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Fernanda Brunisaki Bertuzzi 6 de outubro de 2026 · 15 min de leitura

Custo fixo e custo variável: diferença, exemplos, custos diretos e indiretos

Custo fixo e custo variável: diferença, exemplos, custos diretos e indiretos

Custo fixo é o gasto que a empresa tem independentemente de quanto vende, como aluguel e salários da estrutura. Custo variável muda na mesma direção do volume de vendas ou de produção, como matéria-prima, comissão e frete. Separar os dois é o primeiro passo para calcular preço, margem e ponto de equilíbrio.

Neste guia você vê a diferença entre custo fixo e variável com exemplos e tabela, o que são custos diretos e indiretos, despesas fixas e variáveis, rateio, centro de custo, custo dos produtos vendidos e custo de capital, além de um exemplo numérico completo e a rotina para aplicar isso numa PME.

O que são custos e despesas?

Antes de dividir em fixo e variável, é preciso separar custo de despesa, porque a palavra "custos" aparece para tudo e atrapalha a conta.

  • Custo é o gasto ligado à produção do bem ou à prestação do serviço: matéria-prima, mão de obra da produção, energia da fábrica, mercadoria comprada para revenda.
  • Despesa é o gasto necessário para manter a empresa funcionando e vender: salário do administrativo, comissão, marketing, aluguel do escritório, tarifas bancárias.
  • Investimento é o gasto que gera benefício por mais de um período, como máquinas, reforma e software desenvolvido. Ele não vai direto para o resultado; entra no balanço e é consumido aos poucos por depreciação ou amortização.

Na prática, o mesmo gasto pode mudar de lado conforme o negócio. A energia de uma fábrica é custo; a de uma loja é despesa. Para aprofundar a distinção contábil, veja custos versus despesas e, para o conceito de investimento, CAPEX e OPEX.

Na contabilidade, a receita é o que a empresa ganha com vendas, e a despesa (e o custo) é o que ela consome para obtê-la. A diferença entre as duas, no período, é o resultado. O momento em que cada uma é registrada depende do regime de caixa ou de competência.

Qual a diferença entre custo fixo e custo variável?

A diferença está em como o gasto reage ao volume de atividade.

Custo fixo não muda (dentro de certa faixa de volume) quando a produção ou as vendas variam. A empresa paga o aluguel igual se vender R$ 50 mil ou R$ 500 mil no mês.

Custo variável muda na proporção do volume. Se a empresa produz o dobro, gasta praticamente o dobro de matéria-prima.

CritérioCusto fixoCusto variável
Reação ao volumeNão muda no curto prazoCresce e cai com o volume
Valor total por mêsConstanteProporcional às vendas ou produção
Valor por unidadeCai quando o volume sobePraticamente constante
Se a empresa parar de venderContinua existindoSome
ExemplosAluguel, salários da estrutura, seguro, depreciação, contadorMatéria-prima, comissão, frete, embalagem, impostos sobre a venda
Risco principalPesa quando as vendas caemCorrói a margem se o preço não acompanha

A pergunta de teste é simples: "se eu não vender nada este mês, esse gasto desaparece?" Se desaparece, é variável. Se continua, é fixo.

Fórmula: Custo total = Custos fixos + (Custo variável unitário × Quantidade)

Quais são exemplos de custos fixos e variáveis?

Exemplos de custos fixos

  • Aluguel do galpão, loja ou escritório.
  • Salários de quem recebe valor fixo, independentemente da produção.
  • Seguros, que tendem a ser estáveis enquanto a cobertura não muda.
  • Depreciação de máquinas, equipamentos e imóveis, rateada ao longo da vida útil.
  • Pró-labore, honorários do contador, sistemas e assinaturas de software.
  • Internet, telefonia e vigilância em planos fixos.

