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8 de outubro de 2026 · 17 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

DFC (Demonstração dos Fluxos de Caixa): o que é, método direto e indireto, estrutura e exemplo

DFC (Demonstração dos Fluxos de Caixa): o que é, método direto e indireto, estrutura e exemplo

A DFC (Demonstração dos Fluxos de Caixa) é o relatório contábil que mostra todas as entradas e saídas de dinheiro da empresa em um período e explica por que o saldo de caixa subiu ou caiu, separando a movimentação em atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

Quem é obrigado a fazer a DFC e qual método escolher, o direto ou o indireto? A estrutura da demonstração e essas respostas abrem o texto, que segue com um exemplo numérico completo de uma PME, a leitura do resultado para decidir e os erros mais comuns na rotina.

O que é a DFC e para que serve?

A DFC é uma das demonstrações contábeis previstas no art. 176 da Lei 6.404/76, ao lado do balanço patrimonial, da DRE, da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (DLPA) e, nas companhias abertas, da DVA. Ela responde a uma pergunta que as outras não respondem bem: de onde veio o dinheiro que entrou no caixa e para onde foi o que saiu?

O balanço mostra a foto do caixa no fim do período. A DRE mostra se a empresa teve lucro. A DFC mostra o caminho entre o saldo inicial e o saldo final. É por isso que ela explica situações que confundem muito dono de empresa, como lucro no papel e conta bancária vazia.

Na prática, a DFC serve para:

  • saber se a operação gera caixa por conta própria ou depende de empréstimo;
  • avaliar se a empresa consegue pagar investimentos e dívidas com o que ela mesma gera;
  • entender para onde foi o dinheiro de um mês em que o resultado foi bom, mas o saldo do banco caiu;
  • dar base para negociar crédito, prazo com fornecedores e distribuição de lucros.

A regra técnica está no CPC 03 (R2), o pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis sobre a demonstração dos fluxos de caixa. Ele segue a lógica internacional descrita em IFRS e CPC.

Quem é obrigado a elaborar a DFC?

A obrigação vem da Lei 6.404/76 (Lei das S.A.), com a redação dada pela Lei 11.638/07, em seu artigo 176. As companhias abertas e as sociedades por ações em geral devem apresentar a DFC junto com as demais demonstrações do exercício. A Lei 11.638/07 (art. 3º) estende essas regras às sociedades de grande porte, mesmo que não sejam S.A.: ativo total acima de R$ 240 milhões ou receita bruta anual acima de R$ 300 milhões.

A própria lei abre uma exceção: a companhia fechada com patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões na data do balanço não é obrigada a elaborar e publicar a DFC. Para saber em que faixa você está, veja como se calcula o patrimônio líquido.

Para as demais empresas, o ponto de partida é o enquadramento contábil. Empresas que seguem a norma contábil para pequenas e médias empresas (NBC TG 1000) incluem a DFC no conjunto das demonstrações. Já microempresas e empresas de pequeno porte que adotam a ITG 1000, norma simplificada do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), não são obrigadas a apresentá-la. Confirme o enquadramento da sua empresa com o contador.

Obrigatória ou não, a DFC vale para a gestão. Uma PME que fatura R$ 500 mil por mês e toma crédito, parcela equipamentos e antecipa recebíveis precisa saber quanto caixa a operação gera. Se quiser o conceito mais amplo de acompanhamento, o guia de fluxo de caixa cobre o controle do dia a dia.

O que deve constar na DFC? As três atividades

A DFC organiza toda a movimentação de caixa em três grupos. Essa separação é o coração do relatório, porque mostra a origem do dinheiro, e não só o total.

Atividades operacionais

São as atividades que giram o negócio: recebimento de clientes, pagamento de fornecedores, salários, impostos, aluguel e juros pagos (a norma permite classificar juros também em financiamento, desde que a escolha seja mantida de um período a outro). O fluxo operacional é o mais importante, pois mostra se o negócio se sustenta sozinho. Está ligado ao capital de giro: prazo que se dá ao cliente, estoque parado e prazo que se consegue do fornecedor mexem diretamente nele.

