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8 de outubro de 2026 · 18 min de leitura

Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP

Estudo de viabilidade econômica: o que é, etapas, indicadores e como fazer

Estudo de viabilidade econômica: o que é, etapas, indicadores e como fazer

Estudo de viabilidade econômica é a análise feita antes de investir que estima se um projeto ou negócio vai devolver mais dinheiro do que o capital e o risco exigem. Ele projeta receitas, custos, investimentos e caixa, e compara o resultado com indicadores como VPL, TIR e payback para dizer se vale a pena seguir.

Um projeto pode ser viável tecnicamente e inviável financeiramente, e a página separa viabilidade econômica, financeira e técnica. Segue com o passo a passo do estudo, os indicadores que decidem o resultado, um exemplo numérico completo com uma PME fictícia, um modelo de documento e os erros que mais derrubam projetos no dia a dia financeiro.

O que é viabilidade econômica?

Viabilidade econômica é a capacidade de um projeto gerar retorno superior ao custo do dinheiro investido nele. Um projeto é viável quando o caixa que ele produz ao longo do tempo, trazido a valor de hoje, paga o investimento inicial e ainda deixa uma sobra que remunera o risco. Se a sobra é negativa, o projeto destrói valor, mesmo que dê lucro contábil.

O estudo de viabilidade econômica (muitas vezes chamado de EVE, ou de análise de viabilidade econômica) é o documento que organiza essa conta. Ele responde a uma pergunta simples antes de o dinheiro sair do caixa: se eu fizer este investimento, quanto volta, quando volta e com que risco?

A lógica é a mesma do valuation: o valor de qualquer coisa é o caixa futuro que ela promete gerar, trazido a valor presente. A diferença é o objeto. No valuation, feito em geral pelo fluxo de caixa descontado, o objeto é a empresa inteira. No estudo de viabilidade, o objeto é uma decisão específica: abrir uma unidade, comprar uma máquina, lançar uma linha de produtos, entrar em um novo canal.

Os resultados só fazem sentido com a base de matemática financeira (juros compostos, valor presente e valor futuro). O dinheiro de hoje vale mais do que o mesmo valor daqui a três anos, e o estudo precisa respeitar isso em cada linha da projeção.

Qual a diferença entre viabilidade econômica, financeira e técnica?

São três perguntas diferentes, e o estudo completo costuma responder às três. Confundi-las é a origem de muito projeto aprovado no papel e travado na execução.

Tipo de viabilidadePergunta que respondeO que se analisa
TécnicaDá para fazer?Tecnologia, capacidade, localização, prazo de obra, equipe, licenças
EconômicaVale a pena? O retorno compensa o risco?Receitas, custos, investimento, VPL, TIR, payback, lucro do projeto
FinanceiraTemos dinheiro para chegar lá?Fluxo de caixa mês a mês, necessidade de capital de giro, fonte de recursos, endividamento

Na prática, a viabilidade econômica e financeira aparece junta nos estudos porque uma depende da outra. Um projeto pode ter ótimo retorno em cinco anos (viável economicamente) e ainda assim quebrar a empresa no segundo mês, por falta de caixa para sustentar a operação até as vendas chegarem (inviável financeiramente). O contrário também acontece: há caixa sobrando, mas o retorno não cobre nem o custo do capital.

Em obras e projetos públicos, o estudo também inclui as dimensões ambiental e social. Para a PME, o núcleo é técnico mais econômico-financeiro.

Quando a PME precisa fazer um estudo de viabilidade econômica?

Sempre que a decisão compromete caixa por vários anos e é difícil de desfazer. Os casos mais comuns em PMEs:

  • abrir uma filial, uma nova loja ou uma segunda unidade;
  • comprar máquina, frota ou equipamento caro (a decisão entre CAPEX e OPEX aparece aqui);
  • lançar um produto, uma linha ou um serviço novo;
  • entrar em outro canal, como e-commerce, ou em outra cidade;
  • comprar outra empresa ou receber um sócio (neste caso o estudo conversa com fusões e aquisições);
  • abrir um negócio novo, antes de assinar contrato de aluguel ou financiamento.

A pergunta de corte é simples: se der errado, a empresa aguenta? Quanto maior o valor em relação ao caixa, mais profundo o estudo. Um investimento que equivale a meses de faturamento pede estudo, cenários e aprovação dos sócios.

Como fazer um estudo de viabilidade econômica: passo a passo

O método abaixo serve para qualquer projeto de PME. Cada passo alimenta o seguinte, então a qualidade das premissas do início define a qualidade da resposta final.