Exemplos de custos variáveis

  • Matéria-prima e insumos consumidos na produção.
  • Mercadoria comprada para revenda.
  • Mão de obra direta paga por produção ou hora trabalhada.
  • Comissões de vendas.
  • Embalagem e frete de entrega.
  • Impostos sobre a venda e taxas de cartão ou de marketplace.
  • Energia de máquinas quando o consumo acompanha a produção.

Custos mistos e em degraus

Nem todo gasto é puro. Há dois tipos que confundem:

  • Custo misto (ou semivariável): tem uma parte fixa e outra que varia. A conta de energia da loja tem uma tarifa mínima e um consumo que sobe com a operação. Plano de celular com franquia e excedente é outro exemplo. Separe as duas partes na hora de classificar.
  • Custo em degraus: fixo dentro de uma faixa e salta quando a capacidade estoura. Um supervisor atende até 15 pessoas; na 16ª, é preciso contratar outro. Um galpão comporta até certo volume; acima, é preciso alugar mais um.

Qual a diferença entre despesas fixas e despesas variáveis?

A mesma divisão vale para as despesas. Despesas fixas são as que se repetem em valor estável, como aluguel do escritório, salários administrativos, contabilidade e sistemas. Despesas variáveis acompanham as vendas, como comissões, frete de entrega, taxas de cartão e marketing por performance quando é cobrado por venda.

Os tipos de despesa mais comuns em PMEs são:

  • Despesas administrativas: pessoal administrativo, contabilidade, jurídico, material de escritório.
  • Despesas comerciais (de vendas): comissões, marketing, brindes, viagens comerciais.
  • Despesas financeiras: juros, tarifas bancárias, IOF, descontos concedidos.
  • Despesas tributárias: impostos e taxas que não incidem direto sobre a receita.

Na DRE, essas despesas aparecem abaixo do lucro bruto. Na versão gerencial, elas são reorganizadas por comportamento (fixo e variável) para que você enxergue a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio.

O que são custos diretos e indiretos?

Essa é outra divisão, que não substitui a de fixo e variável: ela responde "dá para ligar este custo diretamente a um produto, serviço ou cliente?".

Custo direto é o que dá para medir e atribuir a um produto específico, sem critério de divisão. O tecido de uma camisa, o tempo do técnico em um chamado, o óleo usado em um serviço.

Custo indireto é o que beneficia vários produtos ao mesmo tempo, e só se atribui por estimativa. O aluguel da fábrica, a supervisão, a energia da estrutura.

As duas classificações se cruzam:

DiretoIndireto
VariávelMatéria-prima do produto A, comissão sobre a venda do produto AEnergia que cresce com a produção geral, materiais de limpeza da fábrica
FixoSalário de um supervisor dedicado só à linha AAluguel do galpão, seguro, depreciação das máquinas compartilhadas

Um custo direto quase sempre é variável, mas não sempre. Um técnico dedicado exclusivamente a um contrato é custo direto e fixo (o salário não muda com o volume). E o inverso: a energia de uma fábrica é indireta e pode ser variável.

O desafio da gestão é o custo indireto, porque ele precisa ser dividido entre produtos. É para isso que existe o rateio.

O que é rateio de custos?

Rateio é a divisão de um custo ou despesa comum entre produtos, serviços, clientes ou áreas, com base em um critério objetivo. Sem rateio, o produto mostraria um custo menor do que realmente consome e o preço sairia errado.

Critérios de rateio comuns:

  • Área ocupada (m²): para aluguel e condomínio.
  • Horas de máquina ou de mão de obra: para custos de produção.
  • Número de funcionários: para benefícios e RH.
  • Receita ou volume de vendas: para despesas administrativas gerais.
  • Consumo medido: energia por medidor, por exemplo.

Exemplo de rateio, passo a passo

Uma fábrica fictícia tem R$ 20.000 por mês de custos indiretos de produção e dois produtos. O critério escolhido é horas de máquina.

