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8 de outubro de 2026 · 17 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Hedge: o que é, como funciona, tipos (cambial, juros, commodities) e quando a empresa deve usar

Hedge: o que é, como funciona, tipos (cambial, juros, commodities) e quando a empresa deve usar

Hedge é uma operação de proteção financeira: a empresa assume uma posição que compensa, no todo ou em parte, a perda que sofreria se o dólar, os juros ou o preço de uma commodity se movessem contra ela. O hedge não busca lucro; busca previsibilidade do caixa e da margem.

Proteger ou não uma exposição é a decisão central, e a página ajuda a tomá-la apresentando os tipos de hedge (cambial, de juros, de commodities e natural), os instrumentos e um exemplo numérico com contas fechadas. Trata também dos custos, dos erros comuns e da rotina de uma PME nessa escolha.

O que é hedge e para que serve?

A palavra vem do inglês e significa "proteção" ou "cerca viva": algo que delimita e protege. Em finanças, hedge (ou hedging, a ação de fazer o hedge) é qualquer estratégia que reduz a incerteza de um número que a empresa não controla. Quem importa insumos não controla o dólar. Quem tem dívida atrelada ao CDI não controla a Selic. Quem compra aço, trigo ou combustível não controla o preço da commodity.

O ponto central é a exposição: o valor que fica sujeito à oscilação de uma variável de mercado. O hedge não elimina o risco, ele o troca por outro mais previsível. A empresa abre mão de ganhar caso o mercado se mova a favor dela, e em troca fica protegida se o mercado se mover contra. Por isso o hedge é uma ferramenta de gestão de riscos financeiros, e não de aposta.

Também por isso hedge e especulação são opostos. Quem faz hedge parte de uma exposição que já existe no negócio (uma dívida em dólar, uma compra futura de matéria-prima). Quem especula cria uma exposição nova na esperança de ganhar. Uma operação com derivativos sem exposição real por trás é especulação, mesmo que a empresa a chame de proteção.

O que é uma operação de hedge e como ela funciona?

Uma operação de hedge tem sempre duas pontas. Na primeira está o objeto protegido: o pagamento em dólar, a dívida pós-fixada, a compra de insumo. Na segunda está o instrumento de proteção: um contrato cujo resultado se move no sentido contrário ao do objeto protegido. Se o objeto perde R$ 100, o instrumento ganha perto de R$ 100. O saldo final fica travado.

A operação segue quatro passos:

  1. Mapear a exposição: quanto, em que moeda ou índice, e em que data. O setor de tesouraria costuma ser o dono dessa informação.
  2. Definir quanto proteger: raramente 100%. Proteger metade ou dois terços da exposição é comum, porque a previsão de pagamentos nunca é exata.
  3. Escolher o instrumento: contrato futuro, NDF, opção ou swap, conforme prazo, valor e custo.
  4. Acompanhar até o vencimento: comparar o resultado do instrumento com a variação do objeto protegido e liquidar a operação.

A empresa pode contratar o hedge com um banco (operação de balcão, sob medida) ou na bolsa, a B3, com contratos padronizados. Os dois ambientes têm regras próprias, mas a lógica é a mesma.

Quais são os tipos de hedge?

O tipo de hedge é definido pela variável de mercado de que a empresa quer se proteger. A tabela abaixo resume os principais, com o exemplo de PME que mais aparece na prática.

TipoRisco que protegeExemplo na PMEInstrumentos mais usados
Hedge cambialVariação do dólar, do euro ou de outra moedaImportadora que paga o fornecedor em dólar daqui a 90 diasNDF, contrato futuro de dólar, opções de câmbio
Hedge de jurosAlta ou queda de uma taxa ou índice (CDI, IPCA, SOFR)Empresa com empréstimo atrelado ao CDI que quer parcela previsívelSwap, contratos futuros de juros
Hedge de commoditiesPreço de um insumo ou produto cotado em bolsaFrigorífico, indústria de alimentos ou transportadora exposta a grão, boi, aço ou dieselContratos futuros, opções, termo
Hedge naturalDescasamento entre moedas de receitas e custosExportadora que paga parte dos custos em dólarNenhum: é uma decisão de estrutura
Hedge de açõesQueda no preço de uma participação ou carteiraHolding com carteira de ações em caixa de longo prazoOpções de venda, contratos futuros de índice

Hedge cambial

É o que mais interessa à PME brasileira. O hedge cambial protege contas a pagar ou a receber em moeda estrangeira: importações, dívidas em dólar, licenças de software, receitas de exportação. Ele trava a taxa de câmbio de uma data futura, de modo que o custo ou a receita em reais fique conhecido hoje.

