caixa, vender ou consumir em até 12 meses (ou dentro do ciclo operacional, quando ele é maior). Já o ativo não circulante reúne o que fica na empresa por mais tempo.

Estoque, aplicação financeira, depreciação e contas a receber estão entre os itens que mais geram dúvida na hora de classificar. O texto mostra as contas de cada grupo, a diferença entre os dois e como resolver esses casos, com um exemplo numérico completo e o uso desses números no dia a dia do dono de PME.

O que é ativo circulante?

O ativo circulante é o primeiro bloco do ativo no balanço patrimonial. Ele reúne tudo o que a empresa tem de mais líquido: o dinheiro em caixa e no banco, o que os clientes ainda vão pagar, as mercadorias que vai vender e os valores pagos antecipadamente que ainda serão consumidos. A palavra "circulante" vem da ideia de que esses itens estão em movimento: o estoque vira venda, a venda vira conta a receber e a conta a receber vira caixa, que paga fornecedores e compra novo estoque.

A regra vem da Lei das S.A. (Lei 6.404/76, arts. 178 e 179, com a redação dada pela Lei 11.638/07). O ativo é dividido em circulante e não circulante, e o circulante inclui as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social seguinte e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. Mesmo quem não é sociedade anônima segue essa estrutura, porque ela é o padrão das normas contábeis brasileiras. Para entender como os dois lados do balanço se relacionam, veja o guia de ativo e passivo.

Na gestão da PME, o ativo circulante responde a uma pergunta simples: o que a empresa tem para transformar em caixa no curto prazo, e quanto disso realmente chega ao caixa?

Ativo circulante operacional e ativo circulante financeiro

Para a análise gerencial, vale separar o circulante em dois blocos. O ativo circulante financeiro reúne caixa, bancos e aplicações de liquidez imediata: é o dinheiro que já existe. O ativo circulante operacional reúne contas a receber, estoques, impostos a recuperar e adiantamentos: é o dinheiro que está preso na operação e depende de venda, cobrança e giro para chegar ao caixa. Uma empresa pode ter um circulante grande e pouco caixa, e é justamente essa diferença que explica por que empresas lucrativas ficam sem dinheiro. Esse efeito aparece com detalhe no guia de capital de giro.

Uma lembrança útil: o que entra no contas a receber é a venda a prazo pelo valor da nota. A diferença entre o que foi faturado e o que fica para a empresa depois de devoluções e impostos está em receita bruta e líquida.

Quais são as contas do ativo circulante?

Quando alguém pergunta quais são as 5 contas do ativo circulante, a resposta de manual costuma ser: caixa, bancos, aplicações financeiras de liquidez imediata, contas a receber de clientes (duplicatas a receber) e estoques. Na prática, uma PME costuma ter mais algumas, como impostos a recuperar, adiantamentos a fornecedores e despesas antecipadas. A tabela mostra as principais, em ordem decrescente de liquidez, que é a ordem em que aparecem no balanço.

Conta do ativo circulanteO que representaExemplo em uma PME
Caixa e equivalentes de caixaDinheiro em espécie, saldo em conta corrente e aplicações de resgate imediatoSaldo da conta corrente no fim do mês, CDB com liquidez diária
Aplicações financeiras de curto prazoInvestimentos que a empresa pode resgatar em até 12 mesesCDB de 6 meses com a reserva para o 13º salário
Contas a receber (duplicatas a receber)Vendas a prazo que o cliente ainda vai pagarBoletos e cartão de crédito a receber
(-) Provisão para devedores duvidososParte do contas a receber que provavelmente não será recebida; reduz o saldoProvisão para clientes com mais de 90 dias de atraso
EstoquesMercadorias, matéria-prima e produtos acabados destinados à venda ou ao consumo na produçãoPeças em uma distribuidora, ingredientes em um restaurante
Impostos a recuperarCréditos tributários que a empresa pode compensar ou receberICMS ou PIS/Cofins sobre compras que geram crédito
Adiantamentos a fornecedores e a funcionáriosValores pagos antes de receber o produto, o serviço ou o trabalhoSinal pago por uma compra de mercadoria
Despesas antecipadasGastos pagos agora, mas que pertencem a meses futurosSeguro anual, aluguel pago adiantado

