Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP
Passivo circulante e não circulante: o que são, exemplos e diferença

Passivo circulante e não circulante são os dois grupos de dívidas e obrigações da empresa no balanço patrimonial. O passivo circulante reúne o que vence em até 12 meses, como fornecedores, salários e impostos. O passivo não circulante reúne o que vence depois disso, como financiamentos de longo prazo.
Dívida de curto ou de longo prazo? A definição de cada grupo, as contas que entram em cada um e a diferença entre eles respondem a essa pergunta, e o texto mostra como analisar as dívidas com indicadores, em um exemplo numérico completo e na rotina de uma PME.
O que são passivo circulante e passivo não circulante?
O passivo é tudo o que a empresa deve a terceiros: fornecedores, funcionários, governo, bancos e sócios. No balanço patrimonial, ele aparece ao lado do patrimônio líquido e é dividido pelo prazo em que a obrigação precisa ser paga. Esse critério de prazo é o que separa o circulante do não circulante. Para ver onde o balanço se encaixa entre os relatórios da empresa, vale conhecer as demonstrações contábeis.
A regra vem da Lei 6.404/76 (Lei das S.A.), art. 180, e do CPC 26 (R1), a norma de apresentação das demonstrações contábeis. A regra geral: a obrigação é circulante quando vence no exercício seguinte, ou seja, em até 12 meses após a data do balanço. Se vence depois disso, é não circulante. O CPC 26 também manda classificar como circulante a dívida mantida para negociação e aquela que a empresa não tem o direito de adiar por pelo menos 12 meses.
Antes das Leis 11.638/07 e 11.941/09, que reformaram a Lei 6.404/76, o grupo de longo prazo se chamava "exigível a longo prazo". Hoje o nome correto é passivo não circulante, e é isso que as empresas e a contabilidade usam. Se você quer a visão geral de ativos e passivos, o guia de ativo e passivo faz esse papel. Aqui o foco é o passivo e a leitura gerencial dele.
O que é passivo circulante?
Passivo circulante é o conjunto de obrigações que a empresa vai pagar em até 12 meses (ou dentro do ciclo operacional, quando ele for maior que um ano). É o passivo de curto prazo: aquilo que vai pressionar o caixa nos próximos meses.
Quais são as contas do passivo circulante?
As contas contábeis variam conforme o plano de contas de cada empresa, mas as mais comuns são:
- Fornecedores: compras a prazo de mercadorias, matéria-prima e serviços.
- Salários e encargos a pagar: folha, INSS, FGTS e demais encargos do mês.
- Impostos e contribuições a recolher: tributos sobre venda, folha e lucro que vencem em breve.
- Empréstimos e financiamentos (parte de curto prazo): as parcelas que vencem nos próximos 12 meses.
- Provisões de férias e 13º salário: obrigações já geradas pelo trabalho prestado, mas ainda não pagas.
- Adiantamentos de clientes: dinheiro recebido por uma entrega que ainda não aconteceu.
- Dividendos a pagar: lucro já destinado aos sócios e ainda não pago.
- Contas a pagar diversas: aluguel, energia, comissões e outras despesas já reconhecidas.
Para organizar essas contas e os vencimentos no dia a dia, o guia de contas a pagar e a receber mostra a rotina e os prazos médios.
Passivo circulante operacional e financeiro
Na análise gerencial, o passivo circulante costuma ser dividido em dois blocos. O passivo circulante operacional nasce da operação: fornecedores, salários, impostos e adiantamentos. Ele financia o giro do negócio e tende a crescer junto com as vendas. O passivo circulante financeiro (ou passivo financeiro de curto prazo) vem de decisões de financiamento: parcelas de empréstimos, desconto de títulos e cheque especial. Separar os dois muda a conversa: dívida operacional faz parte do ciclo normal; dívida financeira tem custo de juros e precisa de fonte de pagamento.
O que é passivo não circulante?
Passivo não circulante é o conjunto de obrigações com vencimento depois dos 12 meses seguintes ao balanço. Ele mostra como a empresa financia o longo prazo: expansão, compra de ativo imobilizado, capital de giro de maior prazo e reorganização de dívidas.