Hedge de juros

Protege a empresa que tem dívida com taxa variável ou aplicação com taxa fixa. O caso típico é o empréstimo pós-fixado, cuja parcela sobe quando o CDI sobe. Com um swap, a empresa troca o indexador variável por uma taxa fixa, e a parcela vira previsível. Se a dívida pesa no caixa, vale cruzar com o que você vê em captação de recursos, porque a escolha entre taxa fixa e pós-fixada já nasce na contratação.

Hedge de commodities

Protege o preço de um insumo (ou de um produto que a empresa vende) cotado em bolsa. O hedge pode ser feito para o lado da compra, para travar o custo, ou para o lado da venda, para travar a receita. No agro e na indústria de alimentos, é rotina; em outros setores, aparece menos.

Hedge natural

É a proteção que dispensa contrato: casar entradas e saídas na mesma moeda. Uma exportadora que tem custos em dólar (frete internacional, insumo importado) já compensa parte do risco, porque quando o dólar sobe, a receita sobe e o custo também. É o hedge mais barato que existe e deve ser o primeiro a ser avaliado.

Hedge de investimento líquido no exterior

É um conceito contábil, e não um instrumento novo: grupos que têm controlada fora do país podem proteger, com dívida ou derivativo em moeda estrangeira, a variação do valor dessa participação. Interessa a grupos empresariais maiores e vale um comentário com a contabilidade, mais do que uma ação da PME comum.

Quais são os instrumentos de hedge e qual a diferença entre swap e hedge?

Essa é uma dúvida frequente: hedge é o objetivo; swap é um dos instrumentos para chegar lá. Hedge é a estratégia de se proteger. Swap, futuro, NDF e opção são os contratos que executam a estratégia. Um swap só é hedge quando a empresa o contrata para compensar uma exposição que já tem. Se ele é contratado sem exposição por trás, não protege nada.

InstrumentoComo funcionaOnde é negociadoPonto de atenção
Contrato futuroCompromisso de comprar ou vender um ativo (dólar, boi, milho) numa data futura, a um preço combinadoBolsa (B3)Tem ajuste diário: a empresa precisa de caixa para margem de garantia
NDF (non-deliverable forward)Contrato a termo de moeda, liquidado só pela diferença financeira, sem entrega do dólarBalcão, com bancoSob medida em valor e prazo; o banco cobra pelo risco e exige limite de crédito
OpçãoDireito (não obrigação) de comprar ou vender a um preço definido, mediante pagamento de prêmioBolsa ou balcãoO prêmio é um custo certo, mas a empresa não perde com o movimento favorável
SwapTroca de indexadores entre duas partes (por exemplo, CDI por taxa fixa, ou dólar por CDI)BalcãoPode ter ajuste mensal ou só no vencimento; avaliar o risco da contraparte
Termo de mercadoriaCompra ou venda de mercadoria física a preço e prazo combinadosDireto com fornecedor ou clienteNão usa derivativo, mas depende do cumprimento da outra parte

A diferença entre contrato futuro e termo também confunde. O futuro é padronizado, negociado em bolsa e ajustado todos os dias. O termo e o NDF são contratos privados, com data e valor combinados, e geralmente acertados só no vencimento.

Exemplo prático de hedge cambial

Imagine uma importadora de equipamentos industriais, fictícia, com faturamento de R$ 1,5 milhão por mês. Ela fechou a venda de um lote por R$ 1.300.000, com preço fixo, e precisa pagar ao fornecedor US$ 200.000 em 90 dias. Hoje o dólar está a R$ 5,00. A empresa contrata um NDF de compra de US$ 200.000, com taxa a termo de R$ 5,10 (a diferença de R$ 0,10 sobre o dólar de hoje reflete o diferencial de juros embutido pelo banco).

