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7 de outubro de 2026 · 16 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Demonstrações contábeis: quais são (BP, DRE, DFC, DMPL, DVA, DRA) e como ler

Demonstrações contábeis: quais são (BP, DRE, DFC, DMPL, DVA, DRA) e como ler

Demonstrações contábeis são os relatórios formais que mostram a situação patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa de uma empresa em um período. O conjunto completo reúne balanço patrimonial, DRE, DFC, DMPL ou DLPA, DVA, DRA e notas explicativas, e serve a sócios, bancos, investidores e ao fisco.

Neste guia você encontra o que cada demonstração mostra, para que serve, quais são obrigatórias, a estrutura de DFC (método direto e indireto), DMPL, DVA e DRA, as notas explicativas, um exemplo numérico integrado, como ler o conjunto e os erros mais comuns em PMEs.

O que são demonstrações contábeis?

As demonstrações contábeis, também chamadas de demonstrações financeiras, são relatórios padronizados produzidos pela contabilidade a partir dos lançamentos da empresa. Cada uma responde a uma pergunta diferente: o que a empresa tem e deve, quanto ganhou, de onde veio e para onde foi o dinheiro, como o patrimônio dos sócios mudou, quanta riqueza foi gerada e para quem ela foi distribuída.

No Brasil, a base legal é a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/1976, art. 176, com as alterações da Lei 11.638/2007) e as normas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), em especial o CPC 26 (Apresentação das Demonstrações Contábeis). Empresas menores podem seguir normas simplificadas, como o CPC PME e a ITG 1000, conforme o porte e o enquadramento. A lista exata do que cada empresa precisa elaborar deve ser confirmada com o contador.

Para que servem as demonstrações contábeis

  • Prestação de contas a sócios, conselhos, investidores e órgãos reguladores.
  • Acesso a crédito: bancos pedem balanço, DRE e, muitas vezes, DFC para conceder limite.
  • Base fiscal e societária: distribuição de lucros, apuração de tributos e registro oficial.
  • Gestão: é a fonte para indicadores de liquidez, endividamento e rentabilidade.
  • Operações societárias: venda da empresa, entrada de sócio e due diligence partem das demonstrações.

Quais são as demonstrações contábeis? Visão geral em tabela

DemonstraçãoPergunta que respondeReferência no tempoBase normativa
Balanço patrimonial (BP)O que a empresa tem, deve e quanto vale para os sóciosFoto em uma dataLei 6.404, art. 178; CPC 26
DREHouve lucro ou prejuízo no períodoFilme de um períodoLei 6.404, art. 187; CPC 26
DRAQual o resultado total, incluindo ganhos e perdas fora do lucroPeríodoCPC 26
DFCDe onde veio e para onde foi o caixaPeríodoCPC 03
DMPL / DLPAComo o patrimônio líquido variouPeríodoCPC 26
DVAQuanta riqueza a empresa gerou e como a distribuiuPeríodoCPC 09
Notas explicativasEm que bases e critérios os números foram feitosAcompanham todasLei 6.404, art. 176; CPC 26

A diferença entre foto e filme ajuda a memorizar: o balanço é uma fotografia da empresa em uma data; as demais demonstrações são filmes que mostram o que aconteceu entre duas fotos.

O que é o balanço patrimonial?

O balanço patrimonial lista, em uma data, tudo o que a empresa possui (ativo), tudo o que deve a terceiros (passivo) e o que pertence aos sócios (patrimônio líquido). A equação que o governa é: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido.

GrupoExemplos de contas
Ativo circulanteCaixa, bancos, aplicações, contas a receber, estoques
Ativo não circulanteRealizável a longo prazo, investimentos, imobilizado, intangível
Passivo circulanteFornecedores, salários, tributos a pagar, empréstimos de curto prazo
Passivo não circulanteFinanciamentos de longo prazo, provisões de longo prazo
Patrimônio líquidoCapital social, reservas, lucros acumulados

O detalhamento está em balanço patrimonial, e a lógica dos dois lados em ativo e passivo. Dois itens merecem atenção especial: o capital social, que abre a conta do patrimônio líquido, e os ativos que não se veem, tratados em ativo intangível e goodwill.

O que é a DRE?

A DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) mostra, pelo regime de competência, as receitas, os custos, as despesas e o lucro ou prejuízo de um período. Parte da receita bruta, subtrai deduções, custos e despesas, passa pelo resultado financeiro e chega ao lucro líquido.

A estrutura linha a linha, a diferença entre DRE contábil e gerencial e o modelo estão em DRE: o que é, estrutura e como fazer. Para entender por que o lucro da DRE não é o saldo do banco, veja regime de caixa e regime de competência.

O que é a DRA (demonstração do resultado abrangente)?

A DRA é a demonstração que começa pelo lucro líquido da DRE e acrescenta os chamados outros resultados abrangentes: ganhos e perdas que, por norma, ainda não passam pelo resultado do período, mas alteram o patrimônio líquido. O resultado abrangente total é a soma dos dois.

Fórmula: Resultado abrangente = Lucro líquido ± Outros resultados abrangentes (ORA)

Exemplos de itens de ORA, conforme as normas aplicáveis: ajustes de valor justo de certos instrumentos financeiros, variação cambial sobre investimentos no exterior e ganhos ou perdas atuariais de planos de benefício. A DRA é comum em empresas maiores e com operações mais complexas. A PME típica, em geral, tem ORA zero, e o resultado abrangente coincide com o lucro líquido. O CPC 26 permite apresentá-la em um quadro único com a DRE ou em separado.

Exemplo simplificado de DRA

Uma empresa fictícia teve lucro líquido de R$ 180.000 e um ganho de R$ 12.000 no valor justo de um instrumento financeiro, registrado em ORA. O resultado abrangente é R$ 180.000 + R$ 12.000 = R$ 192.000. O ganho de R$ 12.000 aparece direto no patrimônio líquido e só vai ao resultado quando for realizado.

O que é a DFC (demonstração dos fluxos de caixa)?

A DFC mostra as entradas e saídas de caixa do período e as explica por origem. É a ponte entre o lucro da DRE e o dinheiro de fato disponível. Seguindo o CPC 03, ela se divide em três blocos:

  • Atividades operacionais: caixa gerado ou consumido pelo negócio do dia a dia (recebimento de clientes, pagamento de fornecedores, folha, tributos).
  • Atividades de investimento: compra e venda de imobilizado, intangível, participações e aplicações de longo prazo.
  • Atividades de financiamento: captação e pagamento de empréstimos, aportes de sócios e dividendos.

DFC pelo método direto e indireto: qual a diferença?

No método direto, as atividades operacionais são apresentadas pelas entradas e saídas brutas de caixa: recebimentos de clientes menos pagamentos a fornecedores e empregados. É mais intuitivo e próximo do fluxo de caixa gerencial. No método indireto, parte-se do lucro líquido e ajusta-se por itens que não afetam o caixa (como depreciação) e pelas variações do capital de giro. É o mais usado na prática, porque aproveita os dados que a contabilidade já tem. A norma admite os dois, e a decisão cabe à empresa.

AspectoMétodo diretoMétodo indireto
Ponto de partidaRecebimentos e pagamentos brutosLucro líquido da DRE
Facilidade de leituraMais intuitivoExige entender os ajustes
Facilidade de elaboraçãoExige controle de caixa por categoriaUsa dados do balanço e da DRE
Concilia lucro e caixaEm quadro à parteJá faz parte da apresentação

Exemplo de DFC pelo método indireto

Uma empresa fictícia, a Indústria Beta, teve lucro líquido de R$ 180.000 no ano. A depreciação do período foi de R$ 40.000 (não afeta caixa). As contas a receber cresceram R$ 60.000, os estoques R$ 30.000 e os fornecedores R$ 25.000. Houve compra de máquinas de R$ 90.000, aumento de capital de R$ 100.000, pagamento de empréstimo de R$ 20.000 e dividendos de R$ 40.000. O caixa inicial era de R$ 120.000.

ItemValor (R$)
Lucro líquido180.000
(+) Depreciação (não afeta caixa)40.000
(−) Aumento de contas a receber(60.000)
(−) Aumento de estoques(30.000)
(+) Aumento de fornecedores25.000
Caixa das atividades operacionais155.000
(−) Compra de máquinas(90.000)
Caixa das atividades de investimento(90.000)
(+) Aumento de capital100.000
(−) Pagamento de empréstimo(20.000)
(−) Dividendos pagos(40.000)
Caixa das atividades de financiamento40.000
Variação líquida de caixa105.000
Caixa no início do período120.000
Caixa no fim do período225.000

O lucro foi de R$ 180.000, mas o caixa operacional foi de R$ 155.000: parte do lucro ficou presa em clientes e estoques. É a leitura que a DRE sozinha não entrega, e a razão pela qual a DFC importa tanto em PMEs que crescem. Para aprofundar o tema do caixa, veja capital de giro.