Quais são as contas do passivo não circulante?
- Empréstimos e financiamentos de longo prazo: a parte da dívida que vence depois de 12 meses, inclusive a das operações de Tabela Price e SAC.
- Debêntures a pagar: títulos de dívida emitidos pela empresa, como explica o guia de debêntures.
- Parcelamentos de tributos: impostos renegociados para pagar em prazo maior.
- Provisões de longo prazo: por exemplo, contingências trabalhistas ou cíveis cuja saída de caixa é esperada para além de um ano. Veja mais em provisão e PDD.
- Contas a pagar de longo prazo a partes relacionadas: empréstimos de sócios ou de empresas do mesmo grupo, com prazo acima de 12 meses.
- Receitas e passivos diferidos de longo prazo: valores recebidos que só serão reconhecidos ou devolvidos mais à frente.
Uma confusão frequente: o patrimônio líquido não é passivo não circulante. O patrimônio líquido é o capital dos sócios (capital social, reservas e lucros acumulados). O passivo é o que a empresa deve a terceiros, inclusive ao sócio quando ele empresta dinheiro à empresa ou tem dividendo declarado a receber. Os dois ficam do mesmo lado do balanço, mas são grupos diferentes.
Qual a diferença entre passivo circulante e não circulante?
A diferença está no prazo de vencimento e no que cada grupo diz sobre a empresa. O circulante mostra a pressão sobre o caixa de curto prazo. O não circulante mostra a estrutura de financiamento de longo prazo.
| Critério | Passivo circulante | Passivo não circulante |
|---|---|---|
| Prazo de vencimento | Até 12 meses após o balanço (ou dentro do ciclo operacional) | Acima de 12 meses |
| Natureza típica | Obrigações da operação e parcelas a vencer | Financiamentos, debêntures, parcelamentos e provisões de longo prazo |
| Exemplos | Fornecedores, salários, impostos, férias, parcela de empréstimo | Empréstimo de longo prazo, financiamento de máquinas, parcelamento de tributos |
| Impacto no caixa | Imediato: sai dinheiro nos próximos meses | Futuro: exige planejamento da geração de caixa |
| Indicador que usa | Liquidez corrente, seca e imediata; capital circulante líquido | Endividamento e composição do endividamento |
| Pergunta que responde | A empresa consegue pagar o que vence logo? | A estrutura de dívida cabe na geração de caixa ao longo dos anos? |
O mesmo raciocínio vale do lado do ativo, com a lógica de prazo espelhada. Para ver o outro lado dessa conta, leia o guia de ativo circulante e não circulante: é a comparação entre os dois lados que dá a liquidez da empresa.
Fornecedores, empréstimo, impostos e dividendos: circulante ou não circulante?
Estas são as dúvidas de classificação que mais aparecem. A resposta quase sempre depende do prazo.
Fornecedores é passivo circulante ou não circulante?
Fornecedores é passivo circulante, porque as compras a prazo costumam ser pagas em 30, 60 ou 90 dias. Só seria não circulante se houvesse um acordo para pagar a dívida depois de 12 meses, o que é raro e geralmente indica renegociação.
Empréstimo e financiamento são passivo circulante ou não circulante?
Os dois, divididos por parcela. As parcelas que vencem em até 12 meses ficam no circulante. O saldo restante fica no não circulante. É por isso que uma mesma dívida aparece em duas linhas do balanço. Um empréstimo de R$ 600.000 com parcelas anuais de R$ 150.000 mostra R$ 150.000 no circulante e R$ 450.000 no não circulante.
Imposto a recolher é passivo circulante?
Sim. Impostos a recolher, como tributos sobre venda e encargos da folha, vencem em geral no mês seguinte e ficam no circulante. Quando o imposto é parcelado, vale a mesma regra do empréstimo: a parcela dos próximos 12 meses fica no circulante e o restante no não circulante. O regime tributário da empresa define quais impostos aparecem e quando vencem.
Dividendos a pagar é passivo circulante?
