Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP
Debêntures: o que são, como funcionam, tipos e quando uma empresa pode emitir

Debêntures são títulos de dívida emitidos por uma empresa, em geral uma sociedade por ações, para captar dinheiro com investidores. Quem compra vira credor da empresa: recebe juros e o valor investido de volta nas datas combinadas na escritura de emissão. A empresa, em troca, ganha prazo e crédito sem vender participação.
As debêntures funcionam, em linhas gerais, como um empréstimo captado no mercado, e a página detalha os tipos, quem pode emitir, quanto custa e como ficam impostos e garantias. Mostra também o que a emissão muda na rotina financeira de uma PME, com um exemplo numérico completo e as perguntas mais buscadas no Google.
O que são debêntures e como funcionam?
A debênture é uma das formas de a empresa pedir dinheiro emprestado ao mercado, em vez de ir ao banco. A Lei das S.A. (Lei 6.404/76, art. 52) diz que a companhia pode emitir debêntures, que conferem aos titulares um direito de crédito contra ela, nas condições da escritura de emissão. Ou seja: o investidor não é sócio, é credor.
O funcionamento, na prática, segue uma sequência:
- A empresa decide quanto precisa, para quê e em que prazo vai pagar.
- Os sócios aprovam a emissão e as condições são registradas na escritura: valor, prazo, remuneração, garantias, vencimento antecipado e obrigações da empresa.
- Os títulos são vendidos a investidores, geralmente por meio de um banco ou de uma corretora que estrutura e distribui a oferta.
- A empresa paga juros (e, conforme o prazo, parte do principal) nas datas definidas e devolve o valor total no vencimento.
- Durante todo o prazo, a empresa presta contas aos debenturistas e cumpre as regras da escritura.
É o mesmo princípio de captação de recursos por dívida, só que pulverizado: em vez de um banco, são vários investidores, e as condições são negociadas de forma sob medida. Por isso a debênture costuma aparecer quando a empresa quer prazos mais longos do que o crédito bancário tradicional oferece, ou um custo menor para sua realidade.
Dentro da gestão financeira da empresa, a debênture é uma fonte de recursos de longo prazo e entra no passivo, como qualquer outra dívida. Quando tem vencimento acima de 12 meses, a parte de longo prazo fica no passivo não circulante.
Para que a empresa emite debêntures?
Debêntures financiam decisões que pedem prazo: expansão de fábrica ou loja, compra de maquinário, aquisição de outra empresa, obra de infraestrutura, troca de dívida cara por dívida mais longa e reforço de capital de giro estrutural. Para um investimento que só devolve caixa em vários anos, o capital de giro de curto prazo é o instrumento errado, porque o dinheiro volta mais devagar do que a dívida vence.
Antes de emitir, a empresa deveria ter feito um estudo de viabilidade econômica do projeto: se o retorno esperado cobre o custo da dívida e ainda sobra. Sem isso, a emissão só adia o problema.
Quais são os tipos de debêntures?
A classificação mais usada olha para a relação com ações, a garantia, a remuneração e o benefício fiscal. A tabela resume os tipos que mais aparecem nas buscas.
| Tipo | Como funciona | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Simples (não conversível) | Paga juros e devolve o principal. Não vira ação. | É o tipo mais comum e o mais simples de entender e precificar. |
| Conversível | Pode ser trocada por ações da empresa, nas condições da escritura. | Dilui os sócios atuais se a conversão ocorrer. |
| Permutável | Pode ser trocada por ações de outra companhia, em geral do mesmo grupo. | Depende da relação entre as empresas do grupo. |
| Incentivada (Lei 12.431/11) | Financia projetos prioritários de infraestrutura, com benefício de imposto de renda para o investidor pessoa física (Lei 12.431/11). | O projeto precisa se enquadrar nas regras; o emissor costuma ser a empresa do projeto. |
| Com participação nos lucros | Além dos juros, o investidor recebe parte do lucro da empresa (Lei 6.404/76, art. 56). | Aumenta o custo quando a empresa vai bem. |
| Perpétua | Não tem data de vencimento fixa; a empresa paga juros enquanto o título existir. | Mais rara; as condições de pagamento e resgate vêm só da escritura. |
Debêntures conversíveis e o cuidado com a diluição
Na debênture conversível, o investidor pode, em certo momento, optar por virar acionista. Para a PME, isso funciona como uma captação híbrida: custo de juros menor hoje, em troca da possibilidade de ceder participação amanhã. Vale simular o valuation da empresa antes de aceitar uma condição de conversão.