Fórmula: custo com hedge = pagamento ao dólar do vencimento + resultado do NDF, em que resultado do NDF = (dólar no vencimento − taxa do NDF) × valor em dólar.

Cenário em 90 diasDólarPagamento ao fornecedorResultado do NDFCusto final com hedgeMargem bruta com hedge
Dólar sobeR$ 5,60R$ 1.120.000+ R$ 100.000R$ 1.020.000R$ 280.000 (21,5%)
Dólar fica igualR$ 5,00R$ 1.000.000− R$ 20.000R$ 1.020.000R$ 280.000 (21,5%)
Dólar caiR$ 4,70R$ 940.000− R$ 80.000R$ 1.020.000R$ 280.000 (21,5%)

Veja a conta do primeiro cenário: o fornecedor recebe US$ 200.000 × 5,60 = R$ 1.120.000. O NDF paga (5,60 − 5,10) × 200.000 = R$ 100.000. O custo final é 1.120.000 − 100.000 = R$ 1.020.000. A margem bruta é 1.300.000 − 1.020.000 = R$ 280.000, ou 21,5% da venda.

Agora compare com a empresa sem hedge. Se o dólar sobe a R$ 5,60, o custo vai a R$ 1.120.000 e a margem cai para R$ 180.000 (13,8%). Se o dólar cai a R$ 4,70, o custo é R$ 940.000 e a margem sobe para R$ 360.000 (27,7%). Sem hedge, a margem variou de 13,8% a 27,7% conforme a sorte do câmbio. Com hedge, ficou em 21,5% nos três cenários.

Repare no que o exemplo mostra: o hedge custou R$ 20.000 em relação ao dólar de hoje (a diferença entre 5,10 e 5,00 sobre US$ 200.000). A empresa pagou esse valor pela previsibilidade e abriu mão do ganho extra se o dólar cair. Isso não é erro, é o preço da previsibilidade. A pergunta certa é se uma margem de 13,8% ainda deixa a empresa pagar suas contas. Se sim, talvez nem precise de hedge. Se não, os R$ 20.000 são baratos.

Quando a PME deve usar hedge?

O hedge faz sentido quando três condições aparecem juntas: a exposição é relevante frente ao caixa e à margem, é previsível em valor e data e a empresa não consegue repassar a variação para o preço. Uma loja que reajusta o preço toda semana pode conviver com o dólar. Uma indústria com contrato de venda em reais por seis meses, não.

Alguns sinais de que a conta pede proteção:

  • A margem de contribuição de um produto ou contrato é menor do que a variação possível do câmbio ou da commodity. Entender a margem de contribuição de cada linha mostra quem sofre mais.
  • Há covenants financeiros no contrato de dívida: uma alta do dólar sobre uma dívida em moeda estrangeira pode estourar o índice de alavancagem e antecipar o vencimento.
  • O capital de giro da empresa é apertado e um mau mês de câmbio abriria um buraco que o caixa não cobre.
  • O contrato de venda tem preço fixo em reais, mas o custo é indexado a dólar ou a commodity.

Quando não usar hedge

Não vale a pena quando a exposição é pequena, quando o custo (corretagem, prêmio, spread do banco, tempo de gestão) é alto diante do risco, quando o preço pode ser repassado ao cliente ou quando a empresa não tem estrutura para acompanhar a operação. Um derivativo mal acompanhado é um risco novo, e não uma proteção.

Riscos e custos do hedge

Quatro pontos aparecem em quase toda operação:

  • Custo explícito: prêmio da opção, spread do banco, corretagem e emolumentos da bolsa.
  • Custo de oportunidade: se o mercado favorecer a empresa, o ganho fica com a contraparte.
  • Risco de caixa: no contrato futuro, o ajuste diário pode exigir dinheiro antes do vencimento, mesmo que no fim a conta feche.
  • Risco residual: a proteção raramente é perfeita; datas, valores e indexadores podem não casar exatamente.

