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8 de outubro de 2026 · 16 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

DRA (demonstração do resultado abrangente): o que é, modelo, diferença para a DRE e exemplo

DRA (demonstração do resultado abrangente): o que é, modelo, diferença para a DRE e exemplo

A demonstração do resultado abrangente (DRA) é a demonstração contábil que mostra o resultado total da empresa no período: o lucro ou prejuízo da DRE somado aos outros resultados abrangentes, ou seja, ganhos e perdas que mudam o patrimônio líquido sem passar pelo resultado, como a variação cambial de um investimento no exterior.

O conceito, o modelo da DRA e a diferença para a DRE são o centro do conteúdo, com um exemplo numérico completo com uma PME fictícia. Completam a regra de obrigatoriedade e a rotina para ler esse número na gestão da empresa.

O que é a demonstração do resultado abrangente (DRA)?

A DRA complementa a leitura do desempenho da empresa. A DRE responde "quanto a empresa lucrou?". A DRA responde "quanto o patrimônio dos sócios variou por causa do desempenho total, incluindo o que ainda não virou lucro ou prejuízo?".

Isso importa porque nem toda variação de valor passa pela DRE. Quando uma controlada no exterior tem seu balanço convertido em reais, ou quando a parte efetiva de um hedge de fluxo de caixa é marcada a valor de mercado, a contrapartida vai direto para uma conta do patrimônio líquido. A DRA é o relatório que reúne essas variações e as soma ao lucro.

A DRA é uma das demonstrações contábeis previstas nas normas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Ela convive com o balanço patrimonial, a DRE, a demonstração dos fluxos de caixa, a demonstração das mutações do patrimônio líquido, a DVA e as notas explicativas. Em muitas empresas, o termo aparece também como "demonstrativo do resultado abrangente" ou "demonstração de resultados abrangentes". É tudo a mesma peça.

Qual a diferença entre DRE e DRA?

A DRE (demonstração do resultado do exercício) parte da receita e desce, linha a linha, até o lucro líquido. A DRA começa exatamente nesse lucro líquido e acrescenta os outros resultados abrangentes. Por isso a DRE vem sempre primeiro: o último número dela é o primeiro número da DRA.

Ponto de comparaçãoDREDRA
Pergunta que respondeA operação deu lucro ou prejuízo?Qual foi o resultado total, contando o que foi direto ao patrimônio líquido?
Ponto de partidaReceita brutaLucro ou prejuízo líquido da DRE
Itens típicosReceitas, custos, despesas, impostosConversão de balanço no exterior, hedge de fluxo de caixa, ganhos e perdas de planos de benefício definido, ativos financeiros ao valor justo por outros resultados abrangentes
Último númeroLucro (ou prejuízo) líquido do exercícioResultado abrangente total
Quem usa na práticaTodas as empresasEmpresas com algum item de outros resultados abrangentes no período

Uma observação sobre a palavra "resultado". O lucro da DRE segue o regime de competência, e o resultado abrangente também. Nenhum dos dois é caixa. Quem quer saber o que entrou e saiu de dinheiro precisa olhar o fluxo de caixa.

Se a sua dúvida é sobre os tipos de lucro (bruto, operacional e líquido), o guia sobre lucro bruto, operacional e líquido detalha cada um. Aqui o foco é o que vem depois do lucro líquido.

O que são outros resultados abrangentes (ORA)?

Outros resultados abrangentes (ORA, ou OCI, do inglês other comprehensive income) são as receitas e despesas que as normas mandam registrar diretamente no patrimônio líquido, em vez de na DRE. O CPC 26 lista os principais:

  • Conversão de demonstrações no exterior: quando a empresa tem controlada, coligada ou filial fora do Brasil, a variação do câmbio sobre o investimento líquido vai para o ORA.
  • Hedge de fluxo de caixa: a parte efetiva do ganho ou da perda do instrumento de proteção fica no ORA até a operação protegida acontecer. O guia sobre hedge explica como esse mecanismo funciona.
  • Planos de benefício definido: ganhos e perdas atuariais de planos de pensão ou de assistência pós-emprego.
  • Instrumentos financeiros ao valor justo por outros resultados abrangentes: certos títulos de dívida e investimentos em ações que a empresa classifica dessa forma.
  • Participação em ORA de coligadas e controladas: a parcela da empresa nos ORA de quem ela investe, via equivalência patrimonial.
  • Reavaliação de ativos: aparece na lista do CPC 26, mas a Lei 11.638/07 vedou novas reavaliações no Brasil. O que ainda se vê são saldos antigos de reserva de reavaliação, que vão sendo realizados.

Itens que serão reclassificados e itens que não serão

O CPC 26 pede que a DRA separe os ORA em dois grupos. O primeiro reúne o que será reclassificado para a DRE no futuro, como a conversão de balanço no exterior (quando o investimento é vendido) e o hedge de fluxo de caixa (quando a operação protegida se realiza). O segundo reúne o que nunca volta ao resultado, como as perdas atuariais de planos de benefício definido. Essa separação ajuda o leitor a saber se aquele valor ainda vai "bater" no lucro um dia.

Os valores devem aparecer líquidos do efeito dos tributos, ou com o tributo relacionado mostrado à parte. Cada item relevante deve vir acompanhado de uma explicação nas notas explicativas, que contam de onde veio o valor.

Qual é o modelo da demonstração do resultado abrangente?

As normas permitem dois formatos: uma demonstração única, que traz a DRE e a DRA no mesmo quadro, ou duas demonstrações separadas, com a DRA começando no lucro líquido. A segunda forma é a mais simples de ler. O modelo é este:

LinhaO que entra
Lucro (prejuízo) líquido do exercícioÚltimo número da DRE
Outros resultados abrangentes que serão reclassificados para o resultadoConversão de balanço no exterior, hedge de fluxo de caixa, ativos financeiros ao valor justo por ORA (títulos de dívida)
Outros resultados abrangentes que não serão reclassificadosGanhos e perdas atuariais, instrumentos patrimoniais ao valor justo por ORA
Tributos sobre os outros resultados abrangentesIR e CSLL diferidos sobre os itens acima (se não vierem já líquidos)
Total de outros resultados abrangentes, líquido de tributosSoma dos itens anteriores
Resultado abrangente total do exercícioLucro líquido mais o total de ORA

Fórmula: Resultado abrangente total = Lucro (ou prejuízo) líquido + Outros resultados abrangentes líquidos de tributos

Quando há participação de não controladores (sócios minoritários de controladas), o resultado abrangente total é dividido ao final entre a parte dos controladores e a dos não controladores. Em uma PME com um só grupo de sócios, essa divisão costuma não existir. Se a empresa tem várias controladas, a consolidação contábil define como esses números se juntam.

Exemplo prático de demonstração do resultado abrangente

Imagine uma metalúrgica fictícia, a Serra Azul Metais, que fatura cerca de R$ 4 milhões por mês. Ela tem uma pequena controlada na Argentina, protege parte de suas compras de matéria-prima em dólar com contratos de hedge e aplica a sobra de caixa em títulos que classifica ao valor justo por outros resultados abrangentes. No exercício, a DRE fechou com lucro líquido de R$ 1.800.000.

Passo a passo para montar a DRA:

  1. Pegue o lucro líquido da DRE: R$ 1.800.000.
  2. Liste cada item de ORA do período e o tributo diferido de cada um (alíquota combinada de 34% de IR e CSLL, usada só para simplificar o exemplo).
  3. Calcule o valor líquido de cada item.
  4. Some os itens líquidos e acrescente ao lucro.
ItemValor bruto (R$)Tributo diferido (R$)Valor líquido (R$)
Lucro líquido do exercício (DRE)1.800.000-1.800.000
Conversão do balanço da controlada no exterior120.000-120.000
Hedge de fluxo de caixa (perda)(150.000)51.000(99.000)
Títulos ao valor justo por ORA (ganho)100.000(34.000)66.000
Total de outros resultados abrangentes87.000
Resultado abrangente total1.887.000