Em regra, sim. Os dividendos a pagar são o lucro já destinado aos sócios e ainda não pago, e costumam ser liquidados no exercício seguinte. Já o lucro retido na empresa, que não foi declarado como dividendo, fica no patrimônio líquido. Para entender como definir retirada e distribuição, veja pró-labore e distribuição de lucros.
Como calcular o passivo?
O passivo total é a soma dos dois grupos. Pela equação básica do balanço, ele também pode ser obtido pelo que sobra quando se tira o patrimônio líquido do total de recursos da empresa.
Fórmula: Passivo exigível total = Passivo circulante + Passivo não circulante
Fórmula: Ativo total = Passivo circulante + Passivo não circulante + Patrimônio líquido
Calcular o valor é a parte fácil. O que importa é ler o que ele diz. Três análises dão essa leitura.
Capital circulante líquido
É a folga de curto prazo: o que a empresa tem para receber ou converter em caixa em 12 meses, menos o que tem a pagar no mesmo período.
Fórmula: Capital circulante líquido = Ativo circulante − Passivo circulante
Se o resultado é positivo, o circulante cobre as dívidas de curto prazo. Se é negativo, a empresa depende de dívida nova ou de venda rápida para fechar as contas. O tema se conecta com o capital de giro e sua necessidade.
Índices de liquidez
Comparam o passivo circulante com o que a empresa tem para pagá-lo. A liquidez corrente divide o ativo circulante pelo passivo circulante. A liquidez seca tira os estoques do numerador, porque estoque não vira caixa de um dia para o outro. A liquidez imediata usa só o caixa e os bancos. Cada fórmula e a faixa de leitura estão em índices de liquidez.
Fórmula: Liquidez corrente = Ativo circulante ÷ Passivo circulante
Endividamento e composição da dívida
O passivo não circulante entra no grau de endividamento e na composição do endividamento, que mostra quanto da dívida total vence no curto prazo. As fórmulas e o grau considerado saudável estão em índices de endividamento.
Fórmula: Composição do endividamento = Passivo circulante ÷ (Passivo circulante + Passivo não circulante)
Exemplo prático: passivo circulante e não circulante de uma distribuidora
Imagine uma distribuidora de autopeças fictícia que fatura R$ 1,2 milhão por mês. No fechamento do ano, o balanço mostra um ativo total de R$ 3.000.000. O passivo está assim:
| Conta | Grupo | Valor (R$) |
|---|---|---|
| Fornecedores | Circulante | 380.000 |
| Salários e encargos a pagar | Circulante | 120.000 |
| Impostos a recolher | Circulante | 95.000 |
| Empréstimo de capital de giro (parcelas dos próximos 12 meses) | Circulante | 150.000 |
| Financiamento de veículos (parcelas dos próximos 12 meses) | Circulante | 60.000 |
| Provisão de férias e 13º salário | Circulante | 90.000 |
| Adiantamentos de clientes | Circulante | 25.000 |
| Total do passivo circulante | 920.000 | |
| Empréstimo de capital de giro (saldo acima de 12 meses) | Não circulante | 450.000 |
| Financiamento de veículos (saldo acima de 12 meses) | Não circulante | 180.000 |
| Parcelamento de tributos (acima de 12 meses) | Não circulante | 70.000 |
| Total do passivo não circulante | 700.000 | |
| Patrimônio líquido | 1.380.000 | |
| Total do passivo + patrimônio líquido | 3.000.000 |
A conferência fecha: 920.000 + 700.000 + 1.380.000 = 3.000.000, igual ao ativo total. O ativo circulante dessa empresa é de R$ 1.610.000, composto por R$ 210.000 em caixa e bancos, R$ 620.000 em contas a receber e R$ 780.000 em estoques. Com esses números:
| Indicador | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Passivo exigível total | 920.000 + 700.000 | R$ 1.620.000 |
| Capital circulante líquido | 1.610.000 − 920.000 | R$ 690.000 |
| Liquidez corrente | 1.610.000 ÷ 920.000 | 1,75 |
| Liquidez seca | (1.610.000 − 780.000) ÷ 920.000 | 0,90 |
| Liquidez imediata | 210.000 ÷ 920.000 | 0,23 |
| Endividamento geral | 1.620.000 ÷ 3.000.000 | 54% |
| Composição do endividamento | 920.000 ÷ 1.620.000 | 56,8% |
A leitura de um dono de empresa seria esta. A liquidez corrente de 1,75 parece confortável, mas ela depende do estoque: sem ele, a liquidez seca cai para 0,90, abaixo de 1. Isso significa que, se a empresa não vender o estoque, não paga todas as dívidas de curto prazo só com o que tem em caixa e a receber. A liquidez imediata de 0,23 mostra que o caixa de hoje cobre menos de um quarto do circulante, e os fornecedores (R$ 380.000) sozinhos já passam do saldo de caixa (R$ 210.000). Mais da metade da dívida (56,8%) vence em 12 meses. Nenhum desses números, isolado, é alarme. Juntos, indicam que o prazo de recebimento dos clientes e o giro do estoque são os pontos a vigiar.