1. Defina o projeto e a pergunta de decisão

Escreva em uma frase o que será decidido e o resultado aceitável: "abrir a segunda unidade se o retorno superar 15% ao ano e o caixa voltar em até cinco anos". Sem critério definido antes, qualquer número vira justificativa.

2. Estude o mercado e a demanda

Estime quantos clientes existem, quanto cada um compra e qual fatia é realista conquistar. Use dados do próprio negócio (histórico de vendas, ticket médio, taxa de conversão) e fontes públicas, como pesquisas do IBGE e do Sebrae para o setor. A análise de mercado com TAM, SAM e SOM ajuda a não projetar uma participação que o mercado não comporta.

3. Levante o investimento inicial

Some tudo o que precisa ser pago antes de a operação se sustentar sozinha: obra, equipamentos, estoque inicial, licenças, marketing de lançamento e, principalmente, o capital de giro para cobrir o intervalo entre pagar fornecedores e receber dos clientes. Esquecer o capital de giro é o erro mais frequente deste passo.

4. Projete receitas, custos e despesas

Projete mês a mês no primeiro ano e ano a ano depois. Separe custos fixos e variáveis, porque eles reagem de forma diferente quando a receita varia. Calcule a margem de contribuição do produto novo e confira o ponto de equilíbrio: se ele exige vender mais do que o mercado absorve, o estudo já mostra o problema aqui.

5. Monte o fluxo de caixa do projeto

Transforme tudo em entradas e saídas de caixa por período, já com impostos. É o fluxo de caixa livre do projeto: o que sobra depois de pagar a operação, os tributos e os reinvestimentos necessários. Aqui vale a regra de que lucro não é caixa; a diferença entre regime de caixa e regime de competência explica por que o resultado da DRE do projeto e o caixa dele nunca coincidem.

6. Defina a taxa de desconto (TMA)

A taxa mínima de atratividade (TMA) é o retorno mínimo que o projeto precisa entregar para valer o risco. Ela parte do que o dinheiro renderia numa alternativa segura, como a taxa Selic divulgada pelo Banco Central, mais um prêmio pelo risco do projeto. Empresas com dívida e capital próprio de custos diferentes podem usar o WACC como referência.

7. Calcule os indicadores

Com o fluxo e a taxa, calculam-se VPL, TIR, payback e índice de lucratividade (próxima seção). Para investimentos grandes, o resultado se apoia em um modelo financeiro bem estruturado, em que cada premissa fica numa célula separada e pode ser alterada.

8. Teste cenários e sensibilidade

Rode pelo menos três versões: base, pessimista e otimista. A análise de cenários e de sensibilidade mostra quais premissas mais mexem no resultado. Em projetos com muita incerteza, a simulação de Monte Carlo vai além e roda milhares de combinações para estimar a probabilidade de o projeto dar certo.

9. Decida, documente e acompanhe

Registre a decisão com premissas e resultado. Depois de aprovado, o estudo vira o orçamento do projeto, e cada mês se compara o realizado com o previsto.

Quais indicadores medem a viabilidade econômica?

Nenhum indicador sozinho decide. Cada um responde a uma pergunta, e a decisão fica mais sólida quando eles apontam na mesma direção.

IndicadorO que respondeRegra de decisão
VPL (valor presente líquido)Quanto valor, em reais de hoje, o projeto cria ou destróiViável se maior que zero
TIR (taxa interna de retorno)Qual a taxa de retorno anual do projetoViável se maior que a TMA
Payback simplesEm quanto tempo o caixa devolve o investimentoViável se menor que o prazo-limite definido
Payback descontadoO mesmo prazo, já considerando o custo do dinheiro no tempoViável se menor que o prazo-limite
Índice de lucratividadeQuanto de valor presente volta para cada R$ 1 investidoViável se maior que 1

VPL: o indicador que mais pesa

O VPL (valor presente líquido) traz todo o caixa futuro do projeto a valor de hoje, usando a TMA, e desconta o investimento inicial. É o que melhor mede se o projeto aumenta a riqueza dos sócios, porque considera o tamanho do retorno e o tempo em que ele chega.

Fórmula: VPL = soma de [Fluxo de caixa do período t ÷ (1 + TMA)^t] − Investimento inicial

TIR: a taxa de retorno do projeto

A TIR (taxa interna de retorno) é a taxa de desconto que zera o VPL. Se ela é maior que a TMA, o projeto rende mais do que a exigência mínima. Ao comparar projetos de tamanhos muito diferentes, a TIR sozinha engana: um projeto pequeno pode ter TIR alta e criar menos valor em reais do que um grande. Por isso VPL e TIR andam juntos.