Cada conta tem seu código dentro do plano de contas, e a forma de lançar entradas e saídas nelas é tema do guia de contas contábeis. Duas dessas linhas merecem atenção. A provisão para devedores duvidosos é uma conta redutora: ela diminui o contas a receber para mostrar o valor que a empresa realmente espera receber (veja provisão e PDD). Já o estoque deve ser avaliado pelo menor valor entre o custo e o valor líquido de realização, conforme o CPC 16, o que significa que mercadoria encalhada ou vencida precisa perder valor no balanço.

O que é ativo não circulante?

O ativo não circulante é o grupo do balanço que reúne os bens e direitos que a empresa não pretende converter em caixa em até 12 meses. São os recursos de longo prazo: o que sustenta a operação por vários anos ou o que só será recebido mais tarde. A Lei 6.404/76 divide o grupo em quatro subgrupos.

  • Realizável a longo prazo: direitos que só serão recebidos depois do exercício seguinte, como contas a receber com vencimento acima de 12 meses, depósitos judiciais e empréstimos concedidos a sócios ou a empresas ligadas.
  • Investimentos: participações em outras empresas e imóveis mantidos para renda ou valorização, que não são usados na operação.
  • Imobilizado: bens usados para operar o negócio, como máquinas, veículos, móveis, equipamentos de informática e imóveis. O guia de ativo imobilizado explica a contabilização e o controle patrimonial.
  • Intangível: direitos sem forma física, como marcas, patentes, softwares adquiridos e fundo de comércio. Veja ativo intangível e goodwill.

Imobilizado, investimentos, intangível e realizável a longo prazo são, portanto, os exemplos clássicos de ativo não circulante. Os bens do imobilizado e do intangível perdem valor com o tempo ou com o uso, e essa perda é registrada em depreciação e amortização.

Ativo não circulante mantido para venda

Quando a empresa decide vender um bem do não circulante (um imóvel que deixou de usar, uma máquina substituída) e a venda é altamente provável, o CPC 31 manda reclassificar o bem para uma linha própria, de "ativo não circulante mantido para venda", avaliado pelo menor valor entre o contábil e o valor justo líquido das despesas de venda. Na prática da PME, isso importa porque o bem deixa de ser depreciado e passa a ser tratado como um recurso que vai virar caixa.

Qual a diferença entre ativo circulante e não circulante?

A diferença entre ativo circulante e não circulante é o prazo de conversão em caixa e a função de cada um na empresa. O circulante gira: financia a operação do dia a dia. O não circulante permanece: é a estrutura que gera receita por anos. A tabela resume.

CritérioAtivo circulanteAtivo não circulante
Prazo de realizaçãoAté 12 meses (ou dentro do ciclo operacional)Acima de 12 meses
LiquidezAltaBaixa
FunçãoFinanciar a operação e pagar as dívidas de curto prazoDar estrutura de produção e de longo prazo ao negócio
SubgruposCaixa, aplicações, contas a receber, estoques, outros créditosRealizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível
Efeito no resultadoEstoque vira custo quando é vendidoImobilizado e intangível viram despesa por depreciação e amortização
Indicador que o usaLiquidez corrente, liquidez seca, capital de giroImobilização do patrimônio líquido, endividamento

Prazo de 12 meses ou ciclo operacional?

O corte é de 12 meses, a menos que o ciclo operacional da empresa seja maior. O ciclo operacional é o tempo entre comprar a matéria-prima ou a mercadoria e receber o dinheiro da venda. Quando ele passa de 12 meses, como em uma construtora que leva dois anos para entregar a obra, o prazo de classificação segue o ciclo, conforme o CPC 26. Para a maioria das PMEs de comércio, serviços e indústria leve, vale a regra dos 12 meses. O cálculo dos prazos médios está em ciclo operacional e financeiro.

Como classificar: é ativo circulante ou não circulante?

A pergunta que mais gera erro no balanço é "essa conta vai para o circulante ou para o não circulante?". O critério é o prazo esperado de realização, não o nome da conta nem a intenção do dono. Abaixo estão as dúvidas mais frequentes.

