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8 de outubro de 2026 · 15 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Princípios contábeis: quais são, o que diz cada um e exemplos

Princípios contábeis: quais são, o que diz cada um e exemplos

Princípios contábeis são as regras básicas que orientam como a contabilidade reconhece, mede e registra os fatos de uma empresa. No Brasil, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) os organiza em seis princípios: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência. Eles garantem que os números sejam comparáveis e confiáveis.

O que cada princípio contábil diz, em linguagem de dono de empresa e com exemplos, está numa tabela-resumo, junto com a diferença entre princípios, postulados e convenções. Um exemplo numérico completo e a rotina da PME evitam que o financeiro conte uma história diferente da contabilidade.

O que são princípios contábeis e para que servem?

Pense nos princípios como o "código de trânsito" da contabilidade. Cada contador pode ter o seu estilo de dirigir, mas todos param no sinal vermelho. Sem regras comuns, duas empresas idênticas apresentariam lucros diferentes só por escolherem formas diferentes de registrar a mesma venda, e ninguém conseguiria comparar um balanço com outro.

Na prática, os princípios servem a três públicos:

  • O dono e os sócios: sabem que o resultado do mês mostra a realidade da operação, e não o humor de quem lançou os dados.
  • Bancos, investidores e compradores: leem as demonstrações contábeis confiando que seguem as mesmas regras de qualquer outra empresa.
  • Fisco, auditoria e contador: têm um padrão para conferir o que foi registrado.

Os princípios não dizem como montar cada lançamento. Eles dão a lógica por trás da estrutura do plano de contas, dos critérios de reconhecimento de receita e despesa e da forma como o balanço patrimonial avalia o que a empresa tem e deve.

Quais são os princípios contábeis?

A Resolução CFC nº 750/93 listou os "Princípios Fundamentais de Contabilidade", num total de sete: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, atualização monetária, competência e prudência. Em 2010, a Resolução CFC nº 1.282 atualizou o texto, passou a chamá-los simplesmente de "Princípios de Contabilidade" e retirou a atualização monetária da lista. Por isso aparecem buscas por "7 princípios" e por "6 princípios": a primeira é o desenho original, a segunda é a versão de 2010.

PrincípioIdeia centralPergunta que responde
EntidadeA empresa é separada dos sóciosDe quem é este gasto?
ContinuidadeA empresa segue operando no futuroPor qual critério avalio o patrimônio?
OportunidadeRegistrar na hora certa e por inteiroQuando lançar o fato?
Registro pelo valor originalParte do valor da transação, em moeda nacionalPor quanto registro?
CompetênciaReceita e despesa pertencem ao período do fato geradorEm que mês reconheço?
PrudênciaCautela diante de estimativas e incertezasComo estimar sem exagerar o lucro?

Em 2016, ao aprovar a NBC TG Estrutura Conceitual, o CFC revogou as Resoluções 750/93 e 1.282/10, com efeito a partir de 2017. Desde então, a base técnica é a Estrutura Conceitual do CPC 00, hoje na revisão R2, que veremos adiante e que se conecta ao tema de IFRS e CPC. Mesmo assim, os seis princípios continuam sendo o vocabulário comum de contadores, auditores e concursos, e continuam explicando o que acontece nos números da sua empresa.

O que diz cada princípio contábil, com exemplos?

Princípio da entidade

O patrimônio da empresa não se confunde com o patrimônio dos sócios. A contabilidade registra só o que pertence à entidade, e o cartão de crédito pessoal do dono não entra no resultado da empresa. O Código Civil (art. 49-A) reforça a lógica: a pessoa jurídica tem existência distinta da de seus sócios.

Exemplo: o sócio paga a escola dos filhos com o caixa da empresa. Pelo princípio da entidade, isso não é despesa operacional. É retirada do sócio, ou seja, distribuição de lucros, adiantamento ou empréstimo. Misturar os dois infla os custos, reduz o lucro e atrapalha qualquer análise de margem. O passo a passo para organizar isso está em como separar finanças pessoais e empresariais, e a forma correta de remunerar o sócio aparece em pró-labore e distribuição de lucros.

Princípio da continuidade

A contabilidade presume que a empresa continuará operando por prazo indeterminado. Por isso, o patrimônio é avaliado pensando no uso futuro, e não numa liquidação imediata.

Exemplo: uma máquina que custou R$ 200.000 e vai durar dez anos é registrada como ativo e depreciada ao longo da vida útil. Se a empresa estivesse fechando amanhã, o valor seria o de venda forçada, muito diferente. É a continuidade que justifica a depreciação e a amortização em vez de baixar o bem inteiro no dia da compra. Quando a continuidade deixa de ser garantida, como numa dívida impagável ou numa perda de licença, as notas explicativas precisam alertar o leitor.