Payback: o prazo para recuperar o investimento

O payback mostra em quanto tempo o dinheiro investido volta ao caixa. É um indicador de risco e de liquidez: quanto mais longo, mais tempo o capital fica exposto a imprevistos. A versão simples ignora o valor do dinheiro no tempo; a descontada corrige isso e é a mais honesta.

Exemplo prático de estudo de viabilidade econômica

Imagine uma clínica odontológica fictícia, com uma unidade em operação, que avalia abrir uma segunda unidade em outro bairro. Os sócios definiram a TMA em 15% ao ano e o critério de decisão: VPL positivo e retorno do caixa em até cinco anos. Todos os números abaixo são hipotéticos e servem apenas para mostrar o raciocínio.

Passo 1: o investimento inicial

Reforma, consultórios e equipamentos somam R$ 400.000. Mais R$ 100.000 de capital de giro para pagar equipe e fornecedores enquanto a agenda enche. O investimento inicial é de R$ 500.000.

Passo 2: o fluxo de caixa livre de cada ano

A agenda sobe ao longo do tempo. No ano 5, por exemplo, a receita estimada é de R$ 1.200.000; custos e despesas desembolsáveis somam R$ 900.000 e os impostos, R$ 80.000, o que deixa R$ 220.000 de caixa livre (1.200.000 − 900.000 − 80.000). Os cinco anos ficam assim: R$ 80.000, R$ 160.000, R$ 200.000, R$ 220.000 e R$ 220.000.

Passo 3: trazer cada fluxo a valor presente

Cada fluxo é dividido por (1,15) elevado ao ano. O ano 1, por exemplo: 80.000 ÷ 1,15 = 69.565,22.

AnoFluxo de caixa livre (R$)Fator 1,15^tValor presente (R$)Acumulado simples (R$)Acumulado descontado (R$)
0−500.000,001,0000−500.000,00−500.000−500.000,00
180.000,001,150069.565,22−420.000−430.434,78
2160.000,001,3225120.982,99−260.000−309.451,80
3200.000,001,5209131.503,25−60.000−177.948,55
4220.000,001,7490125.785,71160.000−52.162,84
5220.000,002,0114109.378,88380.00057.216,05

Passo 4: calcular os indicadores

  • VPL: a soma dos valores presentes dos anos 1 a 5 é R$ 557.216,05. Menos o investimento de R$ 500.000, o VPL é de R$ 57.216,05. Positivo, então o projeto cria valor acima da exigência de 15%.
  • TIR: a taxa que zera o VPL é de cerca de 19,06% ao ano, acima da TMA de 15%.
  • Payback simples: o acumulado vira positivo no ano 4. Faltavam R$ 60.000 ao fim do ano 3, e o ano 4 gera R$ 220.000, então 60.000 ÷ 220.000 = 0,27 ano. Payback de cerca de 3,27 anos (três anos e três meses).
  • Payback descontado: o acumulado só fica positivo no ano 5. Faltavam R$ 52.162,84 ao fim do ano 4, e o ano 5 gera R$ 109.378,88 em valor presente: 52.162,84 ÷ 109.378,88 = 0,48 ano. Payback descontado de cerca de 4,48 anos, perto de quatro anos e meio.
  • Índice de lucratividade: 557.216,05 ÷ 500.000 = 1,11. Cada R$ 1 investido volta como R$ 1,11 em valor presente.

Passo 5: testar o que acontece se o cenário piorar

O resultado base é positivo, mas apertado. O teste de cenários mostra o tamanho da margem de segurança:

CenárioVPL (R$)TIRLeitura
Otimista: caixa 10% maior em todos os anos112.937,6522,82%Folga confortável
Base57.216,0519,06%Viável, com margem moderada
Caixa 10% menor em todos os anos1.494,4415,11%No limite: praticamente zera o VPL
Pessimista: caixa 20% menor em todos os anos−54.227,1610,93%Inviável: a TIR fica abaixo da TMA
Atraso: o primeiro ano não gera caixa e os fluxos se deslocam um ano (horizonte de seis anos)−15.464,3114,13%Inviável: o prazo de maturação é decisivo

Conclusão do estudo: o projeto passa no critério, mas é sensível. Uma queda de 10% no caixa já zera o VPL e um atraso de um ano o torna inviável. A decisão correta não é "aprovado" ou "reprovado", e sim "aprovado, desde que a agenda da nova unidade seja acompanhada de perto nos primeiros meses e que exista um plano para cobrir o atraso". É esse tipo de leitura que o estudo precisa entregar.

