Revisado por Josi Bertuzzi, CEO da BGP
Análise de mercado: o que é, como fazer (TAM, SAM, SOM), fontes de dados e exemplo

Análise de mercado é o estudo estruturado do ambiente em que a empresa vende: o tamanho da demanda, o perfil dos clientes, a força dos concorrentes e as tendências do setor. O objetivo é decidir com dados se, onde e como entrar, crescer ou mudar de posição, antes de investir dinheiro.
Antes de fixar orçamento e meta, é preciso saber o tamanho do mercado em que a empresa joga. Por isso a página cobre os tipos de análise e de pesquisa, o passo a passo, o cálculo de TAM, SAM e SOM, as fontes gratuitas de dados e um exemplo numérico de uma PME, até chegar à rotina que converte o estudo em orçamento e meta.
Para que serve a análise de mercado?
Serve para trocar palpite por evidência em decisões que custam caro: abrir uma filial, lançar um produto, entrar em outro estado, mudar o preço, contratar um time comercial. A pergunta de fundo é sempre a mesma: existe gente suficiente disposta a pagar o suficiente, a um custo de atendimento que deixa lucro?
A análise de mercado é a primeira etapa de um bom planejamento estratégico. Ela olha para fora da empresa (clientes, concorrentes, economia, regulação) e depois cruza com o que a empresa tem por dentro. Esse cruzamento é a análise SWOT: as oportunidades e ameaças vêm da análise de mercado; as forças e fraquezas vêm do diagnóstico interno.
Na prática, a principal importância da análise de mercado é reduzir o risco de investir no escuro. Ela responde a cinco perguntas:
- Quanto vale o mercado? Tamanho em clientes e em reais por ano.
- Quem compra e por quê? Perfil, dor, frequência e ticket.
- Quem já atende? Concorrentes diretos, indiretos e substitutos.
- Para onde o setor vai? Crescimento, regulação, juros, tecnologia, hábito de consumo.
- Dá lucro para a minha empresa? Preço, custo de entrega e investimento inicial cabem na conta?
A última pergunta é a que os guias de marketing costumam deixar de fora, e é a que mais pesa para o dono de uma PME. Mercado grande com margem que não paga a operação é armadilha.
Quais são os tipos de análise e de pesquisa de mercado?
Não existe uma classificação oficial única. Quando alguém pergunta pelos "4 tipos de análise" ou pelos "4 tipos de pesquisa de mercado", as respostas mais usadas se dividem em dois grupos, que vale conhecer separadamente.
Os 4 recortes mais comuns de análise
- Análise do mercado em si: tamanho, crescimento, sazonalidade e segmentos.
- Análise do cliente: quem compra, quanto, com que frequência e por qual canal.
- Análise da concorrência: quem são, preço, posicionamento, pontos fortes e fracos.
- Análise do ambiente externo: economia, juros, câmbio, legislação, tecnologia e comportamento. O modelo PESTEL organiza esse bloco.
Os 4 tipos de pesquisa de mercado
A pesquisa combina dois cortes: a origem do dado (primária ou secundária) e a natureza dele (qualitativa ou quantitativa). Juntos formam os quatro tipos mais citados.
| Tipo | O que é | Exemplo para uma PME | Melhor uso |
|---|---|---|---|
| Primária | Dado coletado por você, direto da fonte | Questionário com clientes ativos | Validar uma hipótese específica do seu negócio |
| Secundária | Dado que já existe, publicado por terceiros | Estatísticas do IBGE e estudos do Sebrae | Dimensionar o mercado rápido e barato |
| Qualitativa | Entende motivos, percepções e objeções | Entrevistas de 30 minutos com 10 clientes | Descobrir por que compram ou deixam de comprar |
| Quantitativa | Mede quantidade e proporção | Pesquisa com 300 respostas e base de pedidos | Confirmar o tamanho e a frequência de um padrão |
A ordem que costuma dar certo: começar pela pesquisa secundária (barata e rápida), usar a qualitativa para entender o que os números não mostram e fechar com a quantitativa para confirmar o que apareceu nas conversas.