Como o passivo circulante e não circulante funciona na rotina de uma PME
O balanço fecha uma vez por mês ou por ano. As dívidas, não: elas vencem todos os dias. Por isso o controle do passivo precisa de uma rotina, e não só de um relatório no fim do ano.
Passo a passo
- Cadastre toda obrigação com data de vencimento. Conta a pagar sem vencimento não consegue ser classificada nem projetada.
- Classifique pelo prazo. Para cada empréstimo, mantenha o cronograma de parcelas. É ele que separa o que vai para o circulante e o que fica no não circulante.
- Concilie com o banco e com a contabilidade. O saldo devedor do contrato precisa bater com o extrato do banco e com o balancete. Veja o balancete de verificação como o ponto de partida do fechamento.
- Projete o caixa. Coloque os vencimentos do passivo no fluxo de caixa para ver em que semana o dinheiro aperta. O fluxo de caixa projetado e realizado mostra como comparar o previsto com o que aconteceu.
- Calcule os indicadores todo mês. Liquidez, capital circulante líquido e composição do endividamento, comparados com o mês anterior.
- Leve para a reunião de resultado. O passivo entra na pauta junto com a DRE gerencial e o caixa, com um responsável e um prazo para cada ação. Esse é o ritmo de fechamento mensal que a Controladoria organiza.
Erros comuns
- Lançar o empréstimo inteiro no não circulante. Esquecer a parcela dos próximos 12 meses faz o circulante parecer menor e a liquidez parecer melhor do que é.
- Não reclassificar com o passar do tempo. A dívida que era de longo prazo no ano passado vence neste ano e precisa migrar para o circulante.
- Ignorar provisões. Férias, 13º e encargos são dívida que já nasceu, mesmo sem data de pagamento marcada. Sem elas o passivo fica subavaliado. O critério de reconhecimento segue o regime de competência.
- Misturar sócio e empresa. Empréstimo do sócio sem contrato e prazo vira passivo sem classificação clara. Separar as finanças pessoais e empresariais evita esse problema.
- Olhar só a liquidez corrente. Ela esconde estoque parado e cliente que paga tarde. Sempre compare com a liquidez seca e a imediata.
- Esquecer as cláusulas do contrato. Alguns empréstimos exigem que a empresa mantenha certos indicadores. Se a regra é quebrada, o banco pode exigir o pagamento antecipado, e a dívida de longo prazo precisa ser tratada como de curto. Veja covenants financeiros.
Como ler o número para decidir
Se o passivo circulante cresce mais rápido que o ativo circulante, a empresa está comprando tempo com fornecedor e banco. Antes de buscar mais crédito, olhe o ciclo operacional e financeiro: o problema muitas vezes está em receber mais devagar do que paga. Se a dívida de curto prazo é grande e a de longo prazo é pequena, avalie alongar o prazo, o que desafoga o caixa. Se a empresa já está sufocada, a conversa muda para reestruturação financeira. Se vai precisar de crédito novo, entenda as opções em captação de recursos antes de assinar.
Como a dívida passa do não circulante para o circulante?