As contas: a perda de hedge de R$ 150.000 gera crédito de tributo de 34%, ou R$ 51.000, e fica em R$ 99.000 negativos. O ganho de R$ 100.000 nos títulos gera tributo diferido de R$ 34.000 e fica em R$ 66.000. Já a conversão, neste exemplo, foi considerada sem efeito fiscal, para não complicar. Os ORA somam 120.000 - 99.000 + 66.000 = R$ 87.000. O resultado abrangente total é 1.800.000 + 87.000 = R$ 1.887.000.

O que acontece com o patrimônio líquido

O resultado abrangente é a ponte entre a DRA e o patrimônio líquido. Suponha que o PL da Serra Azul começou o ano em R$ 8.500.000 e que os sócios retiraram R$ 600.000 em dividendos.

Fórmula: PL final = PL inicial + Resultado abrangente total - Dividendos distribuídos

PL final = 8.500.000 + 1.887.000 - 600.000 = R$ 9.787.000. Do aumento de R$ 1.287.000 no PL, R$ 1.200.000 vêm do lucro retido (1.800.000 - 600.000) e R$ 87.000 vêm dos ORA, que ficam na conta de ajustes de avaliação patrimonial. É essa segunda parcela que a DRE sozinha jamais mostraria. Para entender a composição dessa conta, veja o guia sobre patrimônio líquido.

A DRA é obrigatória?

Depende de quem a empresa é e do que ela tem em seus números.

  • Companhias abertas e empresas que seguem integralmente as normas do CPC: o CPC 26 (R1), espelhado pelo Conselho Federal de Contabilidade como NBC TG 26, inclui a demonstração do resultado abrangente no conjunto completo de demonstrações. É o caso de companhias abertas, empresas reguladas e de grande porte, nos termos da Lei 11.638/07.
  • Pequenas e médias empresas na NBC TG 1000: a norma para PMEs segue a mesma ideia, mas permite deixar a DRA de fora quando a empresa não tem nenhum item de outros resultados abrangentes no período. Nesse caso, o resultado total é o próprio lucro da DRE.
  • Microempresas e empresas de pequeno porte: costumam seguir a norma simplificada (ITG 1000) e, sem operação no exterior, hedge contábil ou planos de benefício definido, normalmente não têm ORA para mostrar.

Na prática, a maior parte das PMEs não tem ORA relevante. A DRA aparece quando surge um dos casos da lista: controlada no exterior, hedge contábil formalizado, investimento em títulos classificados ao valor justo por ORA, ou plano de pensão do tipo benefício definido. A conferência final de qual conjunto de demonstrações a empresa deve publicar cabe ao contador responsável. O guia sobre IFRS e CPC explica de onde vêm essas normas.

Como a DRA se relaciona com DMPL, DVA e DFC?

As demonstrações se conversam. Três pontos de ligação ajudam a conferir se o conjunto está consistente.

  • DRA e DMPL: a DMPL e a DLPA mostram todas as movimentações do patrimônio líquido no período: lucro, ORA, dividendos, aumento de capital. O total de ORA da DRA aparece como uma coluna ou linha na DMPL. Se não bater, há erro em uma das duas.
  • DRA e balanço: o saldo acumulado dos ORA fica no patrimônio líquido do balanço patrimonial, na conta de ajustes de avaliação patrimonial. O saldo final dela é o saldo inicial mais os ORA do ano.
  • DRA e DFC: os ORA não movimentam caixa. Ficam de fora da demonstração dos fluxos de caixa, que parte do lucro líquido da DRE.

E a demonstração do valor adicionado (DVA)?

A busca por "demonstração do valor adicionado" costuma aparecer junto com a DRA, mas é outra demonstração. A DVA mostra quanto de riqueza a empresa gerou e como a distribuiu entre empregados, governo, financiadores e sócios, e é exigida das companhias abertas. O guia sobre a DVA, a demonstração do valor adicionado, traz estrutura e exemplo.