Debêntures incentivadas
As debêntures incentivadas, ou de infraestrutura, são das mais buscadas por quem investe, porque a Lei 12.431/11 prevê isenção de imposto de renda sobre os rendimentos para pessoas físicas. Para a empresa que emite, o ganho está na demanda: como o investidor é beneficiado, o custo da dívida tende a ficar mais baixo. O projeto, porém, precisa ser enquadrado como prioritário em ato do governo federal, o que exige estrutura jurídica e documentação. Não confunda com as debêntures de infraestrutura criadas pela Lei 14.801/24, em que o benefício fiscal vai para a empresa emissora, e não para o investidor.
Quem pode emitir debêntures?
Em regra, quem emite é uma sociedade por ações, de capital aberto ou fechado. A decisão passa pela assembleia de acionistas (ou, conforme o estatuto, pelo conselho de administração), e as regras da emissão ficam na escritura. Empresa limitada que queira emitir costuma precisar antes se transformar em S.A.; confirme o caminho com um advogado societário, porque a regulação do tema muda com frequência. Para limitadas, uma alternativa de título de dívida é a nota comercial, prevista na Lei 14.195/21.
Para ofertas ao público, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regula o processo pela Resolução CVM 160, com rito mais leve quando a oferta se destina apenas a investidores profissionais. A ANBIMA, entidade do mercado de capitais, tem regras e códigos para as ofertas e divulga dados sobre o mercado de debêntures, que servem de referência para comparar taxas.
Além da forma societária, há uma exigência prática: o investidor só compra de quem mostra números confiáveis. Demonstrações auditadas, histórico de resultado e uma estrutura de governança corporativa mínima (conselho, regras para partes relacionadas, política de dividendos) pesam na taxa que a empresa vai pagar. Por isso, muitas PMEs com bom faturamento ainda não estão prontas.
Debênture é renda fixa ou variável? Tem FGC?
Debênture é renda fixa, porque as condições de remuneração são conhecidas na emissão: pós-fixada (um percentual do CDI ou CDI mais um spread), prefixada (taxa fixa) ou atrelada à inflação (IPCA mais uma taxa). O que varia é o valor do título se o investidor vender antes do vencimento.
Debênture não tem cobertura do FGC. O Fundo Garantidor de Créditos protege depósitos e alguns títulos de instituições financeiras, como o CDB, e não cobre dívida de empresas não financeiras. O risco do investidor é o risco de crédito da empresa emissora, e isso explica por que o juro da debênture costuma ser maior que o de um CDB de banco.
Quais garantias uma debênture pode ter?
A Lei das S.A. (art. 58) prevê quatro formas: garantia real (um bem da empresa vinculado à dívida), garantia flutuante (privilégio geral sobre os ativos, sem impedir a venda deles), quirografária (sem preferência) e subordinada (paga depois dos demais credores). Quanto mais forte a garantia, menor tende a ser a taxa. Há ainda a possibilidade de garantia adicional, como aval dos sócios ou da empresa controladora, o que a PME precisa avaliar com cuidado, já que expõe o patrimônio dos donos.
Qual a diferença entre debêntures e ações?
Quem compra debênture empresta dinheiro; quem compra ação vira sócio. O debenturista tem direito a uma remuneração e ao principal definidos em contrato, e na falência tem preferência sobre os acionistas. O acionista não tem retorno garantido: recebe dividendos se houver lucro e pode ganhar (ou perder) com a variação do valor da empresa. Para a empresa, a debênture é dívida e entra nos índices de endividamento; a ação é capital próprio e aumenta o patrimônio líquido.