ProdutoHoras de máquinaParte do rateioCusto indireto rateadoUnidadesIndireto por unidade
A30060%R$ 12.000400R$ 30,00
B20040%R$ 8.000100R$ 80,00
Total500100%R$ 20.000

O produto B ocupa 40% das máquinas e vende pouco; por isso carrega R$ 80 de custo indireto por unidade, mais que o dobro de A. Se o rateio fosse por unidades vendidas, B pagaria só 20% (R$ 4.000) e o preço pareceria baixo demais. O critério muda a decisão, então ele precisa refletir o consumo real.

O rateio é uma estimativa, não uma verdade contábil. Revise o critério quando a operação mudar.

O que é centro de custo e para que serve?

Centro de custo é uma unidade (área, departamento, projeto, loja, equipe) à qual se atribuem gastos para saber quanto cada parte da empresa consome. Em vez de ver "despesa de pessoal: R$ 180 mil" em um bolo só, você enxerga quanto é do comercial, da produção, do atendimento e da administração.

Ele serve para:

  • Responsabilizar: cada gestor acompanha o que gasta no seu centro.
  • Comparar com o orçamento por área, não só no total.
  • Ratear custos comuns com critérios claros.
  • Medir rentabilidade de unidades, lojas ou projetos.

Existem centros de custo produtivos (produção, atendimento direto ao cliente) e de apoio (administração, TI, RH), cujo custo é, depois, rateado para os produtivos. Para PMEs, o ideal é começar enxuto: de quatro a oito centros, alinhados à estrutura real, ligados ao plano de contas. Centros demais viram trabalho de lançamento que ninguém sustenta.

Como calcular o custo dos produtos vendidos (CPV, CMV e CSP)?

O custo dos produtos vendidos é o custo apenas das unidades que saíram, e não de tudo que foi comprado ou produzido. Muda de nome conforme a atividade: CMV (custo da mercadoria vendida) no comércio, CPV (custo do produto vendido) na indústria e CSP (custo do serviço prestado) em serviços.

Fórmula: CMV = Estoque inicial + Compras do período − Estoque final

Exemplo: uma loja fictícia começa o mês com R$ 80.000 em estoque, compra R$ 50.000 e termina com R$ 70.000. CMV = 80.000 + 50.000 − 70.000 = R$ 60.000. Se vendeu R$ 130.000, o lucro bruto é R$ 70.000 (53,8%).

Na indústria, o CPV inclui matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação (os que passam por rateio). Em serviços, o CSP reúne a equipe e os insumos que entregam o serviço. Em todos os casos, o CPV é a primeira linha de custo depois da receita líquida na DRE, e é onde erros de classificação mais distorcem a margem.

O que é custo de capital e como calcular o CMPC?

Custo de capital é a remuneração mínima que a empresa precisa gerar para pagar quem financia o negócio: credores (dívida) e sócios (capital próprio). Não aparece como linha de "custo" na DRE operacional, mas orienta decisões de investimento. Se um projeto rende menos que o custo de capital, destrói valor, mesmo dando lucro contábil.

O custo médio ponderado de capital (CMPC, ou WACC em inglês) combina os dois custos pelo peso de cada fonte:

Fórmula: CMPC = (E ÷ (E + D)) × Ke + (D ÷ (E + D)) × Kd × (1 − t)

Onde E é o capital próprio, D é a dívida, Ke é o retorno exigido pelos sócios, Kd é o custo da dívida e t é a alíquota de imposto de renda.

Exemplo fictício: 60% de capital próprio com retorno exigido de 18% ao ano e 40% de dívida a 14% ao ano, com alíquota de 34% (hipótese para empresa no lucro real).

  1. Parcela do capital próprio: 0,60 × 18% = 10,80%.
  2. Parcela da dívida: 0,40 × 14% × (1 − 0,34) = 3,70%.
  3. CMPC = 10,80% + 3,70% = 14,5% ao ano.