Atividades de investimento

Compra e venda de itens de longo prazo: máquinas, veículos, imóveis, software, participações em outras empresas. Quando a empresa compra uma empilhadeira, o desembolso entra aqui, e não na DRE como despesa. O assunto se conecta com o ativo imobilizado e com a diferença entre CAPEX e OPEX.

Atividades de financiamento

Entrada e saída de recursos de terceiros e dos sócios: empréstimos captados, amortização do principal de dívidas, aporte de capital e distribuição de lucros e dividendos. Para entender o que está nas dívidas de curto e longo prazo, veja passivo circulante e não circulante.

A soma dos três fluxos dá a variação do caixa no período. Somada ao saldo inicial, ela precisa bater com o saldo final do balanço. Se não bate, há erro de classificação, lançamento duplicado ou conta que ficou fora do plano de contas.

Um modelo de DFC, em estrutura, fica assim:

BlocoO que entraSinal típico
Atividades operacionaisRecebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pessoal, impostos, despesas, juros pagosPositivo em empresa saudável
Atividades de investimentoCompra e venda de máquinas, veículos, imóveis, softwareEm geral negativo, enquanto a empresa investe
Atividades de financiamentoEmpréstimos captados e pagos, aporte dos sócios, distribuição de lucrosVaria conforme o momento
Variação líquida do caixaSoma dos três blocosPositivo ou negativo
Saldo final de caixaSaldo inicial mais a variaçãoIgual ao caixa do balanço

Qual a diferença entre DFC método direto e indireto?

O fluxo das atividades operacionais pode ser apresentado de duas formas. Investimento e financiamento são iguais nos dois métodos. O total do caixa operacional também é igual, apenas o caminho até ele muda.

O que é a DFC pelo método direto?

No método direto, a DFC lista os recebimentos e pagamentos brutos da operação: quanto entrou de clientes, quanto saiu para fornecedores, para a folha e para os impostos. É mais fácil de entender e de usar na gestão, porque lembra o extrato bancário organizado. O CPC 03 incentiva esse método.

O que é a DFC pelo método indireto?

No método indireto, a DFC parte do lucro líquido da DRE e o ajusta até chegar ao caixa: soma de volta o que reduziu o lucro sem tirar caixa (como a depreciação e a amortização) e desconta as variações de contas a receber, estoques, fornecedores e obrigações. É o método mais usado na contabilidade, porque aproveita as demonstrações já prontas, e é o que mostra o elo entre lucro e caixa.

CritérioMétodo diretoMétodo indireto
Ponto de partidaRecebimentos e pagamentosLucro líquido da DRE
Facilidade de leituraAlta, o dono entende de bate-prontoExige noção de contabilidade
Dados necessáriosMovimentação financeira detalhada, por categoriaDRE e variações do balanço
Mostra a ponte entre lucro e caixaNão diretamenteSim
Uso mais comumGestão financeiraContabilidade societária
Caixa operacional no fimMesmo valorMesmo valor

O melhor cenário para a PME é ter os dois: o direto no dia a dia e o indireto no fechamento, para conferir se lucro e caixa conversam. Uma observação: o CPC 03 pede também a conciliação entre o lucro e o caixa operacional quando se usa o método direto. Na prática, o direto e o indireto de uma mesma empresa fecham o mesmo número.

Como calcular a DFC? Exemplo prático de uma PME

Imagine uma distribuidora de autopeças fictícia, a Distribuidora Exemplo, com vendas de R$ 1,2 milhão no mês. Os valores abaixo estão em R$ mil e o caixa inicial do mês era de R$ 180 mil.

Passo 1: monte o fluxo operacional pelo método direto

Fórmula: caixa operacional = recebimentos de clientes − pagamentos da operação

Atividades operacionais (método direto)R$ mil
Recebimentos de clientes1.150
Pagamentos a fornecedores(620)
Pagamentos de salários e encargos(180)
Pagamentos de impostos(90)
Outras despesas operacionais(60)
Juros pagos(20)
Caixa gerado pelas atividades operacionais180

A conta: 1.150 − 620 − 180 − 90 − 60 − 20 = 180.