Princípio da oportunidade

Os fatos devem ser registrados no momento em que ocorrem, de forma tempestiva e íntegra, ou seja, completos. Registrar tarde demais, ou só metade da operação, deforma a informação.

Exemplo: um contrato de aluguel de galpão assinado em março, com multa por rescisão, deve aparecer nos controles em março. Se o financeiro só descobre o compromisso quando a cobrança chega, o relatório do mês já nasceu errado. Na rotina, a oportunidade é a razão de existirem a conciliação bancária em dia e o fechamento no início do mês seguinte. A trilha do registro fica no livro diário e no livro razão.

Princípio do registro pelo valor original

Os componentes do patrimônio entram na contabilidade pelo valor da transação, em moeda nacional. Esse valor é a âncora de verificação: existe nota fiscal, contrato ou extrato que o comprova.

Exemplo: a empresa comprou uma empilhadeira por R$ 90.000. Mesmo que o equipamento valha R$ 110.000 no mercado, o ativo imobilizado continua registrado pelo valor original, menos a depreciação acumulada. As normas atuais permitem ajustes específicos, como valor justo em alguns instrumentos e redução ao valor recuperável, mas o ponto de partida é o custo documentado. É também por isso que o valor contábil e o valor patrimonial de uma empresa raramente coincidem com o preço que um comprador pagaria.

Princípio da competência

Receitas e despesas pertencem ao período em que o fato gerador ocorreu, independentemente de quando o dinheiro entra ou sai. É o princípio que mais pesa na vida do dono de PME, porque separa lucro de caixa. A Lei 6.404/76 (art. 177) exige que a escrituração obedeça ao regime de competência.

Exemplo: a venda feita em dezembro e recebida em fevereiro é receita de dezembro. A comissão do vendedor sobre essa venda é despesa de dezembro, mesmo paga em janeiro. A explicação completa está em regime de caixa e regime de competência, e o desenho do resultado por período está na DRE. Para entender o que entra como venda e o que são deduções, veja receita bruta e líquida.

Princípio da prudência

Diante de alternativas válidas para estimar um valor, a contabilidade adota a que não superestima ativos e receitas nem subestima passivos e despesas. Não é pessimismo, é cautela: quando há incerteza, o lucro não deve nascer inflado.

Exemplo: a empresa tem R$ 300.000 a receber de clientes e o histórico mostra que parte deles não paga. Reconhecer uma provisão para devedores duvidosos (PDD) reduz o lucro hoje para refletir uma perda provável. Fazer isso bem exige acompanhar a inadimplência de forma regular. Prudência também não autoriza criar "reservas escondidas": exagerar provisões é distorcer o resultado para o outro lado.

Qual a diferença entre princípios, postulados e convenções contábeis?

Em livros e provas, aparecem as expressões "postulados, princípios e convenções". A divisão clássica da teoria contábil é esta:

  • Postulados: premissas aceitas sem demonstração, como a entidade e a continuidade. Na classificação antiga, esses dois eram postulados, não princípios.
  • Princípios: regras que decorrem dos postulados e orientam o reconhecimento e a mensuração, como o custo como base de valor (o valor original), a realização da receita e a confrontação das despesas com as receitas (a base da competência).
  • Convenções: restrições práticas que moderam a aplicação dos princípios, como a materialidade (o que é irrelevante não pede rigor máximo), a objetividade, a consistência (usar o mesmo critério de um período para o outro) e o conservadorismo, que deu origem à prudência.

As resoluções do CFC juntaram tudo sob o nome de princípios e trataram entidade, continuidade e prudência como princípios. Para a rotina da PME, a nomenclatura importa menos do que o efeito: o mesmo critério todo mês, os fatos registrados no período certo e o patrimônio da empresa separado do dos sócios.

E a Estrutura Conceitual do CPC 00?

A Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro (CPC 00 R2) é o documento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis que sustenta as normas atuais. Ela define o objetivo do relatório financeiro e as características qualitativas da informação: relevância e representação fidedigna como fundamentais, e comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade como de melhoria. Trata a continuidade como premissa subjacente e explica o regime de competência como a forma de mostrar o desempenho do período. Na prática, o que o CFC chamava de oportunidade se aproxima de tempestividade, e o que chamava de prudência aparece como cautela no exercício dos julgamentos.

Quais são os 5 elementos contábeis e os 4 pilares da contabilidade?

Duas buscas frequentes vizinhas ao tema merecem resposta curta.

