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8 de outubro de 2026 · 16 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Passivo circulante e não circulante: o que são, exemplos e diferença

Passivo circulante e não circulante: o que são, exemplos e diferença

Passivo circulante e não circulante são os dois grupos de dívidas e obrigações da empresa no balanço patrimonial. O passivo circulante reúne o que vence em até 12 meses, como fornecedores, salários e impostos. O passivo não circulante reúne o que vence depois disso, como financiamentos de longo prazo.

Dívida de curto ou de longo prazo? A definição de cada grupo, as contas que entram em cada um e a diferença entre eles respondem a essa pergunta, e o texto mostra como analisar as dívidas com indicadores, em um exemplo numérico completo e na rotina de uma PME.

O que são passivo circulante e passivo não circulante?

O passivo é tudo o que a empresa deve a terceiros: fornecedores, funcionários, governo, bancos e sócios. No balanço patrimonial, ele aparece ao lado do patrimônio líquido e é dividido pelo prazo em que a obrigação precisa ser paga. Esse critério de prazo é o que separa o circulante do não circulante. Para ver onde o balanço se encaixa entre os relatórios da empresa, vale conhecer as demonstrações contábeis.

A regra vem da Lei 6.404/76 (Lei das S.A.), art. 180, e do CPC 26 (R1), a norma de apresentação das demonstrações contábeis. A regra geral: a obrigação é circulante quando vence no exercício seguinte, ou seja, em até 12 meses após a data do balanço. Se vence depois disso, é não circulante. O CPC 26 também manda classificar como circulante a dívida mantida para negociação e aquela que a empresa não tem o direito de adiar por pelo menos 12 meses.

Antes das Leis 11.638/07 e 11.941/09, que reformaram a Lei 6.404/76, o grupo de longo prazo se chamava "exigível a longo prazo". Hoje o nome correto é passivo não circulante, e é isso que as empresas e a contabilidade usam. Se você quer a visão geral de ativos e passivos, o guia de ativo e passivo faz esse papel. Aqui o foco é o passivo e a leitura gerencial dele.

O que é passivo circulante?

Passivo circulante é o conjunto de obrigações que a empresa vai pagar em até 12 meses (ou dentro do ciclo operacional, quando ele for maior que um ano). É o passivo de curto prazo: aquilo que vai pressionar o caixa nos próximos meses.

Quais são as contas do passivo circulante?

As contas contábeis variam conforme o plano de contas de cada empresa, mas as mais comuns são:

  • Fornecedores: compras a prazo de mercadorias, matéria-prima e serviços.
  • Salários e encargos a pagar: folha, INSS, FGTS e demais encargos do mês.
  • Impostos e contribuições a recolher: tributos sobre venda, folha e lucro que vencem em breve.
  • Empréstimos e financiamentos (parte de curto prazo): as parcelas que vencem nos próximos 12 meses.
  • Provisões de férias e 13º salário: obrigações já geradas pelo trabalho prestado, mas ainda não pagas.
  • Adiantamentos de clientes: dinheiro recebido por uma entrega que ainda não aconteceu.
  • Dividendos a pagar: lucro já destinado aos sócios e ainda não pago.
  • Contas a pagar diversas: aluguel, energia, comissões e outras despesas já reconhecidas.

Para organizar essas contas e os vencimentos no dia a dia, o guia de contas a pagar e a receber mostra a rotina e os prazos médios.

Passivo circulante operacional e financeiro

Na análise gerencial, o passivo circulante costuma ser dividido em dois blocos. O passivo circulante operacional nasce da operação: fornecedores, salários, impostos e adiantamentos. Ele financia o giro do negócio e tende a crescer junto com as vendas. O passivo circulante financeiro (ou passivo financeiro de curto prazo) vem de decisões de financiamento: parcelas de empréstimos, desconto de títulos e cheque especial. Separar os dois muda a conversa: dívida operacional faz parte do ciclo normal; dívida financeira tem custo de juros e precisa de fonte de pagamento.

O que é passivo não circulante?