O exemplo não incluiu valor residual dos equipamentos nem a devolução do capital de giro no fim, o que melhoraria o resultado. Em um estudo real, esses itens entram, assim como a depreciação para fins de imposto.

Modelo de estudo de viabilidade econômica: o que o documento precisa ter

Quem busca um modelo, uma planilha em Excel ou um PDF de estudo de viabilidade quer uma estrutura pronta. O formato importa menos do que o conteúdo: um bom modelo tem as seções abaixo, e a planilha reflete essa mesma ordem em abas separadas.

  1. Sumário executivo: o projeto, o investimento, o resultado (VPL, TIR, payback) e a recomendação, em uma página.
  2. Descrição do projeto: o que será feito, onde, em que prazo e com qual equipe.
  3. Análise de mercado: demanda, concorrência, preço praticado e participação esperada.
  4. Premissas: cada número de entrada com a sua fonte, num único lugar.
  5. Investimento inicial: lista por item, com o capital de giro destacado.
  6. Projeção de resultado e de caixa: DRE do projeto e fluxo de caixa livre, mês a mês no primeiro ano e depois anual.
  7. Indicadores: VPL, TIR, payback simples e descontado, índice de lucratividade.
  8. Cenários e sensibilidade: base, pessimista, otimista e as variáveis críticas.
  9. Riscos e plano de contingência: o que pode dar errado, os gatilhos de alerta e a resposta prevista.
  10. Recomendação e critérios de acompanhamento: o que será medido depois de aprovado.

Na planilha, cada seção vira uma aba. A regra que mais importa: nenhum número digitado dentro de fórmula. Toda premissa mora na aba de premissas, e trocar a taxa de desconto ou a receita do ano 2 recalcula o estudo inteiro.

Como o estudo de viabilidade funciona na rotina de uma PME

Na PME, o estudo raramente é feito por uma equipe grande. É feito pelo dono ou pelo gestor financeiro, em poucas semanas, com os dados que a empresa tem. O que separa um estudo útil de um estudo decorativo é a ligação dele com a rotina financeira.

O passo a passo na prática

  1. Parta do histórico real. Use a DRE gerencial e o fluxo de caixa dos últimos 12 meses para calibrar margem, ticket e prazos de pagamento e recebimento. Premissa sem histórico é palpite.
  2. Projete o projeto em separado do caixa atual da empresa. O fluxo do projeto precisa ser lido isolado, para não esconder um projeto ruim atrás de uma operação saudável.
  3. Cruze com o orçamento. O investimento aprovado entra no orçamento e no forecast da empresa, e o impacto no caixa dos próximos meses fica visível antes da assinatura de qualquer contrato.
  4. Acompanhe o projetado contra o realizado. Todo mês, compare o previsto no estudo com o que aconteceu, no formato do fluxo de caixa projetado e realizado. O desvio mostra cedo se o projeto está no caminho.
  5. Leve o resultado para a reunião mensal. Os indicadores do projeto entram no dashboard financeiro e na pauta de resultado, ao lado dos indicadores financeiros da empresa.

Erros comuns em estudos de viabilidade de PMEs

  • Receita otimista demais. Projetar que a nova unidade bate em seis meses o faturamento que a primeira levou três anos para atingir.
  • Esquecer o capital de giro. O estudo mostra retorno em cinco anos, mas o caixa acaba no quarto mês.
  • Ignorar tributos e reinvestimentos. Trabalhar com receita ou lucro antes de imposto, e não com o caixa livre. A escolha entre os regimes tributários muda o fluxo.
  • Escolher a TMA para o projeto passar. Baixar a taxa até o VPL ficar positivo é fazer a conta para chegar a uma resposta já decidida.
  • Aprovar com um cenário só. Sem cenário pessimista, ninguém sabe a margem de segurança.

Como ler o resultado para decidir

  • VPL positivo e folga grande: siga, e use o estudo como orçamento do projeto.
  • VPL positivo, mas zerando em um cenário de queda de 10%: siga só com gatilhos de acompanhamento e um plano de ajuste de custos já desenhado.
  • VPL negativo no cenário base: não siga como está. Revise preço, escala e investimento; se o projeto só fecha com premissas irreais, descarte.
  • VPL positivo, mas payback maior que o fôlego do caixa: o projeto é bom e a empresa não aguenta chegar lá. Busque outra fonte de recursos ou escalone o investimento em etapas.
  • Indicador piorando depois da aprovação: abra o realizado contra o previsto, ache qual premissa errou (preço, volume, custo ou prazo) e decida entre corrigir, pausar ou parar o projeto.
Falar com um especialista da BGP

Esse ciclo de projetar, aprovar e acompanhar é parte do planejamento estratégico e do plano de expansão da empresa. Para um recorte menos técnico sobre como avaliar se a ideia é de fato um bom negócio, veja também o nosso texto do sonho ao patrimônio: viabilidade econômica.