Os 5 elementos das demonstrações contábeis, segundo a Estrutura Conceitual, são: ativo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. Os três primeiros formam o balanço; os dois últimos formam a DRE. Cada um tem um critério de reconhecimento que os princípios acima ajudam a aplicar. Você aprofunda em ativo e passivo, em patrimônio líquido e em contas contábeis, débito e crédito.

Já "4 pilares da contabilidade" não é um termo oficial das normas brasileiras. Na internet, o nome costuma ser usado de formas diferentes por cada autor, geralmente para agrupar as grandes funções da área, sem uma lista padrão. Se você encontrar a expressão num material, confirme qual critério o autor adotou antes de usá-la como referência.

Para o setor público, a contabilidade segue normas próprias (as NBC TSP), com princípios adaptados ao orçamento e ao patrimônio público. Este guia trata da contabilidade das empresas.

Exemplo prático: como os princípios mudam o lucro do mês

Imagine uma distribuidora de autopeças fictícia que, em março, faz as seguintes operações:

  • Vende R$ 400.000 em mercadorias: R$ 100.000 à vista e R$ 300.000 a prazo, para receber em abril.
  • As mercadorias vendidas custaram R$ 240.000 e foram pagas ao fornecedor em fevereiro.
  • As comissões sobre as vendas somam R$ 20.000 e serão pagas em abril.
  • Paga em março um seguro anual de R$ 12.000, que cobre de março a fevereiro.

Veja a visão pelo caixa e a visão pela competência, que aplica o princípio da competência:

ItemVisão de caixa (março)Visão de competência (março)
VendasR$ 100.000 recebidosR$ 400.000
Custo das mercadorias vendidasR$ 0 (pago em fevereiro)(R$ 240.000)
ComissõesR$ 0 (pagas em abril)(R$ 20.000)
Seguro(R$ 12.000)(R$ 1.000), ou seja, R$ 12.000 ÷ 12
ResultadoR$ 88.000R$ 139.000

Fórmula: lucro por competência = vendas − custo das mercadorias − comissões − parcela do seguro = 400.000 − 240.000 − 20.000 − 1.000 = R$ 139.000.

A diferença de R$ 51.000 entre as duas visões fecha assim: 139.000 − 300.000 (vendas ainda não recebidas) + 240.000 (custo pago antes) + 20.000 (comissões ainda não pagas) − 11.000 (seguro pago adiantado, mas só R$ 1.000 pertence a março) = R$ 88.000, que é o resultado de caixa.

Agora aplique a prudência. Suponha que, pelo histórico da empresa, 2% das vendas a prazo não são pagas. A provisão é de R$ 6.000 (2% de R$ 300.000), e o lucro de março cai para R$ 133.000. Nada saiu do caixa, mas a informação passou a refletir uma perda provável. Esse é o tipo de diferença que explica por que o lucro da DRE e o saldo do banco quase nunca batem, e por que a leitura do lucro contábil e do lucro econômico exige cuidado.

Como os princípios contábeis funcionam na rotina de uma PME

A contabilidade societária costuma ser feita pelo escritório contábil, e o dono só vê o resultado no fim do ano. O problema é que o financeiro e a gestão decidem todos os dias, e decidem melhor quando os números do mês seguem a mesma lógica. Fechar o mês nessa lógica é parte do ciclo mensal da Controladoria. A ponte entre os dois mundos é a contabilidade gerencial.

Passo a passo para aplicar os princípios no dia a dia

  1. Separe as contas (entidade). Conta bancária, cartão e despesas da empresa nunca se misturam com os do sócio. Retirada de sócio tem conta própria.
  2. Registre pela data do fato, não do pagamento (competência). Cada lançamento no ERP precisa de data de competência e data de caixa, as duas preenchidas.
  3. Feche o mês até um prazo fixo (oportunidade). Defina o dia do fechamento e concilie banco, cartão e adquirente antes de olhar o resultado.
  4. Mantenha o mesmo critério todo mês (consistência). Se você muda a forma de ratear um custo, avise e refaça o comparativo.
  5. Estime perdas com método (prudência). Defina um percentual de provisão com base em histórico, e revise a cada trimestre.
  6. Documente tudo (valor original). Cada valor precisa de um comprovante que o sustente.

Erros comuns que se veem no financeiro de PMEs

  • Reconhecer receita só quando o dinheiro cai, fazendo o resultado "pular" entre meses.
  • Lançar despesas pessoais como custo da empresa, o que viola a entidade e distorce a margem.
  • Tratar compra de equipamento como despesa do mês, quando deveria ser ativo depreciado.
  • Pagar antecipado (seguro, licenças, aluguel) e lançar tudo de uma vez no mês do pagamento.
  • Não provisionar clientes que claramente não vão pagar, deixando o ativo inflado.
  • Fechar o mês com 20 ou 30 dias de atraso, quando a decisão já foi tomada no escuro.