Estoque é ativo circulante ou não circulante?

Estoque é ativo circulante, porque a empresa o mantém para vender ou consumir na produção dentro do ciclo operacional. Exceção prática: peças de reposição que só serão usadas daqui a mais de um ano, quando o ciclo é de 12 meses, podem ser classificadas fora do circulante. Para saber se o estoque está girando de verdade, use o giro de estoque.

Contas a receber e duplicatas a receber

Contas a receber é ativo circulante enquanto o vencimento for em até 12 meses. A parte de uma venda parcelada que vence depois desse prazo vai para o realizável a longo prazo. Se uma venda de R$ 240.000 é paga em 24 parcelas mensais iguais de R$ 10.000, as 12 parcelas seguintes (R$ 120.000) ficam no circulante e as outras 12 (R$ 120.000) no não circulante. A cada mês, uma parcela migra do longo para o curto prazo. A rotina de cobrança está em contas a pagar e a receber.

Aplicação financeira é circulante ou não circulante?

Depende do prazo de resgate. A aplicação com liquidez diária entra em caixa e equivalentes de caixa, no circulante. A aplicação com vencimento em até 12 meses também é circulante. Um título com vencimento daqui a três anos, sem possibilidade de resgate antes, vai para o não circulante. Em PMEs, o erro comum é tratar tudo o que está no banco como caixa.

Depreciação acumulada é ativo circulante ou não circulante?

Depreciação acumulada não é ativo circulante. É uma conta redutora do imobilizado, e por isso fica no não circulante, com sinal negativo. Se a empresa tem máquinas de R$ 900.000 e depreciação acumulada de R$ 300.000, o imobilizado líquido no balanço é de R$ 600.000.

Investimento e imobilizado são ativo circulante?

Nenhum dos dois. Investimento (participação em outra empresa, imóvel para renda) e imobilizado (bens de uso) ficam no não circulante. Se a empresa aplica o excedente de caixa em CDB, isso é uma aplicação financeira, e não "investimento" no sentido contábil. A palavra é a mesma, mas o grupo muda.

Exemplo prático: o balanço de uma distribuidora de autopeças

Imagine uma distribuidora de autopeças fictícia, que fatura cerca de R$ 1,2 milhão por mês. Em 31 de dezembro, o ativo dela estava assim (valores em reais):

AtivoValor (R$)
Ativo circulante1.300.000
Caixa e bancos80.000
Aplicações financeiras de curto prazo120.000
Contas a receber de clientes600.000
(-) Provisão para devedores duvidosos(30.000)
Estoques450.000
Impostos a recuperar60.000
Despesas antecipadas (seguros)20.000
Ativo não circulante750.000
Realizável a longo prazo (depósitos judiciais)40.000
Investimentos (participação em outra empresa)50.000
Imobilizado (R$ 900.000 menos R$ 300.000 de depreciação acumulada)600.000
Intangível (software de gestão)60.000
Total do ativo2.050.000

As contas fecham assim. Circulante: 80.000 + 120.000 + 600.000 − 30.000 + 450.000 + 60.000 + 20.000 = 1.300.000. Não circulante: 40.000 + 50.000 + 600.000 + 60.000 = 750.000. Total: 1.300.000 + 750.000 = 2.050.000.

Agora a leitura. O circulante representa 63,4% do ativo (1.300.000 ÷ 2.050.000). Desse circulante, só R$ 200.000 (caixa e aplicações) são dinheiro; os outros R$ 1.100.000 estão em clientes, estoque e créditos. Se o passivo circulante da empresa, as dívidas de curto prazo, for de R$ 800.000, o capital circulante líquido é de R$ 500.000 e a liquidez corrente é de 1,63 (1.300.000 ÷ 800.000). Descontando o estoque, a liquidez seca é de 1,06 ((1.300.000 − 450.000) ÷ 800.000). Os números parecem confortáveis, mas o caixa imediato cobre apenas 25% das dívidas de curto prazo (200.000 ÷ 800.000). Quem paga as contas da semana que vem é o caixa, e não o contas a receber.