A classificação não é fixa. A cada fechamento, o balanço olha para os 12 meses seguintes e a dívida de longo prazo "caminha" para o curto prazo conforme o vencimento se aproxima. No exemplo da distribuidora, imagine o balanço do ano seguinte, sem nenhuma dívida nova e com os pagamentos em dia. O empréstimo (parcelas anuais de R$ 150.000), o financiamento de veículos (R$ 60.000 por ano) e o parcelamento de tributos (R$ 14.000 por ano) têm cada um uma parcela que passa a vencer em até 12 meses. Somados, R$ 150.000 + R$ 60.000 + R$ 14.000 = R$ 224.000 saem do não circulante e entram no circulante.
O resultado é que o passivo circulante sobe e a liquidez corrente cai, mesmo que a empresa não tenha contraído dívida nova. Quem não prevê isso leva um susto no balanço seguinte. Por isso o orçamento e a projeção de caixa precisam ter o cronograma de vencimentos de toda a dívida, e não só o saldo atual. As notas que acompanham as demonstrações, em geral, trazem o detalhe dessas dívidas e dos vencimentos; veja notas explicativas.
Onde isso entra no trabalho da BGP
Na Controladoria da BGP, o time opera o financeiro da empresa em ciclo mensal: concilia banco e contabilidade, projeta o caixa, acompanha o orçamento e lê os números com a gestão. O passivo é parte disso: o cronograma de vencimentos entra na projeção de caixa, e os indicadores de liquidez e endividamento são acompanhados mês a mês no GO BI, que já vem incluso. Quando a empresa precisa de uma análise pontual de dívida, estrutura de capital ou captação, isso é tema dos projetos do On Demand. Quer ver essas leituras num painel conectado ao seu sistema? Conheça também o Analytics. Para quem quer entender a função antes de contratar, o guia de o que é controladoria explica quando a empresa precisa de uma.
Para acompanhar passivo, caixa e margem num só lugar, o guia de dashboard financeiro mostra o que um painel de gestão precisa trazer. E a DRE completa a leitura: o balanço mostra o que a empresa deve, e a DRE mostra se ela gera resultado para pagar.
Perguntas frequentes sobre passivo circulante e não circulante
Qual a diferença entre passivo circulante e passivo não circulante?
A diferença é o prazo. O passivo circulante reúne as obrigações que vencem em até 12 meses após o balanço, como fornecedores, salários e impostos. O passivo não circulante reúne as que vencem depois de 12 meses, como financiamentos e debêntures de longo prazo.
O que é passivo, com exemplos?
Passivo é tudo o que a empresa deve a terceiros. Exemplos: fornecedores, salários a pagar, impostos a recolher, empréstimos bancários, financiamento de máquinas, parcelamento de tributos e provisão de férias. Cada um entra no circulante ou no não circulante conforme a data de vencimento.
Como calcular o passivo?
Some o passivo circulante e o passivo não circulante. O resultado é o passivo exigível total. Também vale a conta inversa: ativo total menos patrimônio líquido. Os dois caminhos devem dar o mesmo valor, e esse é um bom teste de consistência do balanço.
Quais são as contas do passivo?
No circulante: fornecedores, salários e encargos, impostos a recolher, parcelas de empréstimos, provisões de férias e 13º e adiantamentos de clientes. No não circulante: empréstimos e financiamentos de longo prazo, debêntures, parcelamentos de tributos e provisões de longo prazo.
Patrimônio líquido é passivo não circulante?
Não. O patrimônio líquido é o capital dos sócios: capital social, reservas e lucros acumulados. O passivo não circulante é dívida com terceiros de longo prazo. Ambos aparecem do mesmo lado do balanço, mas são grupos distintos e têm leitura diferente.
Empréstimo é passivo circulante ou não circulante?
Depende da parcela. O valor que vence em até 12 meses fica no passivo circulante. O restante, com vencimento posterior, fica no passivo não circulante. Por isso um mesmo empréstimo costuma aparecer nos dois grupos do balanço, e o saldo migra de um para o outro com o tempo.
Como saber se o passivo circulante está alto demais?
Compare com o que a empresa tem para pagá-lo. Se a liquidez corrente fica abaixo de 1, ou se a liquidez seca e a imediata são baixas e o prazo de recebimento é maior que o de pagamento, o circulante está pesado. Acompanhe a evolução mês a mês, não só o número isolado.