Passivo não circulante é o conjunto de obrigações com vencimento depois dos 12 meses seguintes ao balanço. Ele mostra como a empresa financia o longo prazo: expansão, compra de ativo imobilizado, capital de giro de maior prazo e reorganização de dívidas.

Quais são as contas do passivo não circulante?

  • Empréstimos e financiamentos de longo prazo: a parte da dívida que vence depois de 12 meses, inclusive a das operações de Tabela Price e SAC.
  • Debêntures a pagar: títulos de dívida emitidos pela empresa, como explica o guia de debêntures.
  • Parcelamentos de tributos: impostos renegociados para pagar em prazo maior.
  • Provisões de longo prazo: por exemplo, contingências trabalhistas ou cíveis cuja saída de caixa é esperada para além de um ano. Veja mais em provisão e PDD.
  • Contas a pagar de longo prazo a partes relacionadas: empréstimos de sócios ou de empresas do mesmo grupo, com prazo acima de 12 meses.
  • Receitas e passivos diferidos de longo prazo: valores recebidos que só serão reconhecidos ou devolvidos mais à frente.

Uma confusão frequente: o patrimônio líquido não é passivo não circulante. O patrimônio líquido é o capital dos sócios (capital social, reservas e lucros acumulados). O passivo é o que a empresa deve a terceiros, inclusive ao sócio quando ele empresta dinheiro à empresa ou tem dividendo declarado a receber. Os dois ficam do mesmo lado do balanço, mas são grupos diferentes.

Qual a diferença entre passivo circulante e não circulante?

A diferença está no prazo de vencimento e no que cada grupo diz sobre a empresa. O circulante mostra a pressão sobre o caixa de curto prazo. O não circulante mostra a estrutura de financiamento de longo prazo.

CritérioPassivo circulantePassivo não circulante
Prazo de vencimentoAté 12 meses após o balanço (ou dentro do ciclo operacional)Acima de 12 meses
Natureza típicaObrigações da operação e parcelas a vencerFinanciamentos, debêntures, parcelamentos e provisões de longo prazo
ExemplosFornecedores, salários, impostos, férias, parcela de empréstimoEmpréstimo de longo prazo, financiamento de máquinas, parcelamento de tributos
Impacto no caixaImediato: sai dinheiro nos próximos mesesFuturo: exige planejamento da geração de caixa
Indicador que usaLiquidez corrente, seca e imediata; capital circulante líquidoEndividamento e composição do endividamento
Pergunta que respondeA empresa consegue pagar o que vence logo?A estrutura de dívida cabe na geração de caixa ao longo dos anos?

O mesmo raciocínio vale do lado do ativo, com a lógica de prazo espelhada. Para ver o outro lado dessa conta, leia o guia de ativo circulante e não circulante: é a comparação entre os dois lados que dá a liquidez da empresa.

Fornecedores, empréstimo, impostos e dividendos: circulante ou não circulante?

Estas são as dúvidas de classificação que mais aparecem. A resposta quase sempre depende do prazo.

Fornecedores é passivo circulante ou não circulante?

Fornecedores é passivo circulante, porque as compras a prazo costumam ser pagas em 30, 60 ou 90 dias. Só seria não circulante se houvesse um acordo para pagar a dívida depois de 12 meses, o que é raro e geralmente indica renegociação.

Empréstimo e financiamento são passivo circulante ou não circulante?

Os dois, divididos por parcela. As parcelas que vencem em até 12 meses ficam no circulante. O saldo restante fica no não circulante. É por isso que uma mesma dívida aparece em duas linhas do balanço. Um empréstimo de R$ 600.000 com parcelas anuais de R$ 150.000 mostra R$ 150.000 no circulante e R$ 450.000 no não circulante.

Imposto a recolher é passivo circulante?

Sim. Impostos a recolher, como tributos sobre venda e encargos da folha, vencem em geral no mês seguinte e ficam no circulante. Quando o imposto é parcelado, vale a mesma regra do empréstimo: a parcela dos próximos 12 meses fica no circulante e o restante no não circulante. O regime tributário da empresa define quais impostos aparecem e quando vencem.

Dividendos a pagar é passivo circulante?