Como fazer uma análise de mercado: passo a passo
O roteiro abaixo funciona para uma PME, sem contratar instituto de pesquisa.
- Defina a decisão que a análise vai apoiar. "Devo abrir uma filial em Curitiba?" é uma decisão. "Entender o mercado" não é. Sem decisão, a análise vira relatório que ninguém usa.
- Delimite o mercado. Produto ou serviço, região, porte e perfil do cliente. Quanto mais específico, mais confiável o número.
- Levante dados secundários. Número de empresas, população, renda, crescimento do setor. As fontes estão na seção própria mais abaixo.
- Dimensione com TAM, SAM e SOM. Do mercado total ao que a empresa consegue capturar de forma realista.
- Estude o cliente. Entreviste de 8 a 12 clientes atuais e de 5 a 8 que não compraram. As respostas de quem não comprou costumam ser as mais valiosas.
- Mapeie a concorrência. Faça uma tabela com preço, proposta de valor, canais e reclamações públicas dos clientes deles.
- Cruze com a realidade interna. Capacidade, caixa, equipe, margem. Aqui entram a matriz SWOT e o modelo de negócio.
- Traduza em números financeiros. Receita provável, margem, ponto de equilíbrio e investimento. Sem essa etapa, a análise fica incompleta.
- Decida e registre as hipóteses. Anote o que você assumiu como verdade, para conferir depois com o resultado real.
TAM, SAM e SOM: como dimensionar o mercado
Esses três acrônimos respondem à pergunta "qual o tamanho do mercado?" em três camadas, da maior para a menor.
- TAM (Total Addressable Market): a demanda total pelo tipo de produto ou serviço, se toda a possível clientela comprasse de alguém.
- SAM (Serviceable Available Market): a parte do TAM que a sua empresa consegue atender de fato, dado o seu produto, a sua região, o seu porte e o seu canal de venda.
- SOM (Serviceable Obtainable Market): a fatia do SAM que é realista conquistar em um prazo definido, considerando concorrência, capacidade e orçamento comercial.
Fórmula: TAM = número de clientes potenciais × gasto anual médio por cliente
Fórmula: SAM = TAM × percentual que a empresa consegue atender
Fórmula: SOM = SAM × participação realista no prazo definido
Existem duas formas de chegar nos números. A top-down parte de um dado grande (faturamento do setor) e recorta. A bottom-up parte de unidades (clientes × ticket) e soma. Para PME, a bottom-up costuma ser mais honesta, porque obriga a contar clientes reais. Se a conta bottom-up e a top-down se aproximam, a estimativa ganha confiança. O ticket médio da sua própria base é o melhor ponto de partida para o gasto por cliente.
Exemplo prático de análise de mercado com TAM, SAM e SOM
Imagine uma distribuidora de materiais de limpeza profissional, fictícia, com sede em Porto Alegre. Ela atende hotéis, restaurantes, clínicas e escolas no Rio Grande do Sul e quer abrir um centro de distribuição para atender Santa Catarina. Os números abaixo são hipóteses de exemplo, e cada um deveria ser verificado em fonte oficial antes de a empresa decidir.
Passo 1: dimensionar o mercado
| Camada | Premissa | Conta | Resultado por ano |
|---|---|---|---|
| TAM | 40.000 estabelecimentos no estado-alvo, gasto médio de R$ 30.000 por ano | 40.000 × R$ 30.000 | R$ 1,2 bilhão |
| SAM | 25% dos estabelecimentos estão no raio de entrega e no porte atendido (10.000) | 10.000 × R$ 30.000 | R$ 300 milhões |
| SOM | 150 clientes em 3 anos (1,5% do SAM) | 150 × R$ 30.000 | R$ 4,5 milhões |
O SOM de R$ 4,5 milhões por ano equivale a R$ 375 mil por mês de faturamento adicional. Observe que o SOM nasce de uma meta de clientes e não de um percentual "chutado": 150 clientes dividido por 10.000 dá 1,5%.