Passo 2: some investimento e financiamento

No mês, a empresa comprou equipamentos por R$ 120 mil e vendeu um veículo antigo por R$ 30 mil. Também captou um empréstimo de R$ 150 mil, amortizou R$ 80 mil de principal de dívidas anteriores e distribuiu R$ 60 mil de lucros aos sócios.

BlocoItemR$ mil
InvestimentoCompra de equipamentos(120)
InvestimentoVenda de veículo30
InvestimentoCaixa das atividades de investimento(90)
FinanciamentoEmpréstimo captado150
FinanciamentoAmortização de principal(80)
FinanciamentoDistribuição de lucros(60)
FinanciamentoCaixa das atividades de financiamento10

Passo 3: feche a variação do caixa

Fórmula: variação do caixa = operacional + investimento + financiamento

180 + (−90) + 10 = 100. Saldo final = 180 (inicial) + 100 = R$ 280 mil, valor que precisa ser igual ao caixa do balanço do fim do mês.

Passo 4: confira pelo método indireto

A DRE do mês fechou com lucro líquido de R$ 140 mil (vendas de 1.200 menos impostos sobre vendas, custos, despesas, juros e IR de 1.035, e depreciação de 25). Agora o caminho indireto:

Atividades operacionais (método indireto)R$ mil
Lucro líquido do período140
(+) Depreciação, que não saiu do caixa25
(−) Aumento de contas a receber(50)
(−) Aumento de estoques(40)
(+) Aumento de contas a pagar a fornecedores80
(+) Aumento de obrigações trabalhistas e fiscais25
Caixa gerado pelas atividades operacionais180

A conta: 140 + 25 − 50 − 40 + 80 + 25 = 180. Os dois métodos chegam ao mesmo valor. Repare ainda que os recebimentos do método direto (1.150) são a receita de 1.200 menos o aumento de R$ 50 mil em contas a receber: parte da venda do mês ainda não virou dinheiro.

Como ler a DFC para decidir?

Com a DFC do exemplo em mãos, o dono não deve olhar só o saldo final. Os sinais de cada bloco contam a história:

  • O lucro foi de 140 e o caixa operacional de 180. Parece ótimo, mas observe de onde veio: 80 do aumento de contas a pagar a fornecedores. Sem esse prazo extra, o caixa operacional seria de 100. A empresa está financiando parte da operação com o fornecedor, e isso só se mantém enquanto o fornecedor aceitar.
  • O caixa livre ficou em 60. Caixa operacional de 180 menos 120 de equipamentos dá R$ 60 mil (a venda do veículo, de 30, é eventual e fica fora da conta). Foi exatamente o que a empresa distribuiu aos sócios. Se o investimento do mês subisse, a distribuição teria de cair ou ser paga com dívida. O guia de fluxo de caixa livre aprofunda esse indicador.
  • O financiamento foi positivo em 10. A empresa pegou 150 e pagou 80 de principal mais 60 de distribuição. A dívida bruta cresceu 70 (150 captados menos 80 amortizados). Vale perguntar se esse empréstimo tem prazo e custo compatíveis com o que ele financiou.

Alguns padrões de leitura que se repetem em PMEs:

O que a DFC mostraO que costuma significarO que o dono faz
Lucro positivo, caixa operacional negativoVendendo a prazo demais, estoque crescendo ou impostos acumulandoRever prazo de venda, giro de estoque e política de cobrança
Caixa operacional positivo, mas variação total negativaInvestimento ou dívida pesando mais que a operaçãoReescalonar o investimento ou renegociar o prazo da dívida
Caixa positivo só por causa do financiamentoA operação não se sustenta; a empresa vive de créditoTratar como alerta de risco e rever preço, margem e custos
Caixa operacional bem maior que o lucroFornecedor financiando a operação ou muita depreciaçãoConferir se o prazo de fornecedor é sustentável

A DFC também ajuda a entender o ciclo operacional e financeiro: quanto mais longo o tempo entre pagar o fornecedor e receber do cliente, mais caixa a operação consome para crescer.