Como ler o ativo circulante para decidir

O ativo circulante sozinho não diz muito. Ele passa a orientar decisão quando é comparado com as dívidas de curto prazo e com o ritmo da operação. Os três cálculos básicos:

Fórmula: Liquidez corrente = ativo circulante ÷ passivo circulante

Fórmula: Liquidez seca = (ativo circulante − estoques) ÷ passivo circulante

Fórmula: Capital circulante líquido = ativo circulante − passivo circulante

Uma liquidez corrente acima de 1 indica que o circulante cobre as dívidas de curto prazo no papel. O detalhamento de cada índice, inclusive a liquidez imediata e a geral, está em índices de liquidez, e o outro lado da conta (as dívidas) está em passivo circulante e não circulante. O conjunto dos principais indicadores está em indicadores financeiros.

Três cuidados evitam leituras erradas:

  • Qualidade importa mais que tamanho. R$ 600.000 de contas a receber com 20% vencidos há mais de 90 dias valem menos que R$ 600.000 em dia. Estoque parado há um ano também vale menos que o custo registrado.
  • Prazo importa. Um circulante alto, mas que só vira caixa em 90 dias, não paga a folha de pagamento da semana que vem.
  • Setor muda o parâmetro. Uma liquidez corrente de 1,2 é saudável para um varejo que recebe à vista e arriscada para uma indústria que vende a prazo longo.

Como o ativo circulante e o não circulante funcionam na rotina de uma PME

Classificar certo no balanço é só o resultado. O trabalho está na rotina mensal que alimenta cada conta. Um roteiro enxuto:

  1. Concilie o caixa e os bancos. O saldo do balanço tem de bater com o extrato. Sem isso, nada acima dele é confiável (veja conciliação bancária).
  2. Revise o contas a receber por vencimento. Separe o que vence em até 12 meses do que vence depois, e identifique os atrasos por faixa de dias.
  3. Atualize a provisão para devedores duvidosos. Ela deve acompanhar a inadimplência real da carteira (veja inadimplência).
  4. Confira o estoque contado com o estoque contábil. Registre perdas, vencimentos e itens obsoletos antes de fechar o mês. A curva ABC mostra onde concentrar a contagem.
  5. Revise os adiantamentos e as despesas antecipadas. O que já foi consumido deve virar despesa no mês certo (veja regime de caixa e regime de competência).
  6. Atualize o imobilizado e o intangível. Lance a depreciação e a amortização do mês e baixe os bens vendidos, sucateados ou desaparecidos.
  7. Reclassifique o que mudou de prazo. A parcela que passa a vencer em menos de 12 meses migra do longo para o curto prazo.
  8. Leve os números para a reunião de resultado. Esse fechamento mensal é o que a Controladoria organiza. Liquidez, prazo de recebimento, giro de estoque e caixa projetado devem ser lidos junto com a DRE e o fluxo de caixa.

Erros comuns na classificação e no controle

  • Tratar o contas a receber como caixa. A empresa "tem" R$ 600.000 a receber, mas não pode pagar fornecedor com duplicata sem desconto.
  • Esquecer a provisão. O ativo fica inflado e o lucro é superestimado até o calote aparecer.
  • Manter estoque obsoleto pelo custo original. O balanço mostra um valor que a empresa nunca vai realizar.
  • Lançar empréstimo a sócio no circulante. Quando não é negócio usual da empresa, entra no realizável a longo prazo. Misturar contas pessoais e da empresa é um problema por si só (veja como separar finanças pessoais e empresariais).
  • Classificar compra de equipamento como despesa. O bem deveria entrar no imobilizado e ser depreciado, o que muda o resultado do mês.
  • Não reclassificar prazos. O balanço de dezembro mostra um longo prazo que na verdade vence em março.

O que fazer quando o ativo circulante piora

Se a liquidez cai, o primeiro passo é descobrir qual conta mudou. Caixa menor com contas a receber maior sugere prazo de recebimento alongado ou inadimplência. Estoque maior sem aumento de vendas sugere compra excessiva. Circulante estável, mas dívida de curto prazo maior, sugere que a empresa financiou investimento com capital de giro. A ação muda em cada caso: revisar a política de crédito, reduzir compras, renegociar prazos com fornecedores ou trocar dívida curta por longa. O ponto de partida está em capital de giro e em dashboard financeiro, que mostra essas contas mês a mês, sem esperar a planilha ficar pronta.