O que é a DMPL (demonstração das mutações do patrimônio líquido)?

A DMPL mostra, conta a conta, como o patrimônio líquido saiu do saldo inicial e chegou ao final: aumentos de capital, lucro do período, constituição de reservas, dividendos, ajustes e outros movimentos. A Lei 6.404 prevê a DLPA (demonstração de lucros ou prejuízos acumulados) e admite que ela seja substituída pela DMPL, que é mais completa.

Estrutura da DMPL

As colunas são as contas do patrimônio líquido (capital social, reservas de capital, reservas de lucros, lucros ou prejuízos acumulados, ajustes de avaliação patrimonial). As linhas são os eventos do período. A última coluna soma o total do patrimônio líquido.

Exemplo de DMPL

Mantendo a Indústria Beta, suponha capital social inicial de R$ 500.000 e reservas de lucros de R$ 150.000. No ano, houve aumento de capital de R$ 100.000, lucro de R$ 180.000, dividendos de R$ 40.000 e o restante do lucro foi retido em reservas.

EventoCapital socialReservas de lucrosTotal do PL
Saldo inicial500.000150.000650.000
Aumento de capital100.000-100.000
Lucro líquido do exercício-180.000180.000
Dividendos-(40.000)(40.000)
Saldo final600.000290.000890.000

Para simplificar, o lucro foi colocado diretamente em reservas. Na prática, ele passa pela conta de lucros acumulados, e há regras de destinação, como reserva legal, previstas na Lei 6.404 e no contrato ou estatuto social. O contador define o tratamento correto de cada caso.

O que é a DVA (demonstração do valor adicionado)?

A DVA mostra a riqueza que a empresa gerou e como ela foi distribuída entre os agentes que contribuíram: empregados, governo, financiadores e sócios. É regulada pelo CPC 09 e é obrigatória para companhias abertas. Para as demais, é opcional, mas útil para mostrar o papel econômico e social do negócio.

Estrutura da DVA

  1. Receitas: vendas de mercadorias, produtos e serviços.
  2. Insumos adquiridos de terceiros: custos de mercadorias, materiais, energia, serviços de terceiros.
  3. Valor adicionado bruto: receitas menos insumos.
  4. Retenções: depreciação, amortização e exaustão.
  5. Valor adicionado líquido produzido.
  6. Valor adicionado recebido em transferência: receitas financeiras e resultado de participações.
  7. Valor adicionado total a distribuir e sua distribuição: pessoal, impostos, taxas e contribuições, remuneração de capitais de terceiros (juros e aluguéis) e remuneração de capitais próprios (dividendos e lucros retidos).

Exemplo simplificado de DVA

LinhaValor (R$)% do total
Receitas1.000.000
(−) Insumos adquiridos de terceiros(520.000)
= Valor adicionado bruto480.000
(−) Depreciação(40.000)
= Valor adicionado líquido440.000
(+) Receitas financeiras10.000
= Valor adicionado total a distribuir450.000100%
Pessoal200.00044,4%
Impostos, taxas e contribuições120.00026,7%
Juros e aluguéis50.00011,1%
Sócios (dividendos e lucros retidos)80.00017,8%

Os valores são hipotéticos e simplificados: na DVA real, as receitas e os insumos aparecem com os tributos incluídos, e o detalhamento segue o CPC 09.

O que são notas explicativas?

As notas explicativas são o texto que acompanha as demonstrações e explica como os números foram construídos. Elas fazem parte integrante do conjunto e, para o leitor externo, muitas vezes são a parte mais reveladora. Em geral incluem:

  • As políticas contábeis adotadas: critério de reconhecimento de receita, estoques, depreciação, provisões.
  • A composição detalhada de contas relevantes: contas a receber por vencimento, imobilizado por classe, empréstimos por credor e taxa.
  • Partes relacionadas, garantias prestadas e compromissos assumidos.
  • Passivos contingentes e eventos subsequentes, ou seja, fatos relevantes ocorridos entre a data do balanço e a de sua aprovação.
  • Julgamentos e estimativas relevantes, como as de perdas esperadas, tratadas em provisão e PDD.