Qual a diferença entre DFC e DRE?

A DRE segue o regime de competência: registra a receita quando a venda acontece e a despesa quando ela é gerada, não importa quando o dinheiro se move. A DFC segue o regime de caixa: só conta o que entrou e saiu da conta.

CritérioDREDFC
Pergunta que respondeA empresa teve lucro?A empresa gerou caixa?
RegimeCompetênciaCaixa
Venda a prazoEntra na receita no mês da vendaEntra quando o cliente paga
DepreciaçãoÉ despesaNão é saída de caixa
Compra de máquinaVai ao ativo e é depreciada com o tempoSai do caixa no ato do pagamento
Empréstimo recebidoNão é receitaEntra como financiamento

É por essa diferença que o lucro de uma empresa pode ser alto e o caixa, baixo. Para ver o resultado antes da depreciação e dos juros, o EBITDA aproxima o lucro do caixa operacional, mas não substitui a DFC, porque ignora variação de capital de giro, investimentos e dívidas.

DFC e fluxo de caixa gerencial: são a mesma coisa?

Não. A DFC é uma demonstração contábil, fechada por período, com classificação em três atividades. O fluxo de caixa gerencial é a ferramenta do dia a dia: projeta as entradas e saídas das próximas semanas e meses e compara com o realizado. Esse tema tem guia próprio em fluxo de caixa projetado e realizado. A DFC olha para trás e explica; o gerencial olha para a frente e antecipa. As duas se alimentam dos mesmos lançamentos.

Outras demonstrações completam o conjunto: a DMPL e a DLPA mostram o movimento do patrimônio líquido, a demonstração do resultado abrangente soma ao lucro o que foi direto ao PL, a DVA mostra a riqueza gerada e distribuída, e as notas explicativas detalham critérios e saldos. As regras de reconhecimento que sustentam todas elas estão em princípios contábeis.

Como a DFC funciona na rotina de uma PME

Na teoria, a DFC sai da contabilidade. Na rotina de uma PME, ela só fica confiável se o financeiro do dia a dia estiver organizado. Esse é o passo a passo que costuma funcionar:

  1. Concilie os bancos todo mês. A DFC parte do que realmente entrou e saiu. Sem conciliação bancária, o saldo do sistema não bate com o do banco e a DFC nasce errada.
  2. Tenha um plano de contas com a classificação certa. Cada conta precisa saber se é operacional, de investimento ou de financiamento. Um bom plano de contas permite gerar a DFC do sistema em vez de refazê-la na mão.
  3. Lance pelo regime de caixa e pelo de competência. A data do pagamento alimenta a DFC. A data do fato gerador alimenta a DRE. Os lançamentos de contas a pagar e a receber guardam as duas datas.
  4. Classifique cada movimentação. Compra de máquina não é despesa. Pagamento de principal de empréstimo não é despesa. Retirada dos sócios não é salário. Este é o erro número um.
  5. Monte o direto para gestão e concilie com o indireto no fechamento. Se os dois não derem o mesmo caixa operacional, tem classificação errada.
  6. Feche com o saldo do balanço. O saldo final da DFC tem que ser igual ao de caixa e equivalentes de caixa do ativo circulante, conferido no balancete de verificação do mês.
  7. Leve para a reunião de resultado. A DFC junto com a DRE gerencial e o painel de indicadores vira conversa de decisão. O pacote de relatórios gerenciais é o lugar certo para isso.