Em regra, sim. Os dividendos a pagar são o lucro já destinado aos sócios e ainda não pago, e costumam ser liquidados no exercício seguinte. Já o lucro retido na empresa, que não foi declarado como dividendo, fica no patrimônio líquido. Para entender como definir retirada e distribuição, veja pró-labore e distribuição de lucros.

Como calcular o passivo?

O passivo total é a soma dos dois grupos. Pela equação básica do balanço, ele também pode ser obtido pelo que sobra quando se tira o patrimônio líquido do total de recursos da empresa.

Fórmula: Passivo exigível total = Passivo circulante + Passivo não circulante

Fórmula: Ativo total = Passivo circulante + Passivo não circulante + Patrimônio líquido

Calcular o valor é a parte fácil. O que importa é ler o que ele diz. Três análises dão essa leitura.

Capital circulante líquido

É a folga de curto prazo: o que a empresa tem para receber ou converter em caixa em 12 meses, menos o que tem a pagar no mesmo período.

Fórmula: Capital circulante líquido = Ativo circulante − Passivo circulante

Se o resultado é positivo, o circulante cobre as dívidas de curto prazo. Se é negativo, a empresa depende de dívida nova ou de venda rápida para fechar as contas. O tema se conecta com o capital de giro e sua necessidade.

Índices de liquidez

Comparam o passivo circulante com o que a empresa tem para pagá-lo. A liquidez corrente divide o ativo circulante pelo passivo circulante. A liquidez seca tira os estoques do numerador, porque estoque não vira caixa de um dia para o outro. A liquidez imediata usa só o caixa e os bancos. Cada fórmula e a faixa de leitura estão em índices de liquidez.

Fórmula: Liquidez corrente = Ativo circulante ÷ Passivo circulante

Endividamento e composição da dívida

O passivo não circulante entra no grau de endividamento e na composição do endividamento, que mostra quanto da dívida total vence no curto prazo. As fórmulas e o grau considerado saudável estão em índices de endividamento.

Fórmula: Composição do endividamento = Passivo circulante ÷ (Passivo circulante + Passivo não circulante)

Exemplo prático: passivo circulante e não circulante de uma distribuidora

Imagine uma distribuidora de autopeças fictícia que fatura R$ 1,2 milhão por mês. No fechamento do ano, o balanço mostra um ativo total de R$ 3.000.000. O passivo está assim:

ContaGrupoValor (R$)
FornecedoresCirculante380.000
Salários e encargos a pagarCirculante120.000
Impostos a recolherCirculante95.000
Empréstimo de capital de giro (parcelas dos próximos 12 meses)Circulante150.000
Financiamento de veículos (parcelas dos próximos 12 meses)Circulante60.000
Provisão de férias e 13º salárioCirculante90.000
Adiantamentos de clientesCirculante25.000
Total do passivo circulante920.000
Empréstimo de capital de giro (saldo acima de 12 meses)Não circulante450.000
Financiamento de veículos (saldo acima de 12 meses)Não circulante180.000
Parcelamento de tributos (acima de 12 meses)Não circulante70.000
Total do passivo não circulante700.000
Patrimônio líquido1.380.000
Total do passivo + patrimônio líquido3.000.000

A conferência fecha: 920.000 + 700.000 + 1.380.000 = 3.000.000, igual ao ativo total. O ativo circulante dessa empresa é de R$ 1.610.000, composto por R$ 210.000 em caixa e bancos, R$ 620.000 em contas a receber e R$ 780.000 em estoques. Com esses números:

IndicadorContaResultado
Passivo exigível total920.000 + 700.000R$ 1.620.000
Capital circulante líquido1.610.000 − 920.000R$ 690.000
Liquidez corrente1.610.000 ÷ 920.0001,75
Liquidez seca(1.610.000 − 780.000) ÷ 920.0000,90
Liquidez imediata210.000 ÷ 920.0000,23
Endividamento geral1.620.000 ÷ 3.000.00054%
Composição do endividamento920.000 ÷ 1.620.00056,8%