Quanto custa e quem faz o estudo de viabilidade econômica?

O valor de um estudo de viabilidade varia muito, porque depende do tamanho do investimento, da complexidade do setor e da profundidade pedida. Não existe preço de tabela confiável, e quem promete um valor fixo sem conhecer o projeto não está considerando o escopo.

Sobre quem faz, há três caminhos:

  • A própria empresa, pelo dono ou pelo gestor financeiro, com uma planilha bem estruturada. Funciona para projetos de menor porte, desde que as premissas sejam revisadas por alguém de fora do projeto.
  • Um profissional ou time de FP&A. A área de FP&A (planejamento e análise financeira) modela cenários e apoia decisões de investimento. Na PME, esse papel costuma ser contratado por projeto.
  • Consultoria especializada. Indicada quando o valor é alto, quando há financiador exigindo o estudo ou quando é preciso uma visão independente. Veja os critérios em consultoria financeira empresarial.

Como a BGP entra nesse tema

Na BGP, o estudo de viabilidade entra na frente On Demand, a de projetos pontuais para decisões de alto valor, como planejar, crescer, vender ou comprar. O FP&A sob demanda entrega projeções, orçamento e leitura de cenários para a diretoria, e o GO Valuation, da frente Analytics, calcula o valor da empresa por fluxo de caixa descontado, com análise de sensibilidade.

Depois da decisão, a Controladoria da BGP leva o acompanhamento para o ciclo mensal: o projetado do estudo é comparado ao realizado, no GO BI, junto com a gestão. Conheça a Controladoria se a sua empresa quer o acompanhamento dos números todo mês, e a página de projetos On Demand se a necessidade é um estudo específico.

Perguntas frequentes sobre estudo de viabilidade econômica

O que é viabilidade econômica?

É a capacidade de um projeto gerar retorno maior do que o custo do capital investido nele. Mede-se com indicadores como VPL, TIR e payback. Se o caixa futuro, trazido a valor presente, supera o investimento inicial, o projeto é economicamente viável.

Como fazer uma viabilidade econômica?

Defina o projeto e o critério de decisão, estime a demanda, levante o investimento (incluindo capital de giro), projete receitas e custos, monte o fluxo de caixa livre, escolha a taxa de desconto, calcule VPL, TIR e payback e teste cenários. Por fim, documente e acompanhe o realizado contra o previsto.

Quanto custa um estudo de viabilidade econômica?

Depende do porte do investimento, da complexidade do setor e de quem faz. Um estudo simples pode ser feito internamente, com custo de tempo. Estudos para obras, financiamentos ou captação exigem consultoria e profundidade maiores. Peça sempre escopo e entregáveis antes de comparar propostas.

Quem faz o estudo de viabilidade econômica?

Pode ser o gestor financeiro da empresa, um profissional ou time de FP&A, ou uma consultoria especializada. Quando o projeto tem componente técnico (obra, indústria), engenheiros ou arquitetos entram na parte de viabilidade técnica, e o estudo econômico-financeiro consolida o resultado.

Qual a diferença entre viabilidade econômica e financeira?

A econômica pergunta se o retorno compensa o investimento e o risco. A financeira pergunta se há caixa para sustentar o projeto até ele se pagar. Um projeto pode ser lucrativo no longo prazo e inviável financeiramente, se a empresa não aguentar o período de maturação.

Quando um investimento tem viabilidade econômica?

Quando o VPL é positivo, a TIR é maior que a taxa mínima de atratividade e o payback cabe no prazo que a empresa aceita. Em geral, a decisão olha os três juntos e testa cenários pessimistas, para saber se a viabilidade resiste a uma queda de receita.

Existe modelo ou planilha de estudo de viabilidade econômica grátis?

Existem vários modelos em Excel, mas o que importa é a estrutura: premissas separadas, investimento, fluxo de caixa, indicadores e cenários. Um modelo pronto só ajuda se as premissas forem suas e a taxa de desconto refletir o risco do seu projeto.

O que é EVE (estudo de viabilidade econômica)?

EVE é a sigla usada para estudo de viabilidade econômica. Em alguns setores aparece como EVTE (estudo de viabilidade técnica e econômica) ou EVTEA, quando inclui a parte ambiental. É o documento que consolida mercado, investimento, projeção de caixa e indicadores para apoiar a decisão.

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