Como ler o número para decidir

Quando o lucro por competência está bem acima do caixa, olhe para o prazo de recebimento: a empresa está vendendo, mas financiando o cliente. Cabe então revisar condição de venda e acompanhar o fluxo de caixa com projeção. Quando o lucro é bom e o caixa também, o resultado é sólido. Quando o caixa está bem acima do lucro, desconfie de adiantamentos, de receita antecipada ou de contas a pagar acumuladas. A leitura mês a mês fica mais rápida num dashboard financeiro que mostre resultado e caixa lado a lado, com a margem de cada mês. Se um dos dois piora por dois meses seguidos, esse é o primeiro item da reunião de resultado.

Quero organizar meu financeiro

O que acontece quando a empresa não cumpre os princípios contábeis?

O descumprimento tem consequências em três frentes. Na gestão, os relatórios mentem: a empresa acredita que lucrou quando não lucrou, ou o contrário, e distribui lucro que não existe. Na relação com terceiros, bancos e investidores desconfiam de balanços inconsistentes, e uma auditoria interna ou externa tende a apontar ressalvas. Para o profissional contábil, as normas do CFC preveem responsabilização ética e, em casos graves, sanções.

No dia a dia da PME, o efeito mais comum é prático: decisões de preço, contratação e investimento tomadas sobre um lucro que não existe. As notas explicativas são o lugar onde as políticas e os critérios usados ficam registrados, e é lá que um leitor externo confere se a empresa seguiu as regras.

Onde a Controladoria da BGP entra nesse assunto

Os princípios contábeis são a base do que o time de Controladoria da BGP faz todo mês: conciliação bancária e contábil, fluxo de caixa projetado, controle de custos e margem e leitura do resultado junto com a gestão. O GO BI, incluso na Controladoria, mostra caixa e resultado lado a lado para que o dono veja a diferença entre os dois sem esperar uma planilha. A leitura mensal é feita com a gestão, e o resultado vira plano de ação. Para entender o papel da área, veja o que é controladoria. Quando a pergunta é quanto a empresa vale, o GO Valuation, da frente de Analytics, e os projetos do On Demand cobrem esse caminho, e os números só se sustentam quando os critérios contábeis estão em ordem, como explicamos em valuation e em ativo intangível e goodwill.

Perguntas frequentes sobre princípios contábeis

Quais são os 7 princípios contábeis?

Os sete da Resolução CFC 750/93 são: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, atualização monetária, competência e prudência. Em 2010, a Resolução CFC 1.282 retirou a atualização monetária, e a lista passou a ter seis princípios. As duas resoluções foram revogadas em 2017, e o conteúdo segue na Estrutura Conceitual (CPC 00).

Quais são os princípios contábeis?

A lista tradicional tem seis: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência. As resoluções que os listavam foram revogadas em 2017, mas a lógica continua na Estrutura Conceitual (CPC 00). Eles orientam como a empresa reconhece, mede e registra receitas, despesas, ativos e passivos, para que os demonstrativos sejam comparáveis e confiáveis.

Quais são os 5 elementos contábeis?

Segundo a Estrutura Conceitual do CPC 00 (R2), são ativo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. Os três primeiros compõem o balanço patrimonial, e os dois últimos compõem a DRE, que apura o resultado do período.

Quais são os 4 pilares da contabilidade?

Não existe um conjunto oficial de "4 pilares" nas normas brasileiras. O termo é usado de formas diferentes por autores e cursos. As referências técnicas são os princípios do CFC e a Estrutura Conceitual do CPC 00, que é o que de fato embasa as demonstrações.

Qual a diferença entre o princípio da competência e o regime de caixa?

A competência reconhece receitas e despesas no período em que o fato ocorre, independentemente do pagamento. O regime de caixa reconhece só quando o dinheiro entra ou sai, que é a lógica do livro caixa. A competência mostra o desempenho econômico; o caixa mostra a liquidez, e uma empresa precisa dos dois.

O princípio da entidade vale para MEI e empresa pequena?

Sim, mas há nuances. Juridicamente, o MEI e o empresário individual não têm separação patrimonial entre pessoa física e empresa. Mesmo assim, separar as contas é indispensável para saber o resultado real do negócio, e a gestão financeira ganha clareza com isso.

Princípios contábeis são obrigatórios?

As resoluções que listavam os princípios foram revogadas em 2017, mas o conteúdo continua obrigatório por outro caminho: a Estrutura Conceitual e as demais normas do CFC (NBC) são de observância obrigatória para o profissional contábil, e a Lei 6.404/76 exige escrituração pelo regime de competência.

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