Qualquer investimento que a empresa avalie precisa render, no mínimo, algo acima de 14,5% ao ano. O CMPC também é a taxa usada para trazer fluxos futuros a valor presente em um valuation. Para a maioria das PMEs, o uso prático é mais simples: saber se o dinheiro que está em estoque, em máquinas ou em clientes rende mais do que custa.

Exemplo prático: como o custo fixo muda o custo unitário

Imagine uma confeitaria industrial fictícia, com R$ 30.000 de custos fixos por mês (aluguel, folha da estrutura, energia mínima, depreciação) e custo variável de R$ 25 por unidade (ingredientes, embalagem, comissão, impostos). O preço de venda é R$ 60.

Volume mensalCustos fixosCustos variáveisCusto totalCusto por unidadeResultado
500 un.R$ 30.000R$ 12.500R$ 42.500R$ 85,00−R$ 12.500
857 un.R$ 30.000R$ 21.425R$ 51.425R$ 60,00≈ zero
1.000 un.R$ 30.000R$ 25.000R$ 55.000R$ 55,00R$ 5.000
2.000 un.R$ 30.000R$ 50.000R$ 80.000R$ 40,00R$ 40.000

Observe o que acontece:

  • O custo variável por unidade permanece R$ 25 em todos os cenários.
  • O custo fixo por unidade despenca: R$ 60 com 500 unidades, R$ 30 com 1.000 e R$ 15 com 2.000.
  • O ponto de equilíbrio é 30.000 ÷ (60 − 25) = 857 unidades.
  • Acima do equilíbrio, cada unidade a mais deixa R$ 35 de lucro.

Isso explica por que empresas com estrutura fixa pesada sofrem quando as vendas caem e se beneficiam muito quando sobem (alavancagem operacional). Quanto maior a parcela de custo fixo, maior o risco e o potencial de ganho. É o raciocínio por trás da pergunta clássica de startups, tratada em qual é o custo fixo ideal para a minha startup.

Falar com um especialista da BGP

Como usar a separação entre custo fixo e variável nas decisões?

  • Planejamento orçamentário: saber a proporção entre fixos e variáveis permite prever ponto de equilíbrio e margem. Veja orçamento: budget e forecast.
  • Preço: o custo variável é o piso do preço; o fixo define quantas unidades precisam ser vendidas para pagar a estrutura. Aplique no markup.
  • Margem de contribuição: preço menos variáveis, que mostra quanto cada venda ajuda a cobrir os fixos.
  • Expansão: contratar um funcionário ou alugar um espaço aumenta o custo fixo e eleva o volume necessário para o equilíbrio.
  • Corte de gastos: cortar variável custa vendas; cortar fixo custa capacidade. Saiba qual está cortando.
  • Caixa: fixos são pagamentos certos; as entradas é que são incertas. Isso entra no fluxo de caixa e no capital de giro.

Como organizar custos fixos e variáveis na rotina de uma PME

  1. Monte um plano de contas que separe custo, despesa e investimento e marque cada conta como fixa, variável ou mista.
  2. Crie centros de custo enxutos alinhados a áreas ou projetos reais.
  3. Concilie os lançamentos com banco e cartão, para que a classificação nasça correta e não precise ser refeita no fechamento.
  4. Defina os critérios de rateio por escrito e revise uma vez por ano.
  5. Feche o mês até o décimo dia útil com uma DRE gerencial que mostre a margem de contribuição e os fixos separados.
  6. Compare com o mês anterior e o orçado e investigue desvios maiores que um limite que você define.
  7. Revise contratos fixos (aluguel, sistemas, seguros) uma vez por ano. Fixo também se renegocia.