Quem analisa crédito ou avalia uma empresa lê as notas antes de olhar os números, porque elas mostram o que está escondido nas linhas totais.

Quais demonstrações contábeis são obrigatórias?

Depende do tipo societário, do porte e do regime. De forma geral, e sempre sujeita à confirmação do contador:

  • Sociedades por ações abertas: conjunto completo, com DVA, e publicação.
  • Sociedades por ações fechadas: conjunto previsto na Lei 6.404, com regras próprias para a DFC conforme o patrimônio líquido.
  • Sociedades limitadas de grande porte: a Lei 11.638/2007 estendeu a elas as regras de escrituração e demonstrações das S.A.
  • Demais empresas: obrigatoriedade mínima de balanço patrimonial e de resultado econômico, conforme o Código Civil e as normas do CFC, com possibilidade de contabilidade simplificada para microempresas e empresas de pequeno porte (ITG 1000).

Mesmo quando a lei exige pouco, bancos, investidores e compradores exigem mais. Uma PME que pretende captar crédito, receber investimento ou ser vendida deve manter o conjunto completo em dia, tema que o satélite por que ter a contabilidade em dia e o que cobrar do contador trata.

Como ler as demonstrações contábeis em conjunto?

As demonstrações se conectam. Ler uma isolada é ver um quadro parcial. Um roteiro prático:

  1. Comece pela DRE: a empresa tem lucro? Qual a tendência da receita e da margem?
  2. Passe à DFC: o lucro virou caixa? Se o caixa operacional é bem menor que o lucro, olhe prazo de recebimento e estoque.
  3. Vá ao balanço: a empresa cobre as dívidas de curto prazo? Qual o peso da dívida sobre o patrimônio?
  4. Cheque a DMPL: o lucro está ficando na empresa ou saindo em dividendos? Houve aporte de sócios para cobrir buracos?
  5. Leia as notas: a composição das dívidas, as garantias, as contingências.
  6. Compare períodos: a análise horizontal e vertical mostra a evolução e o peso de cada conta.
  7. Calcule indicadores: liquidez, endividamento e rentabilidade, reunidos em indicadores financeiros.

Como as demonstrações se conectam

  • O lucro líquido da DRE entra no patrimônio líquido do balanço, via DMPL.
  • A variação de caixa da DFC é a diferença entre o caixa de dois balanços.
  • A depreciação sai da DRE, reduz o imobilizado no balanço e é somada de volta na DFC indireta. Veja depreciação e amortização.
  • Os dividendos reduzem o patrimônio na DMPL e o caixa na DFC.

Demonstrações contábeis e relatórios gerenciais: qual a diferença?

As demonstrações contábeis seguem normas, têm formato padronizado e atendem a terceiros. Costumam sair com atraso, porque dependem do fechamento contábil. Os relatórios gerenciais são livres, feitos para o gestor, mais rápidos e mais detalhados: mostram a margem por produto, o caixa semanal, a inadimplência por cliente. As duas camadas se complementam, e o gestor que enxerga só a contábil decide com atraso. O guia de relatórios gerenciais explica como montar o pacote mensal. Um bom plano de contas permite que as duas visões saiam da mesma base.

Como as demonstrações contábeis funcionam na rotina de uma PME

Na PME, o desafio costuma ser a distância entre a contabilidade e a gestão. O contador entrega o balanço depois do prazo e o dono decide com o extrato bancário. Para reduzir essa distância:

  • Feche o mês até o dia 10: sem fechamento rápido, nenhuma demonstração serve à decisão.
  • Concilie banco e contabilidade todo mês. Saldos que não batem contaminam balanço, DRE e DFC.
  • Padronize o plano de contas e as categorias, para que a mesma conta signifique a mesma coisa em todos os meses.
  • Alinhe critérios com o contador: depreciação, estoques, provisões e reconhecimento de receita.
  • Reúna o pacote mensal: BP, DRE, DFC e indicadores em um único relatório, com comentários do que mudou e por quê.
  • Defina quem opera o ciclo. Se a equipe interna não consegue fechar no prazo, a Controladoria assume a rotina mensal.
  • Guarde as notas e documentos de suporte. Elas serão pedidas em auditoria, crédito ou venda da empresa.