Passo 2: ver se a operação se paga
Aqui a análise de mercado encontra a margem de contribuição. Suponha que, depois de impostos sobre a venda, frete e comissão, sobrem 28% de cada real vendido. O novo centro de distribuição terá custos fixos de R$ 80 mil por mês (aluguel, equipe, veículo, sistema), ou R$ 960 mil por ano.
| Item | Conta | Valor por ano |
|---|---|---|
| Receita do SOM | 150 × R$ 30.000 | R$ 4.500.000 |
| Margem de contribuição (28%) | R$ 4.500.000 × 0,28 | R$ 1.260.000 |
| Custos fixos da nova operação | R$ 80.000 × 12 | R$ 960.000 |
| Resultado da operação | R$ 1.260.000 − R$ 960.000 | R$ 300.000 |
Fórmula: ponto de equilíbrio (em reais) = custos fixos ÷ margem de contribuição percentual
Ponto de equilíbrio = R$ 960.000 ÷ 0,28 = R$ 3.428.571 por ano, ou cerca de 115 clientes (R$ 3.428.571 ÷ R$ 30.000 = 114,3, arredondado para cima). Como a meta é de 150 clientes, a margem de segurança é de (4.500.000 − 3.428.571) ÷ 4.500.000 = 23,8% da receita.
Passo 3: como ler o resultado
A leitura honesta é: o projeto fecha, mas com folga pequena. Se a distribuidora conquistar só 100 clientes, a receita cai para R$ 3 milhões, a contribuição vira R$ 840 mil e a operação perde R$ 120 mil por ano (840.000 − 960.000). O que o dono precisa decidir não é "entro ou não entro", e sim "que gatilho me faz recuar": por exemplo, menos de 60 clientes ativos ao fim do primeiro ano. Essa conta de risco é detalhada em análise de cenários e de sensibilidade, e o ponto de equilíbrio tem seu próprio guia.
Fontes de dados para fazer a análise de mercado
A boa notícia é que boa parte do dado de que uma PME precisa é pública e gratuita. Estas são as fontes mais usadas, e o que se encontra em cada uma:
- IBGE: censos, o Cadastro Central de Empresas (número de empresas por setor, porte e município) e as pesquisas anuais de comércio, serviços e indústria.
- Sebrae: estudos e painéis setoriais voltados a pequenos negócios, com perfil de empresas, tendências e boas práticas.
- Receita Federal: a base de dados abertos do CNPJ permite contar empresas ativas por atividade (CNAE) e localidade, o que ajuda a estimar o número de clientes potenciais.
- Banco Central: juros, crédito, inflação e o boletim Focus, com as expectativas do mercado para a economia. Servem para calibrar a premissa macro.
- Associações e sindicatos do setor: costumam publicar relatórios de faturamento, volume e sazonalidade.
- Dados da própria empresa: base de clientes, pedidos, ticket e taxa de recompra. É a fonte mais confiável e a mais ignorada.
- Google, redes sociais e marketplaces: volume de busca, avaliações, preços praticados e reclamações dos clientes dos concorrentes.
Ferramentas pagas de inteligência de mercado existem, mas não são pré-requisito. Para a primeira análise, planilha, fontes públicas e entrevistas com clientes resolvem a maior parte do problema. Quando a empresa já tem dados internos espalhados em ERP e planilhas, o caminho é reuni-los num dashboard financeiro, e o business intelligence permite cruzar esses dados internos com bases externas, como as do IBGE e da Receita Federal. É o que se chama de inteligência de mercado e análise de dados: acompanhar, com frequência, a tendência do mercado ao lado da tendência das próprias vendas.
Como analisar a concorrência e o posicionamento?
Análise de mercado e concorrência andam juntas. O erro mais comum é listar só os concorrentes diretos. Quem disputa o orçamento do seu cliente inclui também o substituto (a planilha que ele já usa, o funcionário que faz internamente) e o "não fazer nada".
| Critério | Sua empresa | Concorrente A | Concorrente B |
|---|---|---|---|
| Público e região atendidos | |||
| Preço e forma de cobrança | |||
| Proposta de valor em uma frase | |||
| Canal de venda e prazo de entrega | |||
| Pontos fortes | |||
| Pontos fracos e reclamações recorrentes |
Preencha com dados observáveis: site, tabela de preço pública, avaliações, anúncios, conversa com clientes em comum. O resultado que importa é o espaço livre: onde o cliente reclama e ninguém resolve. Esse espaço é a base do modelo de negócio e da proposta de valor.