Como o hedge funciona na rotina de uma PME

Hedge não é uma operação isolada: é uma rotina dentro da gestão financeira. Numa PME, ela começa pela gestão financeira básica em dia e passa por cinco etapas mensais.

Passo a passo

  1. Liste as exposições no fluxo de caixa. Pegue o fluxo de caixa projetado e realizado e marque tudo o que está em moeda estrangeira, atrelado a índice variável ou a commodity, com valor e data.
  2. Meça o impacto. Faça um cenário e uma análise de sensibilidade: se o dólar subir 10%, quanto cai a margem? E o caixa do mês do vencimento?
  3. Defina uma política. Quem aprova, qual percentual máximo da exposição protegido, quais instrumentos são permitidos e quais estão proibidos. Esse é o assunto da governança corporativa, e ajuda a impedir que o hedge vire especulação.
  4. Contrate e documente. Registre a ligação entre a operação e a exposição, com data, valor, taxa e objetivo.
  5. Acompanhe no fechamento do mês. No fechamento, compare o resultado do instrumento com a variação do objeto protegido e leve o número para a reunião de resultado.

Erros comuns

  • Proteger 100% de uma exposição incerta. Se a importação atrasar ou o pedido cair, a empresa fica com um derivativo sem objeto, que vira especulação.
  • Olhar só o resultado do derivativo. Um NDF que "perdeu dinheiro" no mês pode ter feito o trabalho dele; o que conta é o resultado somado ao do objeto protegido.
  • Ignorar os controles. Operação de derivativo sem alçada, sem segregação entre quem contrata e quem registra e sem confirmação independente abre espaço para erro e fraude. Os controles internos existem para isso.
  • Esquecer o caixa da margem. No contrato futuro, o ajuste diário sai do caixa; sem projeção, a empresa descobre o problema no meio do mês.
  • Tratar o hedge como lucro. Medir o hedge pelo resultado financeiro isolado leva a decisões ruins: ele deve ser medido pela previsibilidade que entregou.
  • Não revisar a posição. A exposição muda com vendas e compras novas, e o hedge precisa acompanhar.

Como ler o número para decidir

Olhe três números a cada fechamento: a exposição líquida (quanto ainda está sem proteção), o percentual protegido e a margem projetada com e sem hedge. Quando a exposição sem proteção cresce e a margem da DRE gerencial projetada diminui, aumente a cobertura. Quando o percentual protegido passa da exposição real, reduza: há sobra de contrato. Esses números cabem num dashboard financeiro mensal e dispensam planilha paralela.

Falar com um especialista da BGP

Hedge accounting: como o hedge é contabilizado?

A contabilidade pode tratar o derivativo de duas formas. Sem a designação formal, o ganho ou a perda do instrumento vai direto ao resultado, enquanto o objeto protegido é reconhecido em outro momento. O resultado do mês oscila, mesmo que a operação esteja protegida economicamente.

Com a contabilidade de hedge (hedge accounting), a empresa documenta a relação entre o instrumento e o objeto protegido e passa a reconhecer os dois efeitos de forma casada. Isso suaviza o resultado e mostra o que de fato aconteceu. No Brasil, a norma é o CPC 48, alinhada ao IFRS 9; veja o contexto em IFRS e CPC. Para a maioria das PMEs, a prioridade é outra: registrar o hedge de forma consistente na gestão, mesmo que sem designação formal, para que o relatório gerencial mostre o efeito líquido da proteção.

Hedge funds: o que são os fundos de hedge?

Fundos de hedge (hedge funds) são fundos de investimento de gestão ativa, em geral voltados a investidores qualificados, que podem usar derivativos, operar vendido e alavancar posições. Apesar do nome, nem todo hedge fund faz hedge: muitos buscam retorno absoluto e assumem risco para isso. No Brasil, a maioria dos produtos chamados assim se enquadra na categoria de fundos multimercado, regulada pela CVM.

É um tema de investimento, não de gestão do risco operacional. Para a empresa que quer aplicar o caixa, a decisão cruza com a tesouraria e com a política de aplicação, e não com a rotina de hedge descrita acima.

Como o hedge se liga à gestão de riscos e ao plano de contingência

O hedge é uma das respostas possíveis a um risco de mercado, mas não é a única. Antes dele, vêm o repasse de preço, o hedge natural e a estrutura de dívida. Depois dele, o plano de contingência financeira define o que fazer se a proteção não bastar. Quando a exposição já virou um problema de dívida, o caminho passa pela reestruturação financeira. E, para empresas que financiam o capital de giro com recebíveis, a antecipação de recebíveis é outra decisão que carrega risco de taxa e de caixa.

Onde o hedge entra no trabalho da BGP

A BGP atende PMEs de todo o Brasil, com sede em Porto Alegre, desde 2010. Na frente On Demand, o FP&A sob demanda projeta o caixa e o resultado em cenários de câmbio, juros e preço de insumo, para que a diretoria decida quanto proteger antes de contratar qualquer instrumento. Na Controladoria, o fluxo de caixa projetado do ciclo mensal mostra quanto vence e quando, e a leitura dos números com a gestão, com o GO BI mostrando margem e caixa, é o lugar para olhar o efeito do câmbio. A BGP não vende derivativos nem recomenda produto: o trabalho é organizar os números para a decisão.

Se a sua empresa tem dívida em moeda estrangeira, importa insumos ou vende com preço fixo, o ponto de partida é simples: medir quanto a margem cai se o dólar mexer. Esse diagnóstico cabe num projeto pontual de análise financeira sob demanda.

Perguntas frequentes sobre hedge

O que é um hedge?

Hedge é uma proteção financeira contra a oscilação de dólar, juros ou preço de commodities. A empresa assume uma posição que compensa a perda de uma exposição que já tem, como uma dívida em dólar ou uma compra futura de insumo. O objetivo é travar custo ou receita, e não ganhar dinheiro.

O que é uma operação de hedge?

É a contratação de um instrumento (contrato futuro, NDF, opção ou swap) que se move no sentido contrário ao risco que a empresa quer cobrir. Se o dólar sobe e encarece a importação, o instrumento gera ganho que compensa. O resultado somado dos dois fica previsível.

O que é hedge em inglês?

Em inglês, hedge significa cerca viva, sebe, e por extensão proteção ou cobertura. Como verbo, to hedge é proteger-se contra uma perda. Em finanças, o termo foi adotado no Brasil sem tradução, e hedging designa o ato de fazer a proteção.

Qual a diferença entre swap e hedge?

Hedge é o objetivo, a estratégia de se proteger de um risco. Swap é um instrumento, um contrato de troca de indexadores (por exemplo, CDI por taxa fixa). O swap pode ser usado para fazer hedge, mas só é proteção quando existe uma exposição real que ele compensa.

O que é hedge cambial?

É a proteção contra a variação do câmbio em pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira. A empresa trava hoje a cotação de uma data futura, normalmente com NDF, contrato futuro de dólar ou opções. Assim, o custo da importação ou o valor da exportação em reais fica conhecido de antemão.

Hedge é a mesma coisa que seguro?

São parecidos, mas diferentes. No seguro, você paga um prêmio e recebe se o sinistro ocorrer. No hedge com contrato a termo ou futuro, não há prêmio, e a empresa abre mão do ganho se o mercado se mover a favor. Apenas a opção funciona como um seguro, com prêmio pago e ganho preservado.

Toda empresa precisa fazer hedge?

Não. Empresas sem exposição relevante a câmbio, juros ou commodities, ou que repassam a variação ao preço, não precisam. O hedge faz sentido quando a exposição é grande diante do caixa, previsível em data e valor e não pode ser repassada ao cliente.

Qual o custo de fazer hedge?

Depende do instrumento. A opção cobra um prêmio. O NDF e o swap embutem o spread do banco e o diferencial de juros entre as moedas. O contrato futuro tem corretagem, emolumentos e a margem de garantia, que imobiliza caixa. Cote com mais de uma instituição antes de decidir.

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