Erros comuns ao fazer a DFC

  • Misturar a conta pessoal dos sócios com a da empresa. A retirada do sócio vira saída operacional, e a DFC perde o sentido. Veja também como definir pró-labore e distribuição de lucros.
  • Lançar o empréstimo como receita. Ele entra como financiamento, e a DRE não o reconhece como venda.
  • Tratar antecipação de recebíveis como venda nova. Ela só antecipa o caixa de uma venda já feita e tem custo; confira o assunto em antecipação de recebíveis.
  • Não separar a parcela de juros da parcela de principal na dívida. Os juros afetam o resultado; o principal só o caixa.
  • Fazer a DFC só no fim do ano. Quando o problema aparece, já se passaram 12 meses. O ideal é montar todo mês.
  • Montar a DFC em planilha sem controle de versão. Uma planilha serve para começar, mas com várias abas e fórmulas copiadas o risco de erro cresce. Se o controle mais simples basta, comece pelo livro caixa e evolua.

O que fazer quando a DFC piora

Se o caixa operacional cai por dois ou três meses seguidos, olhe nesta ordem: prazo médio de recebimento, estoque, inadimplência, prazo de pagamento a fornecedores e margem. Em geral, o problema está no capital de giro, e não no lucro. Só depois pense em captar crédito, e com o custo na ponta do lápis.

Quero organizar meu financeiro

DFC, contabilidade gerencial e a Controladoria da BGP

A DFC contábil sai da contabilidade societária. A gestão, porém, precisa de um olhar mais rápido e mais aberto do que o fechamento fiscal permite, e é aí que entra a contabilidade gerencial. Na Controladoria da BGP, o time concilia o financeiro da empresa, monta o fluxo de caixa projetado, compara com o realizado e lê os números junto com a gestão em um ciclo mensal, com o GO BI incluso. A DFC entra nessa leitura como o relatório que explica a variação do caixa e liga o resultado ao dinheiro.

O GO BI, da frente de Analytics, conecta ao ERP e às planilhas da empresa e leva caixa, DRE e indicadores para um painel, sem esperar a planilha de alguém. Se você quer entender como a Controladoria da BGP trabalha, ou como um dashboard financeiro mostra o caixa em tempo quase real, vale conversar com o time.

Perguntas frequentes sobre DFC

Como calcular a DFC?

Some o caixa gerado nas atividades operacionais, de investimento e de financiamento. O resultado é a variação do caixa no período. Some essa variação ao saldo inicial e você chega ao saldo final, que deve ser igual ao caixa do balanço. No operacional, use o método direto ou o indireto.

Quem é obrigado a elaborar a DFC?

Segundo o artigo 176 da Lei 6.404/76, as companhias abertas e as sociedades por ações em geral, exceto a companhia fechada com patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões. As sociedades de grande porte, mesmo limitadas, também entram. Microempresas e empresas de pequeno porte na ITG 1000 não são obrigadas. Confirme o enquadramento com o contador.

O que é o demonstrativo de fluxo de caixa direto (DFC)?

É a DFC cuja parte operacional lista os recebimentos e pagamentos brutos do período: quanto entrou de clientes e quanto saiu para fornecedores, pessoal e impostos. É o método mais fácil de ler e o que o CPC 03 incentiva, e o caixa operacional final é igual ao do método indireto.

O que deve constar na DFC?

Os fluxos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento, a variação líquida do caixa, o saldo inicial e o saldo final de caixa e equivalentes de caixa. Para o método indireto, entra também a conciliação a partir do lucro líquido. As notas explicativas trazem os critérios usados.

Qual a diferença entre DFC direto e indireto?

O direto mostra recebimentos e pagamentos da operação. O indireto parte do lucro líquido e o ajusta por itens que não movem caixa e pela variação do capital de giro. Os dois chegam ao mesmo caixa operacional; muda só o caminho. Investimento e financiamento são iguais nos dois.

Qual a diferença entre DFC e DRE?

A DRE mostra o lucro pelo regime de competência. A DFC mostra o caixa gerado, pelo regime de caixa. Por isso uma empresa pode ter lucro e caixa negativo, quando vende a prazo, forma estoque ou paga dívida e investimento.

Com que frequência a DFC deve ser feita?

A obrigação legal é anual, junto com as demais demonstrações do exercício. Para a gestão, o ideal é mensal, no fechamento do mês, porque assim o desvio aparece enquanto ainda dá tempo de agir.

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