E as "três demonstrações contábeis" que a internet cita? Costuma-se chamar assim o trio principal: balanço patrimonial, DRE e fluxo de caixa. O conjunto completo é maior: inclui também DMPL, DRA, DVA (quando exigida) e as notas explicativas.

Como a DRA funciona na rotina de uma PME

A maior parte das PMEs não tem uma DRA pesada. Mas a lógica por trás dela, que é separar o que veio da operação do que veio de oscilação de valor, vale para qualquer empresa que olhe números todo mês. Para quem tem controlada fora do país, hedge ou títulos ao valor justo por ORA, a rotina é a seguinte.

Passo a passo mensal

  1. Feche a DRE primeiro. A DRA só faz sentido com o lucro líquido já fechado e conciliado.
  2. Levante os saldos de ORA no balanço. No plano de contas, mantenha contas separadas para ajuste de conversão, hedge e valor justo, dentro do patrimônio líquido. Conta única "outros" esconde de onde veio a variação.
  3. Calcule a variação do mês de cada conta. Saldo final menos saldo inicial, já líquido do tributo diferido.
  4. Some ao lucro e monte a DRA. Confira se o total fecha com a coluna de ORA da DMPL.
  5. Documente em nota. Cada item relevante precisa de uma frase de explicação para quem for ler depois.

Erros comuns

  • Confundir DRA com DRE. Somar o ORA ao lucro e chamar o total de "lucro". Ele é resultado abrangente, e não é distribuível como lucro.
  • Lançar variação cambial de dívida em dólar no ORA sem hedge contábil formalizado. Sem a documentação exigida pelas normas, a variação vai para a DRE.
  • Esquecer o tributo diferido sobre os itens de ORA, deixando o patrimônio líquido superestimado ou subestimado.
  • Não reclassificar. Quando a operação protegida acontece ou o investimento é vendido, o saldo do ORA precisa migrar para a DRE. Se ele fica parado no PL, o lucro está errado.
  • Tratar resultado abrangente como caixa. Um ORA positivo de R$ 87.000 não coloca R$ 87.000 na conta bancária.
  • Não conferir a DRA com a DMPL. As duas devem fechar entre si todo mês.

Como ler o número para decidir

O lucro da DRE diz se a operação funciona. O ORA diz se o patrimônio está sendo mexido por fatores que o gestor não controla, como câmbio ou juros. Compare os dois todo mês:

  • ORA pequeno perto do lucro: o resultado total reflete a operação. Siga o acompanhamento normal.
  • ORA negativo e recorrente: a empresa está perdendo patrimônio por exposição financeira. Revise a política de proteção e a gestão de riscos financeiros, a exposição cambial e o prazo dos contratos de hedge.
  • ORA positivo grande: não trate como lucro para decidir distribuição de dividendos nem investimento. Esse valor ainda não se realizou. Muitas vezes ele reverte quando o câmbio ou o preço do ativo volta.
  • Lucro bom e resultado abrangente fraco: a operação está saudável, mas há risco financeiro corroendo o patrimônio. A decisão é sobre proteção, não sobre preço ou custo.

Esse tipo de leitura combinada pertence à contabilidade gerencial: a mesma base contábil, mas organizada para a decisão do dono, e não só para cumprir norma.

Como saber se a DRE e a DRA estão corretas?

Como a DRA começa na DRE, um erro na primeira contamina a segunda. Antes de fechar, faça cinco conferências:

  1. Lucro da DRE igual ao lucro da DRA. A primeira linha tem de ser idêntica ao último número da DRE.
  2. Receita bate com a emissão de notas e com o faturamento. A DRE parte da receita. Se ela está errada, tudo abaixo está errado. Veja a diferença entre receita bruta e líquida.
  3. Balancete fechado. Débitos e créditos iguais e saldos conciliados com banco e estoque, conforme o balancete de verificação.
  4. Variação do PL explicada. PL final = PL inicial + resultado abrangente - dividendos - outros movimentos. Se sobrar diferença, falta lançamento.
  5. Análise horizontal. Compare com o período anterior pela análise horizontal e vertical. Variação brusca sem explicação é pista de erro.