Quais são os erros mais comuns com demonstrações contábeis?

  • Olhar só a DRE. Lucro sem caixa é a causa clássica de empresa lucrativa que quebra.
  • Misturar contas pessoais e da empresa. Distorce o balanço e a DMPL, e gera risco jurídico.
  • Não conciliar bancos e cartões. O caixa do balanço deixa de refletir a realidade.
  • Estoque e contas a receber inflados. Itens obsoletos e clientes que não pagam precisam de provisão.
  • Ignorar as notas explicativas. Dívidas, garantias e contingências escondem-se nelas.
  • Tratar dividendos como despesa. Dividendo é distribuição de lucro, não custo.
  • Depreciação fora da realidade. Gera ativo superavaliado e lucro inflado.
  • Confundir capital social com caixa. O capital é uma conta de origem de recursos, e não o dinheiro disponível.
  • Entregar o balanço só no fim do ano. Sem mensalidade, o problema é descoberto tarde demais.
Falar com um especialista da BGP

Como a BGP ajuda a transformar demonstrações em decisão

A BGP trabalha ao lado do contador, sem substituí-lo. O que a Controladoria da BGP entrega é o ciclo mensal de rotina financeira operado pelo nosso time: conciliação, fechamento gerencial, DRE, fluxo de caixa e relatórios que traduzem a contabilidade em leitura de gestão. Com os dados organizados, o Analytics com o GO BI publica os indicadores em dashboards atualizados, e a frente On Demand entra quando há um projeto específico, como diagnóstico financeiro, preparação para crédito ou venda. Para entender a função, veja o que é controladoria.

Perguntas frequentes sobre demonstrações contábeis

O que são demonstrações contábeis?

São relatórios padronizados que mostram a situação patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa da empresa. O conjunto inclui balanço patrimonial, DRE, DFC, DMPL ou DLPA, DVA, DRA e notas explicativas. A obrigatoriedade de cada uma depende do porte e do tipo societário.

Quais são as demonstrações contábeis obrigatórias?

Para sociedades por ações, a Lei 6.404 prevê balanço, DRE, DLPA ou DMPL, DFC e, nas companhias abertas, DVA. Empresas menores seguem regras simplificadas conforme o porte e o enquadramento. Confirme com o contador o conjunto exigido no seu caso.

O que é DFC e quais são os métodos?

DFC é a demonstração dos fluxos de caixa, que mostra as entradas e saídas de dinheiro do período em atividades operacionais, de investimento e de financiamento. Pode ser apresentada pelo método direto, com recebimentos e pagamentos brutos, ou pelo indireto, que parte do lucro líquido.

O que é DMPL?

DMPL é a demonstração das mutações do patrimônio líquido. Ela mostra como cada conta do patrimônio mudou no período: aumento de capital, lucro, reservas, dividendos e ajustes. Parte do saldo inicial e chega ao saldo final, que deve bater com o balanço.

O que é DVA na contabilidade?

DVA é a demonstração do valor adicionado. Mostra a riqueza gerada pela empresa, calculada como receitas menos insumos e depreciação, e como ela foi distribuída a empregados, governo, financiadores e sócios. É obrigatória para companhias abertas e regulada pelo CPC 09.

O que é DRA?

DRA é a demonstração do resultado abrangente. Parte do lucro líquido da DRE e acrescenta ganhos e perdas que alteram o patrimônio líquido sem passar pelo resultado do período, como certos ajustes de valor justo. Está prevista no CPC 26 e é mais comum em empresas maiores.

Para que servem as notas explicativas?

As notas explicativas detalham as políticas contábeis, a composição das contas, as dívidas, as garantias, as partes relacionadas e as contingências. São parte integrante das demonstrações e ajudam o leitor a entender como os números foram construídos e quais riscos existem.

Qual a diferença entre DRE e DFC?

A DRE mede o lucro pelo regime de competência, com receitas e despesas no período em que ocorrem. A DFC mede o caixa, com entradas e saídas efetivas de dinheiro. Por isso, uma empresa pode ter lucro na DRE e caixa baixo na DFC, e o inverso também ocorre.

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