Qual a diferença entre um CDB e uma debênture?
No CDB, o emissor é um banco; na debênture, é uma empresa. Essa diferença muda o risco, a garantia e a liquidez. A tabela compara os instrumentos que a PME e o investidor costumam confundir.
| Característica | Debênture | CDB | Ação | Empréstimo bancário |
|---|---|---|---|---|
| Quem emite ou concede | Empresa (S.A.) | Banco | Empresa (S.A.) | Banco |
| Relação do investidor | Credor | Credor | Sócio | Não se aplica |
| Renda | Fixa | Fixa | Variável | Não se aplica |
| FGC | Não | Sim, dentro do limite do fundo | Não | Não se aplica |
| Principal risco | Crédito da empresa | Crédito do banco | Resultado e preço da empresa | Custo e garantias exigidas |
| Condições | Negociadas sob medida na escritura | Padronizadas pelo banco | Estatuto e acordo de sócios | Contrato com o banco |
Quando a necessidade é de curto prazo, vale comparar com a antecipação de recebíveis, que transforma vendas a prazo em caixa sem criar uma dívida de longo prazo.
Como calcular o custo de uma emissão? Exemplo prático de debêntures
Imagine uma indústria de embalagens fictícia que fatura R$ 5 milhões por mês (R$ 60 milhões por ano), com EBITDA de 12% do faturamento. Ela quer ampliar a linha de produção e decide emitir R$ 6 milhões em debêntures simples, com 5 anos de prazo, remuneração de CDI mais 3,5% ao ano e dois anos de carência de principal.
Para simplificar a conta, o exemplo supõe CDI de 14% ao ano, o que dá custo nominal aproximado de 17,5% ao ano (14% + 3,5%, soma simples). No mercado, a taxa é composta: (1,14 × 1,035) − 1 ≈ 18,0% ao ano, o que eleva um pouco os juros da tabela. Os juros são pagos todo ano sobre o saldo devedor, e o principal é devolvido em três parcelas iguais de R$ 2 milhões nos anos 3, 4 e 5. Custos de estruturação (assessoria, agente fiduciário, registro) ficam fora da conta.
Fórmula: juros do ano = saldo devedor no início do ano × taxa anual
| Ano | Saldo no início | Juros (17,5%) | Amortização | Pagamento total |
|---|---|---|---|---|
| 1 | R$ 6.000.000 | R$ 1.050.000 | R$ 0 | R$ 1.050.000 |
| 2 | R$ 6.000.000 | R$ 1.050.000 | R$ 0 | R$ 1.050.000 |
| 3 | R$ 6.000.000 | R$ 1.050.000 | R$ 2.000.000 | R$ 3.050.000 |
| 4 | R$ 4.000.000 | R$ 700.000 | R$ 2.000.000 | R$ 2.700.000 |
| 5 | R$ 2.000.000 | R$ 350.000 | R$ 2.000.000 | R$ 2.350.000 |
| Total | R$ 4.200.000 | R$ 6.000.000 | R$ 10.200.000 |
Conferindo: 6.000.000 × 17,5% = 1.050.000; 4.000.000 × 17,5% = 700.000; 2.000.000 × 17,5% = 350.000. A soma dos juros (1.050.000 + 1.050.000 + 1.050.000 + 700.000 + 350.000) dá R$ 4,2 milhões, e o total pago é R$ 6 milhões de principal mais R$ 4,2 milhões de juros, ou R$ 10,2 milhões.
Como a empresa lê esse resultado
O EBITDA anual é 12% de R$ 60 milhões, ou R$ 7,2 milhões. O pior ano de pagamento é o terceiro, com R$ 3,05 milhões. A razão entre EBITDA e o serviço da dívida do ano é 7,2 ÷ 3,05, cerca de 2,4 vezes: o EBITDA cobre o pagamento com folga, desde que não caia. Se a empresa já tivesse R$ 4 milhões de dívida líquida, a dívida líquida somada à emissão seria R$ 10 milhões, ou 10 ÷ 7,2 = 1,4 vez o EBITDA.