Como a análise de mercado entra no plano de negócios e no orçamento
A análise de mercado é um capítulo do plano de negócios, e os números dela alimentam o resto. A conexão é direta:
- O SOM vira a premissa de receita do orçamento. O guia de budget e forecast mostra como transformar essa premissa em orçamento anual e previsão contínua.
- O custo de aquisição do cliente, medido pela relação entre CAC e LTV, mostra se crescer naquele mercado destrói ou gera valor.
- O preço observado no mercado entra na formação de preço de venda, junto com o custo e a margem desejada.
- A meta sai do SOM e vira objetivo mensurável, como em metas SMART.
- Se o plano envolve abrir unidade ou entrar em nova região, o plano de expansão e o estudo de viabilidade econômica aprofundam o que a análise de mercado só começa.
Para colocar a análise em ação, o 5W2H organiza quem faz o quê, até quando e com que verba, e o Balanced Scorecard acompanha se a estratégia derivada da análise está funcionando nas quatro perspectivas. As prioridades entre várias oportunidades podem ser ordenadas pela matriz GUT e outros métodos de priorização.
Como a análise de mercado funciona na rotina de uma PME
A análise de mercado não é um projeto que se faz uma vez e se arquiva. Na PME, ela funciona melhor como rotina, com frequência diferente para cada camada.
Passo a passo da rotina
- Antes de qualquer decisão grande (nova filial, novo produto, reajuste forte de preço): análise completa, com TAM, SAM, SOM e conta de ponto de equilíbrio.
- Trimestralmente: revisão da concorrência (preços, lançamentos, reclamações) e do ambiente (juros, câmbio, regulação). Uma hora de reunião e uma tabela atualizada bastam.
- Mensalmente: comparação entre o que se esperava do mercado e o que o fechamento mostrou. A DRE gerencial e o fluxo de caixa são o termômetro: se a receita fica abaixo do SOM previsto, ou a premissa estava errada ou a execução precisa ser corrigida.
- Na reunião de resultado: levar as hipóteses da análise à mesa e perguntar quais se confirmaram.
Erros comuns
- Confundir TAM com receita possível. Dizer "se pegarmos 1% de R$ 1,2 bilhão são R$ 12 milhões" não é análise, é desejo. O SOM precisa nascer de capacidade comercial e de entrega.
- Usar dado velho ou de outro recorte. Um número nacional não vale para uma cidade, e um dado de cinco anos atrás ignora mudanças de hábito, juros e concorrência.
- Ouvir só quem já é cliente. Isso mede satisfação, não tamanho de mercado nem motivo de não compra.
- Esquecer o custo de entregar. Mercado grande com frete caro, prazo longo de recebimento ou exigência de estoque pode consumir o capital de giro antes de gerar lucro.
- Parar na análise. Sem meta, responsável e prazo, o estudo não vira ação.
- Não registrar as premissas. Sem o registro, ninguém sabe depois se errou a análise ou a execução.
Como ler o número para decidir
- Ponto de equilíbrio acima do SOM: o projeto não se paga com a meta de vendas. Reduza custo fixo, aumente a margem ou não entre.
- Margem de segurança abaixo de 15% a 20%: qualquer imprevisto vira prejuízo. Defina um gatilho de recuo antes de começar. Esse limite é uma regra prática da gestão, e não um número de norma.
- SAM muito pequeno: o mercado talvez não comporte o investimento. Avalie ampliar o raio de atendimento ou o tipo de cliente.
- Resultado real abaixo do previsto por dois trimestres: revise a premissa de mercado, e não apenas pressione o comercial.
Quanto custa uma análise de mercado?