Quando a empresa é auditada, o auditor externo faz uma parte dessa conferência, mas a primeira linha de defesa é o time financeiro.

Conversar com a Controladoria da BGP

Onde a DRA entra no trabalho da BGP

A Controladoria da BGP opera o fechamento mensal do financeiro da empresa: conciliação bancária e contábil, fluxo de caixa projetado, controle de custos e margem e leitura dos números junto com a gestão. É nesse ciclo que a DRE gerencial e a variação do patrimônio ficam em ordem, com os relatórios publicados no GO BI.

Para empresas com operação no exterior, instrumentos de proteção ou investimentos em títulos, a Controladoria ajuda a enxergar o efeito dessas oscilações ao lado do lucro e a preparar a informação para o contador responsável pelas demonstrações oficiais. Já o Analytics, com o GO BI, organiza esses dados em dashboards de gestão. A elaboração e a assinatura das demonstrações contábeis oficiais seguem com o contador da empresa.

Se a sua empresa precisa de uma visão de resultado que vá além do lucro do mês, o primeiro passo é um diagnóstico das demonstrações que você já produz, e a Controladoria começa por aí. Veja também como montar o pacote de relatórios gerenciais do fechamento.

Perguntas frequentes sobre a demonstração do resultado abrangente

Qual a diferença entre DRE e DRA?

A DRE mostra o lucro ou prejuízo da operação, partindo da receita. A DRA parte desse lucro líquido e acrescenta os outros resultados abrangentes, ganhos e perdas lançados direto no patrimônio líquido, como conversão de balanço no exterior e hedge de fluxo de caixa. O resultado final da DRA é o resultado abrangente total.

Qual é o modelo da demonstração do resultado abrangente (DRA)?

O modelo começa com o lucro líquido da DRE, depois lista os outros resultados abrangentes separados entre os que serão reclassificados e os que não serão, mostra os tributos relacionados e chega ao total de ORA. A última linha é o resultado abrangente total, igual ao lucro mais o total de ORA líquido de tributos.

Quais são as 3 demonstrações contábeis?

Na linguagem do dia a dia, as três principais são o balanço patrimonial, a DRE e a demonstração dos fluxos de caixa. O conjunto completo das normas é maior e inclui também a DMPL, a DRA, a DVA, quando exigida, e as notas explicativas.

Como saber se a DRE está correta?

Confira se a receita bate com as notas emitidas, se o balancete fecha em débito e crédito, se o lucro líquido concilia com a variação do patrimônio líquido e se as variações contra o período anterior têm explicação. Um desvio sem causa conhecida costuma indicar lançamento errado ou fora do período.

A DRA é obrigatória para toda empresa?

Não. Ela é exigida no conjunto completo de demonstrações pelo CPC 26, aplicado a companhias abertas e a empresas que seguem integralmente as normas. Para PMEs pela NBC TG 1000, pode ser dispensada quando não houver outros resultados abrangentes no período. O contador responsável confirma o enquadramento.

O resultado abrangente é a mesma coisa que o lucro?

Não. O lucro líquido vem da DRE e inclui só o que passou pelo resultado. O resultado abrangente soma a ele os ORA, que ainda não foram realizados e podem reverter. Por isso não se usa o resultado abrangente como base para calcular dividendos nem para medir a eficiência da operação.

Onde ficam registrados os outros resultados abrangentes no balanço?

Ficam no patrimônio líquido, na conta de ajustes de avaliação patrimonial, ou em contas específicas, como ajuste acumulado de conversão. O saldo acumulado muda a cada exercício conforme os ORA do período e é reclassificado para o resultado quando o evento que o originou se realiza.

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