Esse é exatamente o tipo de número que a escritura costuma vigiar por meio de covenants financeiros, como um teto para dívida líquida sobre EBITDA. Se a empresa estourar o limite, o debenturista pode exigir o vencimento antecipado, e uma PME com caixa apertado não consegue devolver R$ 6 milhões de uma vez.
O mesmo cálculo de juros compostos e valor presente está explicado em matemática financeira, e o efeito da dívida sobre o retorno dos sócios, em alavancagem financeira. Para comparar o custo da dívida com o do capital próprio, use o WACC. Se o sistema de amortização for diferente do exemplo, a tabela Price e SAC mostra como as parcelas mudam.
Como investir em debêntures e como é a tributação?
Para o investidor, o caminho é comprar pela corretora (no mercado primário, na oferta, ou no secundário, de quem já tem o título) ou por meio de fundos que investem em debêntures. Os rendimentos da maioria das debêntures seguem a tabela regressiva do imposto de renda sobre renda fixa (Lei 11.033/04): 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. As incentivadas têm isenção para pessoa física, nos termos da Lei 12.431/11. Regras fiscais mudam; confirme sempre na Receita Federal ou com seu contador antes de decidir.
Para a empresa que emite, o que importa é outro ponto: a remuneração é despesa financeira e aparece abaixo do resultado operacional na DRE, e as informações da dívida (prazos, taxa, garantias, obrigações) vão para as notas explicativas das demonstrações.
Como a emissão de debêntures funciona na rotina de uma PME
Emitir é um projeto de meses; cumprir a escritura é uma rotina de anos. A empresa que emite passa a conviver com agente fiduciário (que representa os debenturistas), auditoria, relatórios periódicos e limites financeiros. O que o dono precisa organizar:
Passo a passo da preparação
- Defina o uso do dinheiro e o prazo. O prazo da dívida deve acompanhar o prazo em que o projeto devolve caixa.
- Organize os números. Fechamento mensal em dia, demonstrações contábeis consistentes e uma DRE gerencial que o investidor consiga ler. A due diligence do estruturador vai revirar tudo.
- Projete o caixa com a dívida dentro. Use o fluxo de caixa projetado com cenário base e cenário pessimista, para saber se o pagamento do ano 3 do exemplo cabe em um ano ruim.
- Negocie covenants possíveis de cumprir. Limite folgado hoje vira problema se a empresa crescer e se endividar mais.
- Estruture controles e governança. Prestação de contas ao agente fiduciário exige controles internos e responsáveis claros.
- Compare com as alternativas. Banco, antecipação de recebíveis e capital próprio podem resolver por menos.
Erros comuns de PMEs que emitem ou pensam em emitir
- Olhar só a taxa. O custo total inclui estruturação, agente fiduciário, auditoria, registros e o tempo da equipe. Em emissões pequenas, esses custos fixos pesam mais no percentual.
- Casar prazo errado. Pagar dívida de 5 anos com caixa de projeto que só devolve em 8 gera aperto no meio do caminho.
- Ignorar o indexador. Dívida atrelada ao CDI sobe quando a taxa básica sobe. O hedge de juros e a gestão de riscos financeiros entram aqui.
- Misturar dinheiro da empresa e dos sócios. Se o aval pessoal é pedido, o patrimônio da família passa a responder pela dívida; vale revisar a estrutura com holding e planejamento patrimonial.
- Descobrir o covenant estourado só no fim do ano. Indicador de escritura precisa ser acompanhado todo mês, com alerta antes do limite.
Como ler o número para decidir
Três indicadores mandam: dívida líquida sobre EBITDA (quantos anos de geração de caixa operacional para quitar a dívida), cobertura do serviço da dívida (EBITDA dividido pelos pagamentos do ano) e prazo médio da dívida frente ao ciclo do negócio. Se a cobertura cair para perto de 1,0 vez, a empresa está pagando dívida com o que deveria reinvestir. Nessa hora, o dono deve rever custos, adiar investimento ou negociar com os credores antes do vencimento, e não depois. Quando o problema já se instalou, a reestruturação financeira e o plano de contingência financeira mostram os próximos passos.