Depende do escopo, e por isso não existe preço de tabela confiável. O custo varia conforme o recorte (um bairro ou o país), o tipo de pesquisa (secundária ou com coleta própria) e quem faz.
- Feita internamente: o custo é principalmente o tempo da equipe, em geral algumas semanas de dedicação parcial, mais eventuais assinaturas de bases de dados.
- Pesquisa primária: acrescenta o custo de recrutar entrevistados, aplicar questionários ou contratar um instituto.
- Projeto sob demanda: em um projeto On Demand ou em consultoria, o preço depende da profundidade, do prazo e do que será entregue, como modelo financeiro e cenários.
Uma regra útil: o gasto com a análise deve ser pequeno perto do investimento que ela protege. Se a decisão envolve R$ 1 milhão, vale gastar o necessário para reduzir o risco. Se envolve R$ 20 mil, uma análise secundária de uma semana costuma ser suficiente.
Onde a BGP entra na análise de mercado
A BGP atende PMEs de todo o Brasil, com sede em Porto Alegre desde 2010. Quando a análise de mercado precisa virar projeção financeira, o trabalho cabe na frente On Demand: projetos pontuais de FP&A, planejamento estratégico, valuation e M&A, com cenários, metas e o caminho financeiro até elas. Numa decisão como a do exemplo, o trabalho é traduzir o mercado em premissas de receita, margem e caixa que a diretoria consiga discutir.
Depois da decisão, o acompanhamento mensal entra na rotina da Controladoria: o time da BGP opera o financeiro em ciclo mensal, com o GO BI incluso, e lê os números com a gestão para confirmar se as hipóteses do estudo se sustentam. Quem quer entender melhor a camada de planejamento pode ler também sobre FP&A.
Perguntas frequentes sobre análise de mercado
Como é feita a análise de mercado?
Define-se a decisão que a análise vai apoiar, delimita-se o mercado, levantam-se dados públicos, calculam-se TAM, SAM e SOM, estudam-se clientes e concorrentes e cruza-se o resultado com a capacidade da empresa. No fim, traduz-se tudo em receita, margem e ponto de equilíbrio para decidir.
Quais são os 4 tipos de análise?
Não há classificação oficial única, mas os recortes mais usados são análise do mercado (tamanho e crescimento), do cliente (perfil e comportamento), da concorrência (preço e posicionamento) e do ambiente externo (economia, regulação, tecnologia). Elas se complementam e, juntas, sustentam a decisão estratégica.
Quais são os 4 tipos de pesquisa de mercado?
Os quatro mais citados combinam duas divisões: pesquisa primária (dado coletado por você) e secundária (dado já publicado), e pesquisa qualitativa (motivos e percepções) e quantitativa (medidas e proporções). Uma boa análise de mercado usa as quatro, em sequência, do mais barato ao mais específico.
Quanto custa uma análise de mercado?
Não há preço único. Feita pela própria equipe, o custo é o tempo dedicado e eventuais bases de dados. Com pesquisa de campo ou consultoria, o valor depende do escopo, do prazo e da profundidade. O razoável é que o custo seja pequeno comparado ao investimento que a análise protege.
Qual a diferença entre TAM, SAM e SOM?
TAM é a demanda total de um mercado. SAM é a parte dele que a empresa consegue atender, dado seu produto, região e canal. SOM é a fatia do SAM que é realista conquistar em determinado prazo. Cada camada reduz o número e o torna mais próximo da receita que a empresa pode esperar.
Qual a diferença entre análise de mercado e pesquisa de mercado?
A pesquisa de mercado é a coleta de dados, por questionário, entrevista ou base pública. A análise de mercado é o estudo que interpreta esses dados, junto com informações internas, para chegar a uma decisão. Em outras palavras: a pesquisa produz a matéria-prima e a análise produz a conclusão.
Com que frequência refazer a análise de mercado?
A análise completa deve ser feita antes de decisões grandes, como abrir unidade, lançar produto ou mudar de segmento. Concorrência e ambiente externo merecem revisão trimestral, e as hipóteses de receita devem ser conferidas todo mês, no fechamento, contra o resultado real da empresa.