A leitura de um dono de empresa seria esta. A liquidez corrente de 1,75 parece confortável, mas ela depende do estoque: sem ele, a liquidez seca cai para 0,90, abaixo de 1. Isso significa que, se a empresa não vender o estoque, não paga todas as dívidas de curto prazo só com o que tem em caixa e a receber. A liquidez imediata de 0,23 mostra que o caixa de hoje cobre menos de um quarto do circulante, e os fornecedores (R$ 380.000) sozinhos já passam do saldo de caixa (R$ 210.000). Mais da metade da dívida (56,8%) vence em 12 meses. Nenhum desses números, isolado, é alarme. Juntos, indicam que o prazo de recebimento dos clientes e o giro do estoque são os pontos a vigiar.

Como o passivo circulante e não circulante funciona na rotina de uma PME

O balanço fecha uma vez por mês ou por ano. As dívidas, não: elas vencem todos os dias. Por isso o controle do passivo precisa de uma rotina, e não só de um relatório no fim do ano.

Passo a passo

  1. Cadastre toda obrigação com data de vencimento. Conta a pagar sem vencimento não consegue ser classificada nem projetada.
  2. Classifique pelo prazo. Para cada empréstimo, mantenha o cronograma de parcelas. É ele que separa o que vai para o circulante e o que fica no não circulante.
  3. Concilie com o banco e com a contabilidade. O saldo devedor do contrato precisa bater com o extrato do banco e com o balancete. Veja o balancete de verificação como o ponto de partida do fechamento.
  4. Projete o caixa. Coloque os vencimentos do passivo no fluxo de caixa para ver em que semana o dinheiro aperta. O fluxo de caixa projetado e realizado mostra como comparar o previsto com o que aconteceu.
  5. Calcule os indicadores todo mês. Liquidez, capital circulante líquido e composição do endividamento, comparados com o mês anterior.
  6. Leve para a reunião de resultado. O passivo entra na pauta junto com a DRE gerencial e o caixa, com um responsável e um prazo para cada ação. Esse é o ritmo de fechamento mensal que a Controladoria organiza.

Erros comuns

  • Lançar o empréstimo inteiro no não circulante. Esquecer a parcela dos próximos 12 meses faz o circulante parecer menor e a liquidez parecer melhor do que é.
  • Não reclassificar com o passar do tempo. A dívida que era de longo prazo no ano passado vence neste ano e precisa migrar para o circulante.
  • Ignorar provisões. Férias, 13º e encargos são dívida que já nasceu, mesmo sem data de pagamento marcada. Sem elas o passivo fica subavaliado. O critério de reconhecimento segue o regime de competência.
  • Misturar sócio e empresa. Empréstimo do sócio sem contrato e prazo vira passivo sem classificação clara. Separar as finanças pessoais e empresariais evita esse problema.
  • Olhar só a liquidez corrente. Ela esconde estoque parado e cliente que paga tarde. Sempre compare com a liquidez seca e a imediata.
  • Esquecer as cláusulas do contrato. Alguns empréstimos exigem que a empresa mantenha certos indicadores. Se a regra é quebrada, o banco pode exigir o pagamento antecipado, e a dívida de longo prazo precisa ser tratada como de curto. Veja covenants financeiros.

Como ler o número para decidir

Se o passivo circulante cresce mais rápido que o ativo circulante, a empresa está comprando tempo com fornecedor e banco. Antes de buscar mais crédito, olhe o ciclo operacional e financeiro: o problema muitas vezes está em receber mais devagar do que paga. Se a dívida de curto prazo é grande e a de longo prazo é pequena, avalie alongar o prazo, o que desafoga o caixa. Se a empresa já está sufocada, a conversa muda para reestruturação financeira. Se vai precisar de crédito novo, entenda as opções em captação de recursos antes de assinar.

Como a dívida passa do não circulante para o circulante?