Para o dia a dia, o acompanhamento mensal da dívida se encaixa na tesouraria (calendário de pagamentos e caixa mínimo) e nos indicadores financeiros do dashboard financeiro, de modo que o covenant não seja surpresa.
Debêntures são seguras? Vantagens e riscos
Para o investidor, não existe resposta única: a segurança depende do crédito da empresa, da garantia, do prazo e do quanto ele concentra em um só emissor. Sem FGC, o risco é de crédito, e uma debênture bem estruturada de empresa sólida é bem diferente de uma emissão frágil. Quem investe deve olhar o rating (quando houver), as garantias, os covenants e a saúde financeira do emissor.
Para a empresa:
- Vantagens: prazos mais longos, condições sob medida, diversificação de fontes de crédito, possibilidade de custo menor que o do banco para empresas bem avaliadas e ausência de entrada de sócio (na debênture simples).
- Desvantagens: custos de estruturação, exigência de governança e transparência, covenants, risco de vencimento antecipado e menor flexibilidade para renegociar, já que são vários credores e não um só.
Como a BGP se conecta a esse tema
A BGP não estrutura nem distribui debêntures: isso é papel de bancos e corretoras. O trabalho da BGP está antes e depois da emissão. Nos projetos pontuais do On Demand, o FP&A monta projeções e cenários para dizer se a empresa suporta o serviço da dívida, e o valuation e o M&A ajudam a avaliar alternativas como entrada de sócio. Depois da captação, a Controladoria da BGP acompanha caixa, orçamento e indicadores todo mês, com o GO BI, o que facilita acompanhar covenants e a leitura dos números com a gestão. Se a decisão ainda está no papel, o FP&A sob demanda é o ponto de partida. Para entender a função em detalhe, leia sobre controladoria e FP&A.
Perguntas frequentes sobre debêntures
O que é debênture exemplo?
Uma indústria emite R$ 6 milhões em debêntures por 5 anos, pagando CDI mais 3,5% ao ano. Investidores compram os títulos, a empresa usa o dinheiro para ampliar a produção, paga juros todo ano e devolve o principal em parcelas, nas datas da escritura. Os investidores são credores da empresa, não sócios.
É seguro investir em debêntures?
Depende do emissor. Debêntures não têm FGC, então o risco é o de crédito da empresa: se ela não pagar, o investidor pode perder parte ou todo o valor. Garantias, covenants, rating e a saúde financeira do emissor reduzem o risco, mas não o eliminam. Diversificar entre emissores ajuda.
Qual a diferença entre debêntures e ações?
Debênture é dívida: o investidor é credor e recebe juros e o principal conforme contrato. Ação é participação: o investidor é sócio e depende de dividendos e da valorização da empresa. Em caso de falência, o debenturista tem preferência sobre o acionista no recebimento.
Qual a diferença entre um CDB e uma debênture?
O CDB é emitido por um banco e conta com a cobertura do FGC dentro dos limites do fundo. A debênture é emitida por uma empresa não financeira e não tem FGC. Por isso a debênture costuma pagar mais, em troca de um risco de crédito maior.
Debênture é renda fixa ou variável?
É renda fixa, porque a forma de remuneração é definida na emissão: percentual do CDI, CDI mais spread, taxa prefixada ou IPCA mais taxa. O preço do título pode oscilar se o investidor vender antes do vencimento, mas as condições de pagamento são conhecidas.
Quem pode emitir debêntures?
Em regra, sociedades por ações, abertas ou fechadas, com aprovação da assembleia ou do conselho conforme o estatuto, e emissão conforme a Lei 6.404/76 e a regulação da CVM. Empresas limitadas costumam precisar se transformar em S.A. antes. Confirme com um advogado societário.
Debêntures incentivadas têm FGC e são isentas de imposto?
Não têm FGC: o risco continua sendo o da empresa emissora. A isenção de imposto de renda vale para pessoas físicas, nos termos da Lei 12.431/11, e o título precisa atender às regras de enquadramento. Outros investidores podem ter tributação diferente.