Falar com um especialista da BGP

Ativo circulante e passivo circulante: qual a relação?

O ativo circulante é o que a empresa tem para receber ou consumir no curto prazo. O passivo circulante é o que ela tem para pagar no mesmo prazo: fornecedores, salários, impostos e parcelas de empréstimo. A comparação entre os dois responde se a empresa chega ao fim do mês sem apertos. Quando o ativo circulante é maior que o passivo circulante, sobra capital de giro; quando é menor, a empresa depende de novas dívidas ou de vender mais rápido para pagar o que deve. O que sobra para os sócios depois de descontar todas as dívidas, de curto e de longo prazo, é o patrimônio líquido.

Onde isso entra no trabalho da BGP

Na Controladoria da BGP, o time opera o ciclo financeiro mensal da empresa: concilia banco e contabilidade, projeta o caixa e acompanha o orçamento. As contas do ativo circulante passam por essa rotina todo mês, e o resultado aparece nos relatórios do GO BI, o painel que a Controladoria já inclui, lido junto com a gestão. O balanço do contador mostra a classificação; a leitura gerencial mostra o que ela significa para o caixa dos próximos meses. Quem quer apenas o painel conectado ao ERP pode olhar a frente de Analytics. Não há fórmula pronta que dispense o diagnóstico: cada empresa tem seu ciclo e seus prazos.

Perguntas frequentes sobre ativo circulante e não circulante

O que é circulante e não circulante?

Circulante é o que a empresa espera receber, vender, consumir ou pagar em até 12 meses (ou dentro do ciclo operacional). Não circulante é o que ultrapassa esse prazo. A divisão existe nos dois lados do balanço: ativo circulante e não circulante de um lado, passivo circulante e não circulante do outro.

Quais são as 5 contas do ativo circulante?

As cinco contas mais citadas são caixa, bancos, aplicações financeiras de liquidez imediata, contas a receber (duplicatas a receber) e estoques. Na prática, a lista inclui também impostos a recuperar, adiantamentos e despesas antecipadas, além da conta redutora de provisão para devedores duvidosos.

O que é um ativo não circulante?

É um bem ou direito que a empresa não espera converter em caixa em até 12 meses. Reúne o realizável a longo prazo, os investimentos, o imobilizado (máquinas, veículos, imóveis de uso) e o intangível (marcas, softwares, patentes). É a estrutura que sustenta a operação por vários anos.

O que é ativo, com exemplos?

Ativo é todo recurso controlado pela empresa, resultado de eventos passados, do qual se espera benefício econômico futuro. Exemplos: dinheiro no banco, duplicatas a receber, estoque de mercadorias, uma máquina, um veículo, um software adquirido e o direito de uso de uma marca registrada.

Estoque é ativo circulante ou não circulante?

Estoque é ativo circulante, porque a empresa o mantém para vender ou consumir dentro do ciclo operacional. Só em casos específicos, como peças de reposição que serão usadas depois de mais de 12 meses, o item pode ser classificado no não circulante.

Imobilizado é ativo circulante ou não circulante?

O imobilizado é ativo não circulante. Ele reúne os bens usados na operação por mais de um ano, como máquinas, veículos e imóveis. A depreciação acumulada, que reduz o valor desses bens, também fica no não circulante, como conta redutora.

Qual a diferença entre ativo circulante e não circulante?

A diferença está no prazo e na função. O circulante é realizado em até 12 meses e financia a operação do dia a dia. O não circulante é de longo prazo e forma a estrutura produtiva e os direitos que levam mais tempo para virar caixa.

Contas a receber é ativo circulante ou não circulante?

Depende do vencimento. A parte que vence em até 12 meses é ativo circulante; a que vence depois vai para o realizável a longo prazo, no não circulante. Em vendas parceladas, parte da carteira fica em cada grupo, e a cada mês uma parcela migra do longo para o curto prazo.

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