A classificação não é fixa. A cada fechamento, o balanço olha para os 12 meses seguintes e a dívida de longo prazo "caminha" para o curto prazo conforme o vencimento se aproxima. No exemplo da distribuidora, imagine o balanço do ano seguinte, sem nenhuma dívida nova e com os pagamentos em dia. O empréstimo (parcelas anuais de R$ 150.000), o financiamento de veículos (R$ 60.000 por ano) e o parcelamento de tributos (R$ 14.000 por ano) têm cada um uma parcela que passa a vencer em até 12 meses. Somados, R$ 150.000 + R$ 60.000 + R$ 14.000 = R$ 224.000 saem do não circulante e entram no circulante.

O resultado é que o passivo circulante sobe e a liquidez corrente cai, mesmo que a empresa não tenha contraído dívida nova. Quem não prevê isso leva um susto no balanço seguinte. Por isso o orçamento e a projeção de caixa precisam ter o cronograma de vencimentos de toda a dívida, e não só o saldo atual. As notas que acompanham as demonstrações, em geral, trazem o detalhe dessas dívidas e dos vencimentos; veja notas explicativas.

Onde isso entra no trabalho da BGP

Na Controladoria da BGP, o time opera o financeiro da empresa em ciclo mensal: concilia banco e contabilidade, projeta o caixa, acompanha o orçamento e lê os números com a gestão. O passivo é parte disso: o cronograma de vencimentos entra na projeção de caixa, e os indicadores de liquidez e endividamento são acompanhados mês a mês no GO BI, que já vem incluso. Quando a empresa precisa de uma análise pontual de dívida, estrutura de capital ou captação, isso é tema dos projetos do On Demand. Quer ver essas leituras num painel conectado ao seu sistema? Conheça também o Analytics. Para quem quer entender a função antes de contratar, o guia de o que é controladoria explica quando a empresa precisa de uma.

Conversar com a Controladoria da BGP

Para acompanhar passivo, caixa e margem num só lugar, o guia de dashboard financeiro mostra o que um painel de gestão precisa trazer. E a DRE completa a leitura: o balanço mostra o que a empresa deve, e a DRE mostra se ela gera resultado para pagar.

Perguntas frequentes sobre passivo circulante e não circulante

Qual a diferença entre passivo circulante e passivo não circulante?

A diferença é o prazo. O passivo circulante reúne as obrigações que vencem em até 12 meses após o balanço, como fornecedores, salários e impostos. O passivo não circulante reúne as que vencem depois de 12 meses, como financiamentos e debêntures de longo prazo.

O que é passivo, com exemplos?

Passivo é tudo o que a empresa deve a terceiros. Exemplos: fornecedores, salários a pagar, impostos a recolher, empréstimos bancários, financiamento de máquinas, parcelamento de tributos e provisão de férias. Cada um entra no circulante ou no não circulante conforme a data de vencimento.

Como calcular o passivo?

Some o passivo circulante e o passivo não circulante. O resultado é o passivo exigível total. Também vale a conta inversa: ativo total menos patrimônio líquido. Os dois caminhos devem dar o mesmo valor, e esse é um bom teste de consistência do balanço.

Quais são as contas do passivo?

No circulante: fornecedores, salários e encargos, impostos a recolher, parcelas de empréstimos, provisões de férias e 13º e adiantamentos de clientes. No não circulante: empréstimos e financiamentos de longo prazo, debêntures, parcelamentos de tributos e provisões de longo prazo.

Patrimônio líquido é passivo não circulante?

Não. O patrimônio líquido é o capital dos sócios: capital social, reservas e lucros acumulados. O passivo não circulante é dívida com terceiros de longo prazo. Ambos aparecem do mesmo lado do balanço, mas são grupos distintos e têm leitura diferente.

Empréstimo é passivo circulante ou não circulante?

Depende da parcela. O valor que vence em até 12 meses fica no passivo circulante. O restante, com vencimento posterior, fica no passivo não circulante. Por isso um mesmo empréstimo costuma aparecer nos dois grupos do balanço, e o saldo migra de um para o outro com o tempo.

Como saber se o passivo circulante está alto demais?

Compare com o que a empresa tem para pagá-lo. Se a liquidez corrente fica abaixo de 1, ou se a liquidez seca e a imediata são baixas e o prazo de recebimento é maior que o de pagamento, o circulante está pesado. Acompanhe a evolução mês a mês, não só o número isolado.

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