Erros comuns

  • Tratar tudo como fixo ou tudo como variável. Sem separação, margem e ponto de equilíbrio ficam errados.
  • Esquecer o custo misto e jogar a conta inteira em uma categoria.
  • Ratear por critério fácil (partes iguais) em vez de critério justo.
  • Ignorar depreciação e o custo de capital ao decidir preço.
  • Misturar pessoal e empresa. Gasto do sócio pago pelo caixa da empresa entra na conta de custo e distorce tudo.
  • Ver só o total. Um custo total estável pode esconder fixos subindo e variáveis caindo.

Os resultados dessa rotina aparecem nos indicadores financeiros e nos relatórios gerenciais do fechamento.

Custos fixos e variáveis na BGP

Classificar os gastos, manter centros de custo, ratear e fechar o mês com uma DRE gerencial é trabalho contínuo, e é onde muitas PMEs travam: o contador cuida do fiscal, e ninguém cuida da gestão. A controladoria financeira terceirizada da BGP assume essa rotina: o time organiza o plano de contas, classifica os custos, concilia e entrega os relatórios de gestão.

Se a empresa já tem os dados no ERP, mas não os enxerga, o GO BI conecta as fontes e publica dashboards com custos e margens. Se o financeiro interno dá conta, a planilha bem mantida resolve; a BGP faz sentido quando o tempo do dono está sendo gasto apurando número em vez de decidir. Veja também o que é controladoria.

Perguntas frequentes sobre custo fixo e custo variável

Qual a diferença entre custo fixo e custo variável?

Custo fixo não muda com o volume de vendas ou produção no curto prazo, como aluguel e salários da estrutura. Custo variável muda junto com o volume, como matéria-prima e comissões. O teste prático: se a empresa não vender nada no mês e o gasto continuar, é fixo.

Quais são exemplos de custos fixos e variáveis?

Fixos: aluguel, salários administrativos, seguro, depreciação, contador e sistemas. Variáveis: matéria-prima, mercadoria para revenda, comissão de vendas, frete, embalagem e impostos sobre a venda. Alguns gastos são mistos, como a energia, que tem uma parte mínima fixa e outra que cresce com o uso.

O que são custos diretos e indiretos?

Custos diretos são os que se atribuem a um produto ou serviço sem critério de divisão, como o tecido de uma camisa. Indiretos servem a vários produtos ao mesmo tempo, como o aluguel da fábrica, e precisam de rateio. Essa divisão é independente da classificação em fixo e variável.

O que é rateio?

Rateio é a divisão de custos e despesas comuns entre produtos, áreas ou clientes, usando um critério objetivo como horas de máquina, área ocupada ou receita. Serve para que cada produto carregue o custo que realmente consome. O critério escolhido altera o custo unitário e pode mudar decisões de preço.

O que é centro de custo?

Centro de custo é uma unidade da empresa, como um departamento, projeto ou loja, usada para agrupar gastos e saber quanto cada parte consome. Permite comparar com o orçamento por área e medir rentabilidade. Deve ser enxuto e alinhado ao plano de contas, para não virar burocracia.

O que é custo de capital?

É o retorno mínimo que a empresa precisa gerar para remunerar quem a financia: credores e sócios. Quando se combinam os dois, calcula-se o custo médio ponderado de capital (CMPC). Um investimento que rende menos que o custo de capital destrói valor, mesmo com lucro contábil.

Despesa fixa é a mesma coisa que custo fixo?

Não exatamente. Custo está ligado à produção do bem ou serviço; despesa, à manutenção e venda da empresa. Ambos podem ser fixos. O aluguel da fábrica é custo fixo; o do escritório administrativo é despesa fixa. Na gestão, os dois são somados para calcular o ponto de equilíbrio.

Como calcular o custo fixo por unidade?

Divida os custos fixos totais do período pelo número de unidades produzidas ou vendidas. Com R$ 30.000 de fixos e 1.000 unidades, o custo fixo por unidade é R$ 30. Com 2.000 unidades, cai para R$ 15. Por isso o custo unitário total diminui conforme o